Capítulo Sessenta

Contos de USP


É oficial. Sou um bixo USPeiro e pela situação ordinária, nada há que possa mudar isso.

E pelo presente momento, lembro de um fato que me faz não envergonhar-me de ser um bixo que sou: outrora poderia ter sido cobaia de pesquisas médicas na especialidade de Psiquiatria. Bom… Se outrora ainda me dispunha para tal condição, acredito que ser bixo não seja assim decerto tão vergonhoso, como muitos acreditam ser.

Praça do Relógio, à noite [Fonte: Na Velocidade Terrível da Queda | Blogspot] A propósito, isso me remete a uma ocasião quando possuía aquela tão dita crise de identidade – em particular a reincidência mais branda, em 2006 – em que, num dado dia, acreditava ter sido incumbido da missão de congregar – não sei por meio de qual construção de lógica – pessoas de minha confiança, entre amigos e colegas de curso, levando-os a pé até a Cidade Universitária em plena hora da madrugada [pode?!] e ainda convocando-os em suas casas, caminhando a pé. Talvez seja porque no referido dia [noite] via clarões de luzes na direção leste, onde geograficamente localizava-se a Cidade Universitária em relação ao meu lar.

A crença sem fundamento era que havia chegado uma nova era de descobertas, às quais poderiam ser experimentadas em ambientes de vanguarda acadêmica, como a Cidade Universitária [Hã? Alguém entendeu?].

Sim…

Não tinha jeito…

De uma forma ou de outra, a USP iria me absorver. Seja pela Matemática, seja como paciente, ou como um nobre didata de Letras…


Ouvindo... Grito Mundial: Daddy Yankee (RadioActitud.com

A contagem regressiva está por começar…

Capítulo Cinquenta e Nove

Novos Rumos e Projetos


Cá estou eu…
Imerso em meus pensamentos.
Contemplando os meus sucessos,
E evitando descontentamentos.

Se tudo der certo, talvez possa me orgulhar da condição de ser um USPeiro.

Tudo necessita de uma ou duas ações enérgicas, muita paciência e mais disposição que dançar Créu [ha, ha].

Uma charge do mapa da Cidade Universitária [Clique para abrir no tamnho original: gigante!]Eu a princípio não chegava imaginar ingressar no FUVEST neste ano que passou, nem ser aprovado para segunda fase, e o mais improvável ainda, obter aprovação para ser chamado em primeira instância, mesmo sem ter respondido a oito ou nove questões de uma das provas.

Isso mostra o quanto estou descrente de mim mesmo.

Agora começa uma nova, e a mais difícil fase do vestibular: arranjar estrutura para sustentar o curso.

Eu, como morador de Ibiúna, até essa manhã, não visualizava solução plausível para garantir condições suficientes para, residindo aqui, deslocar-me até São Paulo, e podendo correr uma improvável situação de abdicar de um trabalho certo [sem falar noutro concurso no qual estou muito otimista…] e correr o risco de não sustentar o curso universitário.

Relógio da USP [Fonte: Universidade Para Quem? | WordPress] Então, ando pensando, após colher várias opiniões a respeito de como deverá ser minha conduta nesses dias: por que cargas d’água não poderia emancipar estudos e trabalho, se o ambiente profissional está flexibilizando horários para que eu possa trabalhar a mesma carga horária e ter tempo suficiente para deslocar-me no percurso estudo-trabalho?

Algo em minha consciência chama isso de medo. Um medo de quebrar a cara se não houver sucesso nesse primeiro período conturbado. Porém, evitando o medo, não estarei arriscando a possibilidade de, por desconhecimento da situação real, usufruir uma condição única por um possível período de tempo?

É claro que, se com um preparo bem reduzido, consegui um desempenho necessário para estar presente entre cerca de quatrocentos convocados; quem não diga se, porventura não venha a aproveitar essa oportunidade de ouro, consiga-a novamente daqui a um ano, preparando-me desde já? Não é possível saber qual foi meu desempenho agora, e posso ainda correr um risco expressivo de ter tido uma das melhores pontuações finais… Seria como queimar o bilhete premiado da mega-sena.

A solução que me foi iluminada por uma colega de trabalho – e fica aqui registrado seu nome, pela lembrança da posteridade, após todo esse período de batalha, como uma forma de agradecimento, que é Sandra Mara – que sugeriu o meu deslocamento residencial para São Roque, mesmo que em forma de aluguel.

Santa possibilidade!

Se levar em conta que a todo lado que comento sobre o que ocorreu comigo, desistir da USP, à esta altura do campeonato, pode ser um péssimo negócio.

E pode ser pior ainda, se, realmente desistindo, descubra posteriormente que eu poderia ter superado todos os pequenos empecilhos.

Que as almas estudantis possam zelar por um gesto solidário de apoio comunitário… Vou precisar delas.

Espero estar falando convosco, comunidade internética, nos próximos dias, com uma resposta positiva acerca de todo esse certame. E dizer, com todas as letras:

Sou USPeiro nato!


Ouvindo... Alexis Y Fido: Soy Igual Que Tu [feat. Toby Love]

Capítulo Cinquenta e Oito

Diferenciações ou A Compreensão do Universo da Juventude


Eu sempre, se não considerei, vi-me diferente dos demais. Não sei se pelo fato de ler bulas de remédios e me acostumar com termos como náusea ao invés de vômito; ou por, ao descrever um adjetivo de um leão, não costumava descrever um adjetivo, mas dois ou três, e ainda usando algum advérbio modal; ou por realizar um texto longo, descrevia sucintamente fatos, de tal forma que o sujeito nunca era explicitamente repetido mais que duas vezes. E, incrivelmente, minha língua falada é mais carregada de expressões específicas que a escrita. Quer uma prova do que falo? Não, acho que não. Você não irá querer ouvir, não é isto minha opinião [poderia], mas sim a da vontade geral.

Bill Gates: o exemplo de sucesso da cultura dos excluídos [Fonte: IE Sempre tomo isto como fato não mais pela afirmação de minha identidade – ou da crise que a aparente ausência dela dita – posto que hoje busco mais mesmo alguém que possa tomar referência de um diálogo um pouco mais refinado. Mas é neste fator que reside essa crise existencial complexa: são raras, no universo de pessoas a meu alcance, aquelas que, com a mesma idade, possam conceber o mesmo arcabouço de vocabulário e ter um domínio de assuntos diversos quanto o que eu possuo.

Surge então nesse encadeamento de questões uma das mais fundamentais: como pude construir tal situação? Duas coisas ocasionam isso: a primeira deve-se ao ócio infantil. Alguém que nunca se dispôs a buscar jogar bola na quadra do bairro, a empinar pipa na rua – mesmo sem usar os “cortantes” – ou até mesmo a cultivar amizades duradouras, pelo fato do núcleo familiar estar de posse de aluguel. Posso condenar a família por isso? Não só não posso, como também fiz um mal social ao, naquele dito período de crise de identidade. Hoje me considero mais resolvido do passado, pelo passado recente ter proporcionado situações desagradáveis a mim. [Fatos que já foram elucidados neste projeto.]

A questão central talvez esteja levantada pela seguinte situação, a qual li em um determinado blógue, e do qual, em escala de amostra grátis, posso perceber que a juventude tem ídolos que proporcionam pouco ou mísero esforço de comunicadores que são capazes de proporcionar. É… Pensar neste mundo de hoje faz tanta diferença, que quem pensa mais que a média, já possui uma maneira bem facilitadora de ganhar dinheiro. Pensar virou mercadoria.

Por isso que digo: só a Filosofia salva!

Poucas pessoas são capazes de, ao ingressar no ensino superior, além de perceber o valor de cidadania e didático, que deveria ser o passo fundamental alcançado pela totalidade da comunidade universitária, perceber o real valor acadêmico do fazer um curso superior, seja ele de cunho de disseminação de conhecimento – como uma licenciatura – ou de colocação profissional – tecnólogo ou destinados ao mercado de trabalho estritamente. – Fato certo é que, de uma maneira nacional, alunos egressos do ensino médio vêem nas universidades algo como os americanos vêem as deles, através das nossas conhecidas “fraternidades” tão discutidas em filmes exaltadores à cultura nerd ou sobre esportistas…

