Elopeia (vv. 1-16)

Reconto, grandiosa Musa, recôndito intento em razão
reencontro adverso que planos maiores almejo
amiga ausente a rápido tempo, que presente emoção
saudade amarga grandiosa falta antevejo:
não quero, singela amiga distante do seu sorriso belo
avançando os confins adversos impeços estranhos
espíritos ignóbeis mortos, recôndito revelo em sonhos
feros quiméros matizes purpúreos cabelos…
Ah! Madeixas corridas enfim que não desvanecem!
qual portento desfaz úmido e chuvoso
existe nunca este contudo fêmeo, sempre aparece
falar melífluo, contento em tormento glorioso.

Qual seu nome? Que pergunta em dado sentido ilógico
significar beleza etérea igual
um discreto dígito, cômputo em continuum apreço cólico
iluminada, com alma signa real.


EmailElopeia será um projeto paralelo de férias que consistirá numa elegia neoromânica de cem versos ou enquanto durar a criatividade (o que vier primeiro).

Dedico tal projeto a uma pessoinha em especial. Smiley piscando Espero que ela se sinta homenageada.


Ouvindo... The Sonics: Hitch Hike

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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