Registro Segundo

Os Rapsodos do Estrangeirismo e A Ida ao Ibirapuera


O que é,
o que é o galicismo?
a influência do francês
na língua do português.

Bon jour, mon amour, glamour
Bon jour, mon amour, glamour

[…]

Estrangeirismos (Bruno Lourenço)

Os trabalhos de IELP foram verdadeiras coletas criativas. Que o diga os já citados recitador britânico e o escansioneiro de versos (livro 1, vv. 42; 44), este último já merecedor de um novo epíteto, registrado posteriormente (“Bruno, prolífico compositor”). Com um trabalho envolvendo todo tipo de intervenção, inclusive a do retórico e também citado ligeiro e direito rapaz (idem, vv. 290-7), que mostrou um sucinto, objetivo e direto trabalho de intervenção pública, capaz de me deixar abismado, tamanha a sua desenvoltura inical. Num espetáculo de teatro de cinco minutos, todos ali já demonstram um tino humorístico, sobretudo os primeiros citados, a tendência do idioma preferido de cada um, sintetizado nos pseudônimos semânticos de cada um – em outras palavras, trocadilhos com o que cada língua pode gerar.

O trabalho identificou-se com a presença dos léxicos no vocabulário português do Brasil, sobretudo os de origem italiana, francesa, inglesa, além das raízes africanas e indígenas no nosso vocabulário dito vernáculo. Com base em muita exemplificação na culinária, prato cheio [com o perdão do trocadilho] para os estimados colegas – vale notar aqui as inonimáveis Polly e Dani para gerir epítetos consagráveis – a explanação deles foi muito