Metarrealidades Aporéticas e Literásticas: A Máquina, crônica 5

Dedicado a impressões de N. Y. Eu tenho um severo problema de saturação de informação visual desde dois mil e cinco. Acho que os dezoito anos trazem consigo, misticamente, uma desativação da capacidade cognitiva de filtrar informação visual relevante. Quase entrei num pinel por causa disso à época – por isso e por outras coisasContinuar lendo “Metarrealidades Aporéticas e Literásticas: A Máquina, crônica 5”

Crônicas busionais #1

[dos arquivos manuscritos do autor de idos de 2013; adições e afetamentos de juízo retificados, entre colchetes] O folclore busional – ou folclore de busão, para os mais desacostumados, como os solitários motoristas – é uma realidade presente, sobretudo, na ida e volta de grandes distâncias. Uma fórmula matemática verifica que a diversidade cultural (hã?)Continuar lendo “Crônicas busionais #1”

Crônicas paulistanas

Transporte: um rito de passagem… De passagem mesmo! A passagem que você pega nos bolsos e passa na catraca à espera do busão ou do “lagarto de ferro”, como outrora vi o poeta falar. Mundos? Os mais variados possíveis: universos particulares que se manifestam encapsulados em fones de ouvido. Alguns, a propósito, se expandem deContinuar lendo “Crônicas paulistanas”

Crônicas de um interior

O indivisível   Muitos rostos passam diante da nossa vida, mesmo sem sair de casa. Alguns passam. Outros permanecem. Alguns poucos persistem e acompanhamos a evolução natural do processo do tempo. Um ou outro se tornam familiares. Contáveis-nos-dedos significarão muito em toda a nossa vida. Mensurar isso é, ao mesmo tempo, programático e fora-de-regra. OContinuar lendo “Crônicas de um interior”

Confissões [13]

I … Amiga… quase irmã… Já adianto que sentirei saudades de você… Percebo há quanto tempo o mal que unicamente foi feito de nosso convívio… A saudade será tamanha, e já sentirei estas saudades. Esse processo de irmandade… Foi tão inevitável… Tua voz de veludo, tão melíflua – aprendi essa palavra na prática – foiContinuar lendo “Confissões [13]”

Crônicas Atrás do Motorista

Meu dia termina, naquele emaranhado cinzento, mais rápido que o rotineiro. Pego minhas coisas, inclusive me esqueço de deixar de prontidão a carga de meu celular, o que iria, certamente, gerar a abstinência de canções de distração nesse odisseico caminho… E eis que, quando submetido a tal situação, muito do que planejo fazer da minhaContinuar lendo “Crônicas Atrás do Motorista”