Confissões [16]

Eis que me encontro à deriva, inestimada amiga, pois que está tão perto, e ao mesmo tempo, tão distante. Falta incentivo, falta ação, falta muita coisa…

E agora? Me vejo no meio de tantas palavras e agora me vejo prisioneiro delas… Descobri que tudo o que antes fiz, antes construí por elas, nada mais foi do que uma forma de me cativar à solidão. Eu? Estou estou bem comigo mesmo, mas acho que você está certa: nada supera o agir prático, os sentimentos aflorarem sem ruídos. Enfim, mais ação e menos blábláblá… Chega de enrolações, nem que isso custe toda a capacidade poética que construí.

Sim… Quero colocar toda essa escrita a túmulo, se preciso, pra ficar contigo, porque acho injusto a alegria dos apaixonados ser feita dos meus insucessos amorosos. Não é justo tantos casais se aprumarem tendo como base meu amor que manifesto por ti. Não é justo que o motor da compaixão sentimental do mundo se componha do meu inatismo afetivo. Chega disso!

Fala pra mim, amiga, que sim; e vivenciemos a poesia com menos palavras e mais carinhos.


Ouvindo... Stone Temple Pilots: Creep

Confissões [14]

Enfim, amiga… Isto é tudo que eu tinha a princípio a te dizer… É o princípio, pois não mais prevejo o meio e tampouco o fim. Pouco estou me importando com as profecias de fim de mundo, Viva o teu tempo, Faça teus acordes de vida, Carpe Diem, falo pra você e você fala pra mim, conforme nosso humor tão transparente quanto um cristal ou opaco feito uma turmalina bruta.

Enfim amiga… Se eu sei quem é você? Pois bem, não é: são vocês que fazem desse confissor uma pessoa melhor. A algumas há paixão de sobra, a outras uma imensa amizade. Para as quasi-irmãs que nunca tive, um pouco mais de confiança. Para as inconstantes, meus terrores. Para os amores cicatrizados, as memórias escritas outrora me restam. Para as feridas afetivas abertas, espero pela boticária capaz de suturá-las através de uma decisiva resposta.

Mas no fim, restará aquela célebre amiga que eu quero que acompanhe de perto minha rotina, que coloque uma pena de pavão no meu ouvido pra me acordar pra ir à faculdade onde lecionarei [sim, serei um pesquisador-docente dos exímios didáticos, digno de participar do prêmio “pesquisador-didático nota dez”], e eu de resposta colocarei dois tequinhos de sal no café dela, adoçado com mel. Ela olhará para mim, e dirá: “Meu, que cê tá pensando que cê é?”, e eu: “Ué! Quem mandou a donzela tomar café, quando podia fazer um chá?”, e enquanto a gente discute o estatuto de que a mulher tem o pleno direito de trollar o marido, mas a recíproca é não-isonômica, nossos pequenos rebentos estarão acordando para ir conosco de viagem para a escola, bem sabidos que a sintaxe do português maçante na escola pode ser reduzida a alguns esquemas bem engenhosos… Coitada da professora deles! E coitada desta amiga aqui comigo que tem que orientar aquela turma nova na área de aquisição… E coitado de mim que terei que assimilar uma língua do sudoeste asiático que tem cada esquema de caso que qualquer um falaria: “que bruxaria é essa!”.

Família margarina, amiga? Não sei… Você é quem decide, e só você sabe, agora, no presente, se há de querer isso. Você? Quem é você? Ah, tenho certeza, minha amiga, que ao ler algumas destas confissões, irá se perceber nelas, e bem dirá, nos anos vindouros, após tantos encontros e desencontros, “Saudades do teu abraço”, e eu, “Saudades do teu sorriso”, “e então, como vai tuas pesquisas?”, “vão de vento em popa, e as suas?”, “ah, sabe… Vão como podem, inclusive você podia me ajudar nesse aspecto aqui na área de (…)”

Desvario do presente… Não sei… O futuro vos dirá o quanto estas palavras foram apenas um tiro na culatra ou uma profecia forjada. Espere pela publicação na banca mais próxima, ou um quadro floreado na parede do teu jardim de plantas, lá no fundinho de casa… Tudo vai depender de teu sim ou não num momento em que eu julgar inevitável ouvi-lo de ti, e apenas de ti, cúmplice amiga!


Ouvindo... Audioslave: Moth

Videocast da temporada (em substituição ao anterior)

Computador Película Finalmente consegui produzir O #Fiasco, cena 6.

Em mais um videocast discursivamente despreparado:

  1. Smiley mostrando a língua Onde fui parar após as Letras (a continuação do curso, diga-se de outro modo);
  2. Smiley de boca aberta A melhor gramática que estou lendo na minha vida (Procure pela internet por “Nova gramática do português brasileiro, de Castilho. Se você tiver paciência para um denso trabalho acadêmico, texto, quadros e tabelas, achou a tua gramática).
  3. Smiley sarcástico O projeto dum grande colega de clube de leitura: vinga ou não vinga?;
  4. Smiley indeciso Quem serão nossos novos bixos e bixetes?;
  5. Smiley contando um segredo O confessionário com amigas (a.k.a. segredos não reveláveis);
  6. Smiley nerd Projetos a conduzir e pendentes para as próximas férias;

E como não pode deixar de ser, o link para o vídeo:

http://static.livestream.com/grid/LSPlayer.swf?hash=3op2u


Ouvindo... Bad Company: Can’t Get Enough

Tudo diferente!

Um Balanço Parcial Destes Tempos de Férias

Smiley festeiroSmiley sexy De alma lavada, com o tempo devidamente ocupado, revelo a vocês qual o sete que pinto durante esse período de recesso.


