Crônicas busionais #1

[dos arquivos manuscritos do autor de idos de 2013; adições e afetamentos de juízo retificados, entre colchetes] O folclore busional – ou folclore de busão, para os mais desacostumados, como os solitários motoristas – é uma realidade presente, sobretudo, na ida e volta de grandes distâncias. Uma fórmula matemática verifica que a diversidade cultural (hã?)Continuar lendo “Crônicas busionais #1”

Em homenagem a B.V. (ou sobre as Baleias Azuis)

Na baleia azul – a portentosa musculus vigora a gigante pulsão da vida: em teu masculino ato copulatório, as aqua-sementes, quando não germinam em uterino blau-grande-balinácea prosperarde provento a outras vidas, coralíneas, pequenos písceos e outros demais no ecossistema a vida suportais em comunhão com seu triste assaz soar. Fazemos mênção a esse pequeno epitáfioContinuar lendo “Em homenagem a B.V. (ou sobre as Baleias Azuis)”

Humanidade: 11.9 Richter

O conto começou com uma mera coincidência com alguns dos fatos, mas foi elaborado posteriormente em algum ponto após os ocorridos recentes. Num determinado dia, a casa de José, humilde morador do bairro dos Rodrigues, foi aterrada por um berro uníssono familiar: anunciava no Bom Dia Brasil a suspensão definitiva do Bolsa Família, sob decisãoContinuar lendo “Humanidade: 11.9 Richter”

Bons discursos: um investimento em declínio

Todo o discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo. Sócrates, extraídoContinuar lendo “Bons discursos: um investimento em declínio”

Melissa: A Dupla [3]

Dia dez… Me parece que, apesar da manhã nebulosa que faz aqui em São Paulo, eu e a minha – estranhamente atraente – irmã Daph seguimos nosso caminho pela linha que passa ao lado do Eldorado, em meio-ligeiros cinco minutos até a padaria da Estrela, onde vamos desembarcar e caminhar até a Cidade Universitária. DeContinuar lendo “Melissa: A Dupla [3]”

Melissa: A Dupla [2]

A terça de manhã me soa surreal… Do nada, já me desperto dum desperto muito inócuo, lembro-me dos ruídos incessantes tomando posse de meus ouvidos, Cara, como eles zunem até agora, Lembro-me dum sonho tão palpável mas tão palpável, uma narrativa tão acessível, Será que foi verdade? Não, não pode ser, Eu não acredito nessasContinuar lendo “Melissa: A Dupla [2]”