Confissões [24]

Eu vi teu rosto, tão linda, em um sonho, carinho de meu coração. Teu rosto, desperto, me causou uma sensação fascinante. Fascinante por ser assustar deveras. Jamais o susto do Horror, extremamente o contrário: é o susto daquele Destino, que não deixa a gente fugir. É aquele susto que persiste, insiste e divaga, por temposContinuar lendo “Confissões [24]”

Confissões [23]

Esquadrinhadoras de alma Então, amiga… Num momento foi uma, depois se multiplicaste… Cantei-vos num momento ímpar da vida. Hoje já não é mais este, tão ímpar assim. Tudo segue e segue muito rápido. Ontem ainda contava as pedrinhas lá longe, pensava nas pequenezas da vida.

Confissões [22]

Chegaste tão repentinamente, amiga… Tua presença nem fora notória. Eu fiquei sobretudo em assuntos triviais contigo. Um golpe de chuva… Um respingar em nossas faces… Oito segundos… Passou uma vida diante de meus olhos. Permiti-me te permitir a me esquadrinhar. E tu, à maneira de Heidegger, mostrou o Dasein que haveria em minha volta. Disse-meContinuar lendo “Confissões [22]”

Confissões [20]

Amiga minha… Que saudades de você… Me vejo tão comum, tão sem tempero da vida… Não me sinto tão especial, como há muito me sentia. Soube ser amado por um bom tempo, o tempo que dura até um indefinido “talvez”, o talvez que eu já previra há muito, quando fui destituído de toda novidade… OContinuar lendo “Confissões [20]”

Confissões [18]

Eis, amiga. Numa nova situação, volto à situação inicial… Como pude ser tão infantil em desconsiderar tanto aprendizado que tive contigo e com as Musas intangíveis cor-de-carmesim oníricas? Realmente, uma coisa que é paradoxal: extinguo os desejos incessantes, e também os interditos sociais e de demais fatores… Resta-me a masculinidade… A masculinidade estúpida que nãoContinuar lendo “Confissões [18]”