Hodologia

(Como se fosse possível fazer isso…)

A infância,
essa modesta temperança,
cheia dos intuitos pessoais,
salvaguardas maternais
e a rejeição ao leite

O mel e as borbulhas de amor,
o sacrifício soando com muito frescor,
Antenas e pensamentos alfas,
pregadores formas claras,
os carrinhos se alinhando em massa

Traços, sempre fugidios,
cores fortes, aberrantes, disformes,
expressões dum sujeito arredio
solitário em seu universo

O ocaso dos tempos de escola,
traumas de autoridade, receio intenso
que muito tarde encaro e venço,
sem antes passar por barreiras em verso

Conheci o mundo dos artefatos helênicos,
através dos artefatos futurísticos,
munido de apriorísticos,
fiz meu pequeno diferencial:
esforço mínimo pra mim

As conheci, ah sim, essas há muito,
quem me dera fosse mais direto,
dileto, sagaz e menos vergonhoso
que este físico em alvoroço
se fez concumbinar?

Enfim, com jogos lúdicos extensos,
sentimentos à deriva intensos,
coisas que pouco posso sintetizar nesses poucos versos,
fazem dessa hodologia complexa pancrônica,
apenas um breve resumo incompleto…

O resto se faz através da vivência.


Ouvindo... Deep Purple: Slow Train

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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