Confissões [12]

Mas amiga, alegria! Que eu quero me alegrar, eu quero te alegrar, pois que uma alma maternal está me alegrando, movendo o vazio que havia em mim pra outro lugar. Não que eu veja flores, não que eu veja coloridos… Estou sob o mesmo céu cinzento, estou sobre o mesmo concreto. Apenas não fico tão cinza quanto o céu e não me incorporo ao cimento.

Fico tão feliz ao saber que, com algo tão simples, posso dar novas perspectivas a nós… Descobri que carência eu tenho de ti: não é bem paixão, não é bem amor… É mesmo aquela necessidade de falar bobagem sem me sentir penalizado pelas máscaras que há muito me aturdiam… É a possibilidade de não ter que ficar enterrando minha sinceridade diante de ti, amiga, de dizer o que penso dessa vida, de dizer o que quero, de dizer o que penso de você, e, antes de tudo, de te escutar, de dividir contigo minhas alegrias, sem qualquer compromisso sério social de troca mercantil.

Vamos, amiga! Divida essa alegria, a seu jeito, comigo… Posso talvez me sentir desamparado na próxima rocha, mas eu sei que estará ao meu lado, e eu estarei do seu…

Falando bobagens a mil! Smiley de boca aberta


Ouvindo... Crosby, Stills and Nash: Since I Met You

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

%d blogueiros gostam disto: