Metarrealidades Aporéticas e Literásticas: A Máquina, crônica 5

Dedicado a impressões de N. Y. Eu tenho um severo problema de saturação de informação visual desde dois mil e cinco. Acho que os dezoito anos trazem consigo, misticamente, uma desativação da capacidade cognitiva de filtrar informação visual relevante. Quase entrei num pinel por causa disso à época – por isso e por outras coisas […]

Confissões [24]

Eu vi teu rosto, tão linda, em um sonho, carinho de meu coração. Teu rosto, desperto, me causou uma sensação fascinante. Fascinante por ser assustar deveras. Jamais o susto do Horror, extremamente o contrário: é o susto daquele Destino, que não deixa a gente fugir. É aquele susto que persiste, insiste e divaga, por tempos […]

Minutas de um Executor Oficial

Nota de antecipação: o conto não representa opinião do autor, constituindo-se apenas duma ficção – indesejada, porém necessária – para propósitos que não os literalmente nele explicitados. Nota sobre a nota: parece idiota fazer esse apontamento, mas dado que há ausência de dividir o ficcional de uma vontade de parcela da população atualmente mundo afora, […]

Confissões [23]

Esquadrinhadoras de alma Então, amiga… Num momento foi uma, depois se multiplicaste… Cantei-vos num momento ímpar da vida. Hoje já não é mais este, tão ímpar assim. Tudo segue e segue muito rápido. Ontem ainda contava as pedrinhas lá longe, pensava nas pequenezas da vida.

Crônicas busionais #1

[dos arquivos manuscritos do autor de idos de 2013; adições e afetamentos de juízo retificados, entre colchetes] O folclore busional – ou folclore de busão, para os mais desacostumados, como os solitários motoristas – é uma realidade presente, sobretudo, na ida e volta de grandes distâncias. Uma fórmula matemática verifica que a diversidade cultural (hã?) […]

Confissões [22]

Chegaste tão repentinamente, amiga… Tua presença nem fora notória. Eu fiquei sobretudo em assuntos triviais contigo. Um golpe de chuva… Um respingar em nossas faces… Oito segundos… Passou uma vida diante de meus olhos. Permiti-me te permitir a me esquadrinhar. E tu, à maneira de Heidegger, mostrou o Dasein que haveria em minha volta. Disse-me […]

Em homenagem a B.V. (ou sobre as Baleias Azuis)

Na baleia azul – a portentosa musculus vigora a gigante pulsão da vida: em teu masculino ato copulatório, as aqua-sementes, quando não germinam em uterino blau-grande-balinácea prosperarde provento a outras vidas, coralíneas, pequenos písceos e outros demais no ecossistema a vida suportais em comunhão com seu triste assaz soar. Fazemos mênção a esse pequeno epitáfio […]