À José J. K.

Caro Especialista: para ti tenho um servicinho… Vide esta moça (mostro a foto), Não! Não é execução: trabalho um cadinho diferenciado Porta de entrada, caríssimo pórtico para a paranoia social existente na farmaconspiração. Eis! Madeixas alvas, feito tua Kirsten – hey! Não me aponte essa tua Glock aí – missão: faça-se convalescente feito um desvario […]

Mnemósine Encarnada

No vigésimo trino do segundo ciclo lunar do décimo, trino-milenar Eis que surge brônzeas madeixas animação efusiva Fã de desenho me lembrou dos tempos de infância De maneira oitentista os seus mais vinte vividos sabem o que quer Decidiu conhecer o Olímpico Panteão da infindável investigação Ela é a desconstrutora do discurso frágil Ela é […]

Beatriceida (vv. 76-100)

Quedas, convulsões estridentes, vagando ao vazio agonizam no peito em difusa cisão descomplacente e estéril que processam em ilógicos atos, possessos que confio metafísicos sofreres, imundos e queimantes, projétil sádico tal qual ardência que persegue em profusão. Será que as baixas em estima em nosso entorno capazes desse frágil vínculo acadêmico desfazer? Não farás de […]

Beatriceida (vv. 51-75)

Por mais que assim me disponha, não consigo bem conter a explosão que conflita continuamente em mim, semblante inabalável, à nada semelha contrário querer incursões de aura indecifrável cor de carmesim concorrem à tua vista, face de giz bem-quista. Tuas madeixas lisas de ônix, perpassantes deixaram-me impressas um fluído aroma denso e intrigante em meio […]

Beatriceida (vv. 26-50)

Proponho renascer melhor condição, bem amiga os conluios confessos nossos em tempos juntos amáveis construindo essa aliança forte como viga de forma inexpressível, celeste, sobremodo incríveis excelso convívio que ruínas declarei reversos. Que vínculo é este, me pergunto, secreta resposta que angustia? Tal fato fascina, me corrobora, intrigante, dados teus olhos salinos-cristais que, únicos, incutia […]

Beatriceida (vv. 1–25)

Beatriz, excepcional bela Musa Citereia dos harmônicos versos de outrora, franco aprendizado excelso, essa charmosa língua se disponha: seja a Roxanne d’algum Cyrano que, em sua imersa angústia esteticista possa romper desta barreira, vivo sem que tal flagelo do tempo absorva. (USPn, 1748-55) Espero que esse Cyrano não seja justo eu, após essa elegia de […]

Elopeia (vv. 83-100)

Mas é certo vê-la mais uma vez? O tempo dirá os reencontros que daqui em diante teremos: cada “bom dia!” recebido, cada “obrigada!” valerá o quinhão diário, sorte fortuita somenos; outras beldades virão: será certo e inefável admitir que concorrer terá tal simpatia; mas asseguro, certeza, estas madeixas não esqueceria, particulares, sem igual, beleza incopiável. […]