Crepúsculo a la Lilith

Adeus, dia…
seguirei meu caminho
no turno da noite

Eis, bela, ó notívaga
vontade primordial do envelo
tua urbanoide paixão
só noturna
pode vir a ser

Lilith, Lilith
teu som jamais será o amanhecer
eis que o Deus Hélio
deve deixar o caminho das orbes
para que tu, babilônica, se defina
nos vaga-luzes de sódio e neón

Eis, bela, ó soturna
na fulcra Rebouças via
noturna pauliceia desvairada
ah! o frescor de uma Fleur-de-Lis
de lítio serás teu soar
no maquinal orbe-mundo complexo
da geratricial fulminante venue

Lilith, Lilith
sei que adormeces de dia,
bem aí guarda teu segredo,
mas falta pouco, o Deus Hélio vai
e enfim mostrará o teu desvelo

… deve ser por isso,
que desde infante
Clair de Lune foi minha ode
dos sonhos que por ti
querer eu quereria,
ó, Fleur-de-Lis – lítio.


Ouvindo... Nazareth: Vancouver Shakedown

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

%d blogueiros gostam disto: