A Máquina do Mundo

Gênese (…) O amor existe, mas não num ser vivo que se move. O inesperado insinua-se no que parece definitivo e ninguém se conhece antes de morrer. Ámen. Gonçalo M. Tavares, “Uma Viagem à Índia”, canto IX, 89 – Sr. Orson… Orson estava aos delírios… Tinha pedido a décima xícara de café só aquela tarde…Continuar lendo “A Máquina do Mundo”

Confissões [13]

I … Amiga… quase irmã… Já adianto que sentirei saudades de você… Percebo há quanto tempo o mal que unicamente foi feito de nosso convívio… A saudade será tamanha, e já sentirei estas saudades. Esse processo de irmandade… Foi tão inevitável… Tua voz de veludo, tão melíflua – aprendi essa palavra na prática – foiContinuar lendo “Confissões [13]”

Confissões [11]

Ai, amiga… Confesso que esperei tanto por ti, mas nem sei bem se te conheço mais… Tua rotina é tão diferente da minha, a distância aparenta ser tão grande agora, os ambientes que nos cercam estão cada vez mais menos convidativos, seus intuitos e projetos são ligeiramente diferentes dos meus… A gente combina, mas nãoContinuar lendo “Confissões [11]”

Confissões [9]

Não… Por favor, colega… Mal te conheci! Não sabe o quanto teu elogio é um veneno pra mim… Um veneno desejável, procurado, uma morte moral certeira… Não me ludibrie! Isso é perigoso. Sabes agora o quanto a solidão me afeta… E já é tarde! Não posso voltar atrás. Me deixou inteiramente aos teus pés! PorContinuar lendo “Confissões [9]”

Confissões [8]

Enfim, amiga… Eu sinceramente não sei de mim! Reconheço na minha pessoa um ser duplo, triplo, múltiplo, pois que ao mesmo tempo que juramento a mim mesmo que te respeito, eu te traio em pensamento por uma pele macia, por um olhar penetrante, por um sorriso meticuloso. Como pode isso? Realmente eu não sei… SaiaContinuar lendo “Confissões [8]”