A Esq, "Zina": o sucesso da exclusão da cultura exemplo [Fonte: Virgula/UOL] Nesse cadinho de jovens engessados pelos conhecimentos tecnológicos, que vêem Bill Gates como ídolo-mor do sucesso intelectual – o nerd que ganhou dinheiro através de ações discutíveis – ou as celebridades instantâneas que ascendem ao sucesso massificado por oportunidade, encontram-se jovens que possam não ter domínios de algoritmos, posses de patentes de tecnologia, corpos bonitos ou contatos influentes. São jovens que ficam no intermédio desta escala bipolar de concepção de tecnologia – concepção de fama, que são bombardeados através dos mais diversos conceitos de existir e no qual compete um fator para que não se degolem na corda da ignorância: o discernimento. Sim! Jovens assim como este que vos fala, tem vinte e duas quadras de estações do ano na bagagem e uma sincera indecisão sobre como conduzir o próprio sucesso, se concebendo conteúdo pr’uma minoria, ou vomitando desconteúdo de acordo com o que a maioria diz desejar ouvir. [Não à toa, tenho todo tipo de rede social que você possa imaginar, gerenciar todas é um distúrbio de tempo e manter a qualidade das principais é uma odisseia.]

E voltando ao âmbito pessoal, é incrível que percebo toda a questão dessa maneira e não busco corrigi-la como ela merece. Apenas fico falando, e dando margem ao comentário geral do qual todo ato do jovem é fútil. Sim! Não podemos nos livrar de efetuar atos fúteis em determinados momentos, mas podemos buscar nosso sincero ingresso àquilo que acreditamos ser necessário, talvez nem para mudar o mundo, ou para mudar as mentalidades, mas para proporcionar caminhos que busquem inserir o conteúdo do excluso no âmbito dos inclusos.

E os filósofos leigos, assim como eu, são esses exclusos que não querem tanto ser inclusos, mas querem ver a maioria inclusa fazer o que nós, como exclusos, fazemos.

E o leão? O dito é altamente voraz, austero em seu meio, mas é incapaz de deglutir carne em decomposição, agindo em náuseas.

Não entendeu? Não é mais meu intuito. Prefiro ficar com os filósofos…


Ouvindo... Pixies: Here Comes Your Man

Capítulo Cinquenta e Sete

Ambientes para Insatisfeitos (ou Reduto da Consciência)


Costumes pop, atos de apelo público, desvalorização do conteúdo… A popularização da internet criou costumes que valorizam o alcance repercussivo ao nivelamento de pontos de vista, coisa que torna a internet, cada vez mais imediatista

Fonte: Info/Abril Confesso que resisti e muito para me integrar nesse mundo onde comentários são lançados, lidos por não sei quantas pessoas e depois descartados pelo correrm do tempo, nossos breves pitacos do Twitter. Serve como terapia, disse uma vez a uma estimada colega; e a outra, uma definição deveras interessante, dada a uma colega em especial, resume e sintetiza o uso excessivo desta ferramenta sem uso direcionado: “Twitter é uma amnésia dinâmica.”, cuja resposta, nunca irei me esquecer:

“Twitter é o instante já do desperdício.”

Devemos considerá-lo assim?

Mas esta não é a questão. A questão é saber o que, neste mundo, é aproveitável no sentido mais erudito da palavra “cultura”. E isso só encontramos, para algumas mentes irriquietas, em um único lugar: a universidade.

E por que não? Na universidade você aprende a eliminar certos preconceitos à vida, afinal, você descobre, por exemplo, que o mundo não deve necessariamente terminar na plena evangelização cristã da população, descobre que existem jovens idealistas ávidos pela equalização financeira do mundo, e que a possibilidade de livre-escolha no conduzir seu curso superior lhe permite perceber o quanto você deveria valorizar aquele período dito chato do ensino básico, sobretudo aquele seu professor exigente de Filosofia.

Assim, o templo universitário é um sacrário das mudanças que devem ocorrer em nossa vida. Afinal, diz um tosco, porém sincero filósofo anônimo, que “a necessidade faz a ocasião”. E é nesse ritmo que quero poder contemplar esse ano vindouro.


