Balanço

O Desencanto Matemático

Como um efusivo matemático pitagórico torna-se um ponderado exatista fregiano.


Lembro-me, não há muitos anos, de exultar a Matemática como a Ciência das Ciências. Acreditando ser a quantificação a chave que explica a existência, construí minha (boa) sina, que me redirecionou para um mundo mais interessante, que é este das Letras.

Como pude reduzir todas as experiências e fenômenos a uma simples quantificação, absoluta ou comparada?

Recentemente, fiz voto de não revelar mais aquele fogo acadêmico – uma expressão dos meus tempos de 2005 e 2006 – pela Matemática. Em favor da piedade aos outros e a mim mesmo.

Não que eu permaneça indiferente a tal Ciência ou a refute. Mas ao me deparar com uma ótica fregiana, que desmistifica a tal, vi que todo aquele sentimento passional por aquele monte de fenômenos quantificados na verdade eram profunda ilusão.

(Lembro das épocas em que postava afetadamente por impressões distorcidas da realidade.)

Hoje não vejo mais a Matemática como um ente extraordinário. É algo tão-somente ordinário, que responde muitas questões, mas não todas. Deixemos essa Matemática-resolve-tudo a seres não-terrenos – se é que eles existem.

E, finalmente, despido dessa ilusão pitagórica de tudo ser número, posso olhar mais contidamente para a Matemática e – o que é melhor – entendê-la com muito mais propriedade. Deixemos as passionalidades da vida nas nossas composições escritas. Nem mesmo deixemo-nas em ciências da linguagem…

Estudos


Ouvindo... Blur: Crazy Beat

Smiley festeiro Minha USPianeia está aberta a público… Na verdade, os bastidores dela. Já tem um tema bacana que desenvolvi esses dias. Conforme o tempo, vou verificar como publicar fragmentos da obra em si. Aguardem!

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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