Lúgubre

Em memória das pessoas finadas,
todas elas…
Sobretudo, e não menos, Marielle Franco


Veja, que são enterres
as cruzes assim feitas
pespontando que são não
assunções do Deus cristão

Veja, que impunidade
apontar o declarado lúmen
como inocente do mundo
e o lúgubre à margem de vilão

Olhe, audácia infausta
tanger o argumento nefasto
o fastio de proclamar-se
mensageiro do sangrento derribar

Olhe, plangente fala
cala a todos os contrários
evocando fracos corolários
duma iluminez que já findou

Limpa, tua menção fugaz
que só desgraça traz
ao plano de fundo da pintura
que intenta grande finura

Limpa, deste teu corpo espúrio
o cal que teu coração endurece
pois mancha a terra que teu alvo pretume
outrora mil plantas floresce

Pensa, o quanto concertado
teu concreto fez da Natureza
quanto teu lúmen vagado
minguado foi vilaneza

Pensa, o quanto teu espelho,
reflete o intangente visionário
enquanto tu, lúmen cegado pelo teu orvalho
mais lúgubre és que suposto adversário

E sua alvura dita inocente, ah! Cantador contumaz
é aquela que mais mata, mais extirpa e mais desfaz!!!


Storm cloudPeace Apenas um mantra e uma boa chuva são capazes de lavar as almas confrangidas do existir…

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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