Confissões [12]

Mas amiga, alegria! Que eu quero me alegrar, eu quero te alegrar, pois que uma alma maternal está me alegrando, movendo o vazio que havia em mim pra outro lugar. Não que eu veja flores, não que eu veja coloridos… Estou sob o mesmo céu cinzento, estou sobre o mesmo concreto. Apenas não fico tão cinza quanto o céu e não me incorporo ao cimento.

Fico tão feliz ao saber que, com algo tão simples, posso dar novas perspectivas a nós… Descobri que carência eu tenho de ti: não é bem paixão, não é bem amor… É mesmo aquela necessidade de falar bobagem sem me sentir penalizado pelas máscaras que há muito me aturdiam… É a possibilidade de não ter que ficar enterrando minha sinceridade diante de ti, amiga, de dizer o que penso dessa vida, de dizer o que quero, de dizer o que penso de você, e, antes de tudo, de te escutar, de dividir contigo minhas alegrias, sem qualquer compromisso sério social de troca mercantil.

Vamos, amiga! Divida essa alegria, a seu jeito, comigo… Posso talvez me sentir desamparado na próxima rocha, mas eu sei que estará ao meu lado, e eu estarei do seu…

Falando bobagens a mil! Smiley de boca aberta


Ouvindo... Crosby, Stills and Nash: Since I Met You

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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