Confissões [7]

Por favor, minha amiga; reconsidere meu pedido: sofro incessantemente no recôndito do meu aconchego a hostilidade do desentendimento e da Discórdia, filha da Noite funesta. Quem me deveria ser exemplo não faz mais que decepcionar, diante de tanta briga e confusão, diante de tanto ego ferido querendo se sobrepor e diante de tanta fútil necessidadeContinuar lendo “Confissões [7]”

Derradeiras Epifanias (As Primeiras de Muitas)

Fim dos tempos, a xícara de café anuncia a derrocada, as putas lotando a esquina, incorrigível concorrência, a desmagnetização planetária, o caos econômico, o terremoto some-areia, o olho-por-olho imperando, a intolerância reinando, o swing rolando, ninguém é mais de ninguém… A noite clarifica mais que o dia, a xícara de cafeína fortificada, o LSD vendidoContinuar lendo “Derradeiras Epifanias (As Primeiras de Muitas)”

Confissões [6]

Enfim, minha amiga, sinto sua falta… A negação da existência primordial, descendente da Noite Caótica, me cerca de uma tal maneira tão perturbadora, que jamais antes fez. Ela tomou, persuasiva, todos aqueles que à minha íntima volta convivem, prenunciando o fim dos tempos. Eu sei que sou forte, mas não sou uma muralha indestrutível. SeContinuar lendo “Confissões [6]”

Confissões [4]

Eis, enfim, amiga, que estou aqui diante de você… Você é minha redenção nesse momento tão sensível da minha caminhada. Eu sei que não te mereço, eu sei… Ando tão inconformado com isso. Por causa da sua negação, rejeitei o que há de nobre em mim. Assumi-me porco capitalista, assumi-me insensível perante teu semelhante. JáContinuar lendo “Confissões [4]”

Momento Poesia: Oceanphoenix

Há momentos em nossa vida, que precisamos transcender as barreiras espaço-temporais Refaz, na tua ausência permanente, a presença-deusa em ti congressa, queira, possessa a tua espada lancinante versa e anversa na alma impressa, produz em mim calor gritante nesta tua producente arma sincera. Oceano de mares doces,Ares de jasmim frutífera em cores, peço humildemente, presenteContinuar lendo “Momento Poesia: Oceanphoenix”

O Fluído Salgado

 Relato encontrado num data-center aos 10 de agosto de 2011, na cidade de Osasco, sob prontuário número 7.243.561-95.234.338, registrado em PDF sob o codinome Anchovas. O arquivo foi resgatado após uma tentativa frustrada de queima de arquivo, na operação Deus Ex-Machina. Tenho medo do futuro, ainda mais porque o contabilizo. Tenho medo destes controles remotosContinuar lendo “O Fluído Salgado”