Elopeia (vv. 67-82)

Distância… Nesta estou diante por todo momento
e não permite aproximação mais duradoura
viveres irmanescos tampouco geram maiores rebentos
de calorosa atividade sutil e vindoura,
causa assim espanto? Não, antes cede e perdoa
excessos e faltas guarnece distante em boa
prática de convívio, ressoa finito e concebe júbilo
a cada instante eterno, fugaz, dize-lo
tal qual jovem Ninfa em seu seio diz, custosíssima:
”Amigo! Bom sempre tê-lo em suave carinho,
quero teu cuidado-irmão em não-menos, mais seu carisma
devoto deste reunir familiar façanho.”

Por onde irás, querida? Trilhas que percorra, quais são?
Que caminhos seguir, onde eles te bem levarão?
Permita-me encontrá-la e fazer-te boa e caridosa presença
e o constranger não se instale em desavença.


Ouvindo... The Who: Who Are You

Creio eu estar terminando esta singela elegia no próximo artigo, sendo assim a Vontade Poética Divina permitir.

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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