Ouvindo... Me la llevo Pa Lo Oscuro: Franco El Gorila ft W&Y (RadioActitud.com

Capítulo Cinquenta e Seis

Novos Sonhos


computer Ibiúna, domingo, 4 de janeiro de 2009

Uma das últimas coisas que deixo registradas do ano que passara é um singelo, porém confuso sonho, cuja significação é misteriosa.

Isso porque, primeiro, é raro eu ter sonhos que possa me lembrar durante muito tempo após tê-los. Fato comprovado disso é Karta Citina, cuja idéia original tinha o centro da história com base num sonho desses, descabidos, que tive dias assim como esse descrito.

Pois bem, o sonho em questão se valia de três momentos distintos. Dos dois primeiros tenho vagas, porém resumidas lembranças.

No primeiro momento – e isso já num estado embriagado da viligância, ou seja, imerso nos sonhos – eu voava, livre das amarras da gravidade, em direção aos astros, para os quais ia seguir em viagem para encontrar vida inteligente fora daqui. Seriam estes aliens bem apessoados, seja em seu espírito amistoso, seja em suas faces? Isso eu não pude perceber. E, assim que me deparei com indivíduos que expectassem essas considerações, vejo-me imergindo para a porta do segundo momento, um segundo patamar destes meus sonhos.

Nesse curto, porém confuso segundo momento, eu engrandecia, de forma a ficar tão grande quanto superastros que encontramos no universo dos sonhos: bactérias eram, comparativamente, planetas e pequenos satélites. Buracos negros, apenas pontos de sucção que insistiam em sugar nossos dedos dos pés, como aspiradores de pó. E estrelas super-grandes, nebulosas vermelhas que são milhões de milhões vezes maiores que o nosso Sol terreno da vigília, do tamanho de irmãos menores [que, a propósito, não tenho].

E, nem bem me acostumava com essa habitualidade do sonho, encontro uma brecha espacial que me trouxe ao terceiro momento e mais extremo patamar da presença dos sonhos: uma pensão donde era restritivo a entrada e a saída de outrem. E, apesar de minha intromissão não autorizada, fui concedido a conhecer o local.

Quem me recebeu foi a gerente-maior que se identificava como Doix [ou Dois, em francês] e que tinha como braço direito um sujeito do qual, estranhamente, eu já tinha as vezes de conhecê-lo muito bem. Este se chamava Mo, e pelo que pude perceber, ele era um nipônico. Mas seu rosto, nunca o soube até então.

E, ofertado o convite de Doix para conhecer as instalações do familiar local, vejo por conhecer seu filho mais conhecido, e alguns hóspedes um tanto quanto excêntricos, mas que muito bem conviviam entre si. Eles estranharam a presença minha ali, mas Doix se tratou logo de especificar minha visita ali no local. E a efusividade em me apresentar as instalações do local se misturavam com os papos intimistas de cada um dos camaradas e mulheres que ali se apresentavam.

[Não sei o porquê, eles se pareciam como artistas de televisão…]

E, regularmente, perguntava por Doix e a ela questionava sobre a chegada de Mo. E ela, informando [ao que me parece, lucidamente] que Mo estava em muitas ocupações, a mando dela, e que demoraria a chegar, mas não a ponto de minhas horas de sono serem extintas pelo relógio do despertar.

E todo o pessoal dali, sempre muito carinhoso… Parece que os conhecia há muito tempo, e principalmente, Doix passava segurança pela sua presença.

Mas, dentre os hóspedes, havia um casal que permanecia sempre na sua, e não era muito lá essas coisas com os outros. E assim que me deparei com ela [não lembro o nome da tal] esta me incitou, de uma maneira muito assustadora, a conhecer seu marido.

A sua aparência era dita daquelas sogras que todo brasileiro estereotipado costuma dizer ter. E, no que ouvi os rastros do sujeitinho marido dela, os arrepios tomaram conta de mim.

Decididamente, ambos não queriam que eu permanecesse lá por muito tempo. E mesmo Doix intervindo para que eles não interferissem na minha visita ali, de forma a me extrair fora daquele patamar de sonho; a voz tenebrosa do homem me fez perder contato com aquela pensão ilúcida, da qual nunca mais tive acesso.

