Pena Ulterior

Laça-te às demandas, arboráceas da Terra, consumam de teus flancos os pungentes dolores da Vida macabra, àquela que lança em teus antros, ó Gaia adoentada, o bizarro autoexperimento humanoide. Revigora-te dos estrames inquisitórios, rosáceas espinhas de dissabores, ácidas e beladonas despenha-te ao humano que te cortou te remodelou e tuas vestes despiu. Uterina planta, nãoContinuar lendo “Pena Ulterior”

Lúgubre

Em memória das pessoas finadas, todas elas…Sobretudo, e não menos, Marielle Franco Veja, que são enterres as cruzes assim feitas pespontando que são não assunções do Deus cristão Veja, que impunidade apontar o declarado lúmen como inocente do mundo e o lúgubre à margem de vilão Olhe, audácia infausta tanger o argumento nefasto o fastioContinuar lendo “Lúgubre”

O pseudoepitáfio poético

[dos sobrevividos arquivos de fevereiro de 2015; não ler se sensível ao poético] Meu caro diletante apreciador de poesia, ouça o que vou lhe contar: nesses tempos de apatia em que tudo é tecnológico cinematográfico e interativo trazer às penas as minhas penas é mera idiotaria Não compensa, de todo modo cantar os louvores daContinuar lendo “O pseudoepitáfio poético”

Visionaridade (ou Manifesto Visionarista)

Douglas Potingatu Alea jacta est. Eis-me, de alegoria fantasiosa simples Lilith Gott, simulacro da beleza feminina: pus-te em pedestal ultraportentoso num lugar sagrado uma profana fescenina de poeta pretensão quase a vida tangenciou e de sublime enredo quase me olvidou É que, no tocar do masculino e feminino coisa vária revelação onanista me ocorreu: oContinuar lendo “Visionaridade (ou Manifesto Visionarista)”

Babilônica no. 1

Canto-te, oh, nova deusa, se prolifera impera um novo mundo rematriarcal impõe-se ante os amaldiçoados cananeus faz dos novos filhos filhos teus Performatiza, oh divina quintessente presente na realidade funesta que agoniza peço em teus intentos que considere nos nossos vícios prenúncios de benesse Superar-me, cosmopolita, faz-se em teus fortes tons pespegam a aura indulgenteContinuar lendo “Babilônica no. 1”

Retificar

Tenho que me retificar: quero plantar a zueira e ver este, penta, canarinho Cantando, chiando pelos cantos o mal preparamento de seu ninho A canção, lisonjeira e fugaz da sexta hora que nos sovietes melhor fora por dezesseis minutos chegar Que desgosto, plantado, efrente a coisa daqui em diante o Dante Inferno tomar premente? Canarinho,Continuar lendo “Retificar”