Radar Musical: Sessenta e Três

Bruce Springsteen

Born in the U.S.A.

[Columbia, Sony BMG; estúdio]


Conjuntamente com a aquisição do SSs, teve também esta, fruto das boas épocas em que atualmente vivo em São Paulo. Em meio a uma imersão musical tremendamente gigantesca nos últimos tempos, diga-se de passagem que este álbum andou passando um pouco batido, embora o intérprete não. Lembro-me veementemente das tentativas de ver um filme chamado “Philadelphia”, em que uma bela canção dele figurava.

Em se tratando de gêneros, costumam encaixá-lo na categoria do Folk (Rock), uma seção que muito tem da minha admiração, a começar por Bob Dylan, aliás um dos mentores desse, de modo confesso [acredito]. Embora, a partir da visualidade da capa evocar o American Dream, bem imagino o caráter de protesto [ao menos me parecem as audições dele], contido nele… Nada que uma visadinha nos lyrics não resolva…

Setlist

  1. Born in the U.S.A.: tem um feelin’  bastante envolvente – bem, todo mundo que se preze a conhece, e por isso, temo que o álbum passe a ser nivelado por cima…
  2. Faixa de destaque Cover Me: o solo introdutório de guitarra mostra que o álbum tem muito mais a fornecer do que um hit – presença do bom e velho teclado – e os permeios nos refrões!!!
  3. Darlington County: a sacada country até aqui… Um trocadilho com o condado? E uma semelhança tímbrica com Bob Dylan mais-que-presente. Sem falar nos sha-la-la-la’s e o caráter festivo…
  4. Working on the Highway: uma força bem raiz do trovadorismo moderno, quase beirando o… New Wave?
  5. Downbound Train: agora, no cardápio do “American Dream”, a presença duma pegada blues mas ainda com lampejos country e melódicos… será este álbum uma ode aos estilos nascentes em solo ianque?
  6. I’m on Fire: a breve toada com lampejos de acústico e percussão rudimentar… Mas devidamente elaborada para um quebra-gelo digno de poder alavancar o álbum pra segunda metade?
  7. No Surrender: o resgate da pegada mais hard do álbum, mas ainda com aquela cara de New Wave… o letrado na onda trovadora que já parece um lugar-comum quase monotom… Me parece necessário inovar pra não exaurir daqui pra frente.
  8. Bobby Jean: uma tentativa de organizar com base num arranjo, decerto, espacial, com teclados? Já se sente um cansaço na disposição da ordem do álbum… Por sorte, esta não parece estender-se até mais que o necessário.
  9. I’m Goin’ Down: algo de teor distinto, uma bateria marcada, e um tom ligeiramente diferente… mas nada muito Ooooh! até aqui.
  10. Glory Days: enfim, encontramos – e a mnese não me lembrou até então – outro sucesso de rádio. Não sei se o apelo radialístico foi vigente pra digerir melhor essa, mas bem pensado e desvencilhando desse fator, o que torna diferencial aqui é o arranjo do teclado e o basiquez guitarrístico de acompanhamento. Tão-só.
  11. Dancing in the Dark: outro hit de rádio, e outra sugestão de New Wave na carreira do moço…
  12. My Hometown: ah… uma balada… Boa pra conduzir um fim a um álbum de teor dubitável na ordem “inovação”. Mas pra quem tem refinamento – não o meu caso nesse espírito de resenha – pode ser um bom fechar com chave de ouro. Uma toadinha instrumental em fade, enfim…

Protesto ou puro embuste sugestivo do resenhador?

A impressão de algo de teor de protesto só fica pela canção-título. Começa com bastante vigor, mas se fosse redistribuído melhor, a ordem linear do álbum talvez seria mais interessante. Bom para um efeito-surpresa, via shuffle.

EstrelaEstrelaEstrela e 1/2


Por sugestão do meu shuffle pós-resenha:

Ouvindo... Bruce Springsteen: Born in the U.S.A.

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