E lembro, em período de meia-vigília, que Doix ainda reclamava: "Ora o que vocês fizeram! Agora será difícil permitir que ele volte aqui novamente…"

E quem sabe, deixando registrada essa presença ao mundo das hipotéticas verdades, talvez não possa ter acesso a pensão do terceiro patamar dos sonhos?


Aguardem por novos capítulos do Vigésimo Sétimo Fonema, e também em breve mais uma parte de Karta Citina.

Este aqui no qual vos deixei registrado servirá como base de uma publicação futura de um livro com base neste sonho.

Ouvindo... Yes: Leave It

Capítulo Cinquenta e Cinco

Ata Número Três

lightbulb Parte integrante do projeto 27L blog-papel


envelope Osasco, quinta-feira, 1 de março de 2007

Novamente à mesa… Folhas de caderno sendo repassadas, pensamentos voltados às exatidões e às aproximações, mas nunca para as estimativas empíricas: assim são as mesas de matemática.

[Deja Vu… Acho que já vi isso antes.]

Calcular a gradiente da função dualmente variável, uma equação de uma circunferência ou uma elipse, a descoberta de um vetor-motriz… Cada coisa interessantemente cabeluda.

Mas hoje nota-se, numa mesa ao ar livre da faculdade a serietude do assunto: o papo fica restrito à linguagem codificada das expressões, igualdades, derivações e integrações que só a Matemática pode permitir a fazer a mágica necessária para mover visualmente esta a um resultado satisfatório.

No entanto, sempre surge umas punk girls para guinar ânimo à mesa. E então alguém espertamente banca o papel de vigilante do método, com um discurso muito retórico e com pouca base na dialética [que saudades da dialetical professora Marcinha].

E nada a ver, mas do lado da mesa passa um pombinho… Talvez ele queira comer alguma pipoca!


Ouvindo... The Commitments: Mustang Sally

Com este artigo, chegamos aos tempos presentes do Vigésima Sétima Letra em papel.

Capítulo Cinquenta e Quatro

Preguiça de Escrever (Adendo III)

lightbulb Parte integrante do projeto 27L blog-papel


envelope Osasco, terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

E depois de mais de um mês tentando, sem êxito, retornar à Matemática, vem aquela dúvida terrível: o que fazer para ocupar meu tempo? [afora cuidar da casa com o vassourão]

Talvez sejam perguntas que possam ser respondidas apenas no mês que vem [ou na próxima escrita, tamanha seja a "grande" freqüência que faço aqui]…

Mas deixemos de lado atos fora de sucesso. Vamos fazer um balanço imaginativo de minha vida. Posso, por mais algum tempo, dar-me ao luxo de acordar um pouco mais tarde, embora isso possa acarretar alguns pequenos prejuízos na minha escala do dia que, além de conter a varreção do nosso reduto familiar, conteria cerca de uma hora e meia de umas práticas pessoais que andei comprometendo-me a fazer comigo mesmo.

Ah… E meu espaço na internet vai só de vento, faltando a polpa. Está meio igualado a um diário particular, pois escrevo, escrevo, e não recebo feedbacks [até aquela época] de possíveis leitores que eu tenha [ou paraquedistas internéticos que lá caem devido a buscas por nome de artistas ou, ainda, do melô do sapinho]. Mesmo assim, não deixo de escrever, mesmo que sejam só um conjunto de palavras organizadas filosoficamente. Sem falar que compartilho gostos musicais e artes minhas no espaço que naquele mundo digital tenho.

E voltando ao assunto "faculdade", hoje, mais uma vez, é dia de consulta com o psicólogo. Estou aqui, entre as mesas na área de convivência, ouvindo o grande Ronnie cantarolar Ivan Lins e a discutir vários assuntos pertinentes à nossa realidade [sem falar das lições e estórias que dialogamos] enquanto meus colegas progridem na Matemática.

E lá vem mais uma daquelas perguntas sem respostas imediatas: quanto tempo levarei para concluir a Matemática? Mas a vida passa, como diz o Ronnie.

E olha que interessante: tem velhos amigos na UNIFIEO. Assim é Osasco, ao lado de uma metrópole e tem mais jeito de cidade de interior… Encontra-se todo mundo no shopping, do outro lado da cidade…


Ouvindo... Deep Purple: Slow Train