Momento Poesia

15 e 48 ao sul, 47 e 51 a oeste


A minha desventura,
bela gravura na parede.

Recordar em mim,
seu abraço em ninguém
nenhum amigo confidente
escrevente, orador, discente.

A minha gravura,
bela desventura na parede.

Lembro-me dela,
jovem do Planalto,
semblante, tão bela
voz de contralto.

A minha parede,
bela gravura na desventura.

Que abraços! Que beijos!
Amo ver todo o seu molejo,
bênção dos céus, impávidos
arranha-céus exibem braços.

És minha bela:
a gravura da parede desventurosa.


Ouvindo... Quiero Decirte: Quiero Decirte (RadioActitud.com)

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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