Ave, pantaneira

Saúdo-te
Inajar, Caapora irmã:
terra que me cedeu
essa linda correspondência

Beldade
cor de canela
dizia o Amado…
mas não é Gabriela, seu Jorginho!

É um lindo sorriso!
Muito especial
muito amor
muita cumplicidade
irmãos-amigos-rivais-apaixonados?

Quem sabe? Só o tempo sabe
a distância é muito extensa
você no córdio verde, terra de Tuiuius
e eu no concreto, terra dos tatus-buzineiros

Diferença em tudo isso,
até mesmo em nós
mas de tão diferentes
chegamos a nos completar…

Feito o queijo e a goiabada,
como o sal e o açúcar
que bem dosados,
fazem o melhor
pão de cada dia das nossas vidas

Pão que, com ti, ó canelinha
realidade plausível pós-lilianesca
aurora de novos tempos
sinceros afagos, mesmo que longínquos
é capaz de me proporcionar

Verdade, eu sei! Estou sendo um poeta
de palavras garbosas e de lindos elogios
mas, antes, prefiro a mais sublime poesia
dos afagos
dos toques
dos silêncios ouvintes
de olhar pro céu
e ver
a revoada de Jaburus
cruzar o céu panteneiro
e colorir
a Paulista caótica
das cores do interior
dessa Terra tão assolada
que mesmo assim nos aproximou

Canelinha, canelinha
meu poema
é apenas uma amostra
da recíproca desse sorriso
que tu veio em cumplicidade
e me deu…


Ouvindo... Marisa Monte: Cantinho Escondido

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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