Desde as duas últimas férias, estabeleci como meta ser em alguma coisa produtivo para proveito próprio. Talvez muitos não vejam toda essa produtividade. Isto é porque são diversos projetos pessoais sendo levantados, alguns ainda a iniciar; mas outros mais evidentes, vocês estão acompanhando por todos os lados em tudo o que faço.

Como, também, ninguém é de ferro nesta jornada odisseica, decidi fazer de uma data que não tenho por muito apreço passar em casa – a virada do ano – em algo muito diferente: em uma praia. Claro! Histórias tenho para contar de acerca de poucos vinte minutos vislumbrando os estouros na orla da praia, mas como todo escritor deve por fazer de seus acontecimentos, causos incríveis (sem serem fantasiosos), aguardemos uma oportunidade de ouro para elucidar tais fatos [mesmo porque não hei de revelar todos os reais personagens envolvidos na ocasião].

Com um começo diferente, decidi, já desde os primeiros dias de férias, ser prestativo. Desde as férias de inverno passadas, já fazia auxílio a estrangeiros para aprendizado em português – e continuo fazendo, com uma relativa frequência, a ponto de o site catalogar-me recentemente como um dos 500 mais produtivos instrutores na língua [claro, quero chegar ao posto dos duzentos no fim das férias, e ainda poder fazer disso um rendimento. Bastam as orientações de um colega para uma carta de apresentação]. Saibam mais, procurando por mim em Computador http://www.livemocha.com .

Os projetos literários, garantidamente, estão presentes nessas férias também. Eles estão visíveis em meus outros dois blógues [acesse aí na esquerda, gente!] e dispensam comentários.

Ah… Mas também não vivo só do presente… Estou relembrando um pouco da minha tardia infância, jogando um pouco de Pokémon durante as semanas últimas.

Leituras? Sempre que possível. Já li ao menos uma vez um livro dum sugerido clube de leitura. Na real… Perdi a conta de quantas leituras já realizei nesse meio tempo. Ainda tenho a melhor gramática de minha vida em mãos, auxiliando naquele primeiro projeto colaborativo que descrevi acima.

E ainda conto a vocês que “” não saiu em livro por duas razões: uma, que não tenho todos os contos adicionais feitos; a segunda, que mandei o texto para o editor de textos fazer uma bela hipercorreção – e deixar tudo uma porcaria – sem salvar alguma cópia, e agora tenho que analisar minuciosamente para evitar um livro pedante, ao menos onde deveria ser espontâneo, que é nos diálogos das personagens.

Bom… Denunciado o meu programa de férias, espero que vocês curtam tudo que há de vir nos próximos tempos, dentro dos meus trabalhos. Bons fluidos a todos!


Ouvindo... Black Sabbath: Black Sabbath

Um balanço parcial do segundo semestre

Comparações, reajustes de compromissos, desencontros… Um resumo parcial do período.


A expectativa de permanecer junto com muitos dos colegas – ao menos, os mais chegados – nas mesmas classes foi descontinuada devido ao sistema de matrículas da USP. Eu, em particular, estou acostumado às mudanças anuais de turma que tive no ensino básico; mas o choque foi grande ao saber que isso ocorre, de forma natural, semestralmente.

Bom… Informação para isso e preparo espiritual eu devia ter para tal fato, mas ainda posso dizer com propriedade que, mesmo não sendo designado para as classes desejadas, ainda tive sorte em ter matérias com determinados professores. O não-estar com alguns professores foi compensado pela competência dos atuais.

[E isso não é bajular pelo fato de que tal artigo está posto, publicamente, a todos.]

Mantive algumas notas no mesmo limiar. Tendo o mesmo esforço, é quase certo que vou conseguir ingressar na habilitação desejada, que é a de Linguística.


Email Fato rápido: acho conveniente contar, num momento oportuno, como defini a Linguística como opção preferida para prosseguir meus estudos nas Letras.


Não posso me esquecer, contudo, que ainda mantive um relativo e bom contato – a despeito dos desencontros – com os colegas de costume. Alguns ainda permaneceram junto comigo em determinadas aulas, mais do que a princípio imaginava.

Mas o tempo passa rápido… E por mais que apreveitemo-lo, sentimo-nos prejudicados pelo seu vagar constante.

Ainda deu para circular nos metrôs, com Esther, Elô, Esther e Elô…

Sem falar nas idas ao Centro Cultural São Paulo, que se tornou um local alternativo para cobrir a tarde.

As manifestações? Bom, para não ficarmos com “saudades” delas, elas ainda ocorrem.

Os colegas? Alguns, um pouco preguiçosos, aprenderam algumas lições e voltaram à atividade. Outros nitidamente estão direcionando esforços para outras áreas do conhecimento. A estes últimos, quando se cultiva muitos convívios, é de se esperar que em algum momento, alguns reavaliem sua caminhada.

Certas pessoas desenvolveram dúvidas, que sanaram com um refletir. Outras reavaliam conceitos sobre a existência – inclusive eu.

E, no geral, percebemos que estudo, numa das universidades mais conceituadas do país, não é uma brincadeira. É mais que notas. É mais que presença. São compromissos.

Talvez o fato de ficar querendo reproduzir fielmente o semestre anterior criou uma prejudicial comparação do período. Sorte que acho que vislumbrei o fato em tempo, e fiz da mudança novo aparato de histórias, que estarão neste projeto principal da epopeia USPiana.

E que as novas surpresas não demorem a chegar. Há ainda muito a ocorrer neste mês em que se encerra as atividades. Cerca de vinte dias – segundas a sextas, que a princípio seriam liberadas, mas que pessoalmente faço um aproveitamento extra – podem definir ainda muitas histórias dignas de serem “documentadas” pela “Musa-Mor” nos anais da USPianeia.


Ouvindo... Grateful Dead: All Along The Watchtower [with Bob Dylan]