As Aventuras de Tom Sawyer

Escrito por Mark Twain


Precursor da literatura autenticamente americana, Mark Twain (pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens) não se deixou influenciar pela entonação européia e escreveu no linguajar e na gíria de seu país. Os principais personagens que criou saíram das pessoas simples e rudes do interior, cuja vida, até então, nunca tinha entrado nos livros.

Um de seus livros mais populares e mais lidos no mundo inteiro é As Aventuras de Tom Sawyer (1876). A obra além de ser uma reconstituição da infância do autor é também uma resposta aos livros moralistas e açucarados da época. Tornou-se um clássico da literatura juvenil mundial.

Fonte: Divulgação | Ed. Martin Claret


Numa época – a nossa – em que se desconstroem fábulas cheias de elementos fantasiosos para se descobrir significados ocultos e libidinosos em contos como os dos Irmãos Grimm, ou Lewis Carroll, dentre outros diversos, este de Mark Twain permanece incólume a tantas possibilidades apresentadas para buscar significados ocultos em si. Tal pressuposta beleza em não retratar a infância como algo inflado de carícias do mundo com o ser é quebrado neste livro, que fala de pessoas comuns, em lugares e situações comuns, fazendo atos comuns. As meninas são discretas, os meninos são intransigentes ou são muito aprumados, e os adultos… Bom… Estes são como são: zelosos e dotados de autoridade.

O único elo que liga toda a história do livro é os objetos arrendados por Tom no episódio da cerca, os quais vão aparecendo em histórias soltas que se distribuem em todo o texto, e que auxiliam Tom a atingir seus mais diversos objetivos em cada destas mini-histórias. No entanto, dado um certo momento, as histórias isoladas dão lugar a um acontecimento de maior seriedade e proporção, que passa a integrar os acontecimentos, o qual, de praxe, recomendo a leitura do livro. Isso, claro, sem que Tom e seu amigo próximo, Huck, percam a ingenuidade infantil.

Qual o diferencial?

Quem busca um livro que não verse sobre moral, e se atenha aos fatos tão em si próprios, eis aí o diferencial que este livro oferece. Tom não é julgado como bom ou mau no decorrer da história, apesar de ainda ter a possibilidade de ser um herói num dado momento… E se você quer lembrar das suas peraltices de infância – claro, se você viveu no mais rústico interior, longe da luz elétrica, principalmente – esse é um guia de todas as aspirações da simples infância.

Avaliação

Pessoalmente, a falta de uma unidade narrativa no princípio do livro garantiu uma avaliação baixa:

EstrelaEstrelaEstrela e 1/2



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