A Caneta Magnum

A Caneta Magnum

Suicídio
ao positivismo
produtivo
e otimista

Cada palavra
funciona
como veneno
antípoda

Déspota
assassina
a pena
que digita

Persuade
ao mal
que duvida
e incita

Maldade
ao córdio intento
de amar
e dar contentamento

Pensa e pensa
impinge
a dúvida
e o deslize

Rubro e preta
a sobriedade
poética
da cinzenta urbe

Da desordem
proclamada
regressa ao infindo
vontade humana

Niilista enfim
concede voz ao macabro
e ao inóspito
desejo pessoal

A pena, quando escreve
na ânsia de fazer um bem
expõe de melindrosa maneira
um indizível mal


Ouvindo... Uriah Heep: Midnight

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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