O #Fiasco 6

Panorama Geral Eleitoreiro

Meu desabafo após um resultado parcial certo para a continuidade petista não muda…

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Radar Musical: Cinquenta

OasisOasis - Heathen Chemistry

Heathen Chemistry

[Epic / Big Brother, estúdio]


Este álbum do Oasis – meu quarto em aquisição e ainda de estúdio – não sei o que realmente me motivou para tê-lo? Preço barato (R$ 13,00)? Fim da banda (2009)? Influência duma amiga em especial (Hummm…)? Fico me perguntando até agora.

Talvez este seja o reflexo dum período conturbado escolar, onde imperam trabalhos, muito estudo, e uma severa e prejudicial comparação com o semestre passado. Comparação que me fez, acredito, perder muito do potencial que o atual semestre havia de me oferecer.

Óbvio, também criei meus lugares alternativos para permanecer. A Vergueiro é o dos mais fundamentais; Centro Cultural em efervescência. Alguns cafézinhos, bolos e quitutes de sobremesa… Osasco também fora mais presente nesses tempos, mas percebi enfim que o que liga em Osasco são os pontos de encontro – e as pessoas que você gostaria de encontrar neles. – Sem eles, aquilo também é uma cidade morta.

(Falo isso pela saturação de visitar lojas e lojas de shoppings. Até que enfim me despi desse vício).

Vamos ao álbum em si. A aquisição foi ocasional, visto que procurava numa livraria material sobre LIBRAS, o qual não encontrei. E, fuçando minha estimada prateleira de CDs, olha quem encontro com tal precinho? Este aqui.

Com um encarte lembrando muito o Tellin’ Stories dos Charlatans – já comentado aqui anteriormente – resta saber o quanto de interessante este álbum tem a oferecer.

Setlist

  1. The Hindu Times: começa suntuosa, com riffs a dar com pau, vocais característicos. Temo um começo bom assim equiparar um álbum inteiro…
  2. Force of Nature: uma fingida emenda, e vamos a algo que lembra mais Magic Pie na toada inicial, mas que se dissipa no decorrer da música. Ponto positivo pro enfoque vocal e pro swing que não desajustou da anterior.
  3. Hung in a Bad Place: sinto uma afetação de The Clash aqui… à moda Oasis…
  4. Stop Crying Your Heart Out: o carro-chefe propagandeiro do álbum. O piano permeando muito feeling vocal. Note violinos [hmm? Os escuto mesmo?] e toda uma orquestração por trás.
  5. Songbird: depois duma melosidade, nada como uma ciranda roqueira…
  6. Faixa de destaque Little by Little: …pra anteceder uma obra-prima que passou desapercebida aos olhos de muitos – a canção expurgatória de males, num crescente digno de estar a meio caminho do álbum pra dar um up de qualidade.
  7. A Quick Peep: difícil definir o que é esse recheio instrumental, curto e rápido como seu nome.
  8. (Probably) All In The Mind: as sobras de experimentalismos de tempos passados – quem disse que eles se foram?
  9. She Is Love: ahh, acústico que me persegue!!! Mas nada como algo assim, animado. Beira o POP de rádio.
  10. Born On A Different Cloud: a mais obscura do álbum até aqui. E certamente a mais pesada, mais cara-de-protesto, fazendo jus ao rótulo de alternativo.
  11. Better Man (inclui The Cage): algo bem groove chama a atenção nesta canção que relembra os velhos tempos de Manchester de dez anos antes do álbum. Amarra bem o álbum, e, se você é daqueles que não deixa o álbum se esgotar até o talo, perderá uma surpresa lááá… no final – uma canção por sinal muito diferente de tudo o que você ouviu antes, orquestração á moda faroeste americana.

Novidades na sua banda preferida até o momento?

Raros momentos, o álbum chamou verdadeiramente a atenção. Mas não está de todo ruim.

EstrelaEstrelaEstrelaEstrela



Ouvindo... Oasis: The Hindu Times

Testamento Artístico

Carta aos meus descendentes


Eu, um singelo e simples poeta, sem posse das minhas faculdades mentais, mas que mesmo assim propõe-se a fazer este testamento, comunica à sua fiel tabeliã, a Musa, o ensejo de deixar seus precários pertences, acumulados em vida e no qual seria desperdício a Terra vir a tragar.

À minha esposa, carinho e paixão da minha vida, deixo todo o meu agradecimento, todas as minhas desculpas e perdões, todos os meus pesares: para que ela não se esqueça de mim, ao me esquecer com outro que virá a possui-la por mulher, visto que feliz criatura que com ela fica não há de se arrepender. Arrependido ficarei eu de não compor tantos poemas quanto foram necessários para exaltar toda a sua beleza.

A propósito, estes, os míseros e poucos que foram feitos, deixo a meus filhos, para contar-lhes, a todo o momento que eles olharem para aquele monte de papel amarelado, a cheiro de canela mofada e recobertos de poeira, quem foi o pai deles: um guerreiro das palavras tão inefáveis, intocáveis, que foram desbrenhadas nos matagais dicionarísticos desta nossa Língua tão amada.

Aos meus amigos, deixo meus elogios e minhas homenagens, mesmo que não as mereçam tanto quanto eu – pois que eles não se martirizaram tanto a ponto de serem condecorados como eu me permiti ser nos meus tenros tempos de efervescência.

À minha sogra, deixo todos os meus troféus em concursos de declamação e de composição poética: foram as ranhetices dela e alguns vasos quebrados de sua casa que me incentivaram a melhorar meu arsenal poético (por favor, querida, não os use pra plantar seus xaxins).

E aos meus inimigos, entrego-lhes a vida, porque à ela será mais proveitosa na mão deles.

Só não deixo nada para mim mesmo… Nem mesmo a recompensa eterna. Quero mais é descansar de mim…


Terra Preta Piemontense é aluno de letras pela FFLCH – USP e não convalesce de moléstias. Este testamento é apenas literário.

O #Fiasco & Momento Poesia

A participação incrível no FENAPO 2010


http://static.livestream.com/chromelessPlayer/wrappers/TwitcamPlayer.swf?hash=2fbp8

Inicio esta seção com um Videocast especial, (tentando) resgatar o sentimento único do festival do qual mais me identifiquei em anos.

Falo tentar entre parênteses, porque tentar demonstrar a vivência daquele ambiente é reduzir a meras palavras uma completa experiência.

Reitero tal testemunho agradecendo aos que pacientes ouviram minhas recitações nos últimos dias. Aos professores que me conceberam dicas para a versão final do poema apresentado, meu muito obrigado também.

Em breve, as fotos (espero que, poeticamente, estampe boas fotos Smiley sexy)


Daqueles mais simples (V) ou Gaia

(composto em 3 de setembro de 2010, performatizado em 16 de outubro do mesmo ano; a disposição visual é inédita)

Compre,
descarte
no lixo
compre de novo.

Compre,
descarte
no lixo
compre de novo.

Compre,
descarte
no lixo
compre de novo.

Compre,
descarte
na loja
pra comprar um novo.

Compre,
descarte
na loja
pra comprar um novo.

Compre,
recicle
e compre um melhor.

Compre de monte,
Todo dia!

Compre de monte,
Todo dia!

Compre de monte,
Todo dia!

… Por favor, não compre mais!
Me sinto tão vazia…


Ouvindo... Ana Carolina: Ela É Bamba

O #Fiasco: Se não planejado, nem tudo abordado

A Liberdade de Expressão


Munido de nenhuma programação, lá vou eu lançar o meu videocast da temporada. Já o quarto da série.

Coisas que esqueci de abordar (sempre há aquelas que realmente esquecemos):

  1. Pela primeira vez, deixo um trabalho, senão pronto, quase pronto com alguns dias de antecedência. Uma vitória. Smiley de boca aberta
  2. Falem bem, ou falem mal, falem nem de mim. Importante é que falem do camaleãoSmiley sarcástico (só as lousas da FFLCH explicam).
  3. Estou tumblrando. Smiley sexy Mas, como o conteúdo autoral inaugural é um tanto quanto subversivo, prefiro mantê-lo em segredo Smiley contando um segredo [ah… mas é óbvio que você, assíduo leitor, com um pouco de trabalho, encontre pistas até ele]. Quem o descobrir, não tome sua zombetaria como verídica. #Amo diálogos filosóficos verdadeiros, e como arriscaria: “A gente parodia aquilo que nós gostamos”.

Como de praxe, deixo postado aqui o link contendo o último Fiasco. Espero que aproveitem – como verdadeiro Fiasco ou não… Smiley confuso

http://static.livestream.com/chromelessPlayer/wrappers/TwitcamPlayer.swf?hash=2eigb


Ouvindo... New Radicals: You Get What You Give

Em breve, o poema participante do FENAPO 2010 aqui neste blog.

Momento Poesia

Tabuleiro

ou Primeira Elegia


Rainhas

Expresso, contido, totalmente posto em deriva à razão
Resvala incólume perda em seu amor, consciente.
Quão variante opinião fazer, de emendar? Se incorporam,
Culpada nunca ser, seus hábitos próprios, se entende.

Enquadro, absurdo, brevidade temporal, momento xadrez
Contrasta em vórtice, queda dum anjo, em mulher…
Desatino imposto, que fosse descer, sublime, em aridez
Paço que passo? Voltar, agora escolher…

Despeço, contrito, dispo de velha maneira, à beira
Costuma sobremaneira inteira do céu
Luz primeira, iluminada; igual derradeira
Aurora celeste, investe dúplice véu.

Desfaço, em obtuso temor, torpor, excesso atroz:
Resuma o segredo perspicaz que em ti congrega
Suas asas, íntimo sorrir, que mal segrega?
Diga mais, intenção do hoje, ontem e após!

Termino, retendo em mim que quero! Vale ceder?
Rainha-princesa, que nobres propõe ao léu?

(em 26 de setembro de 2010)


Ouvindo... Suede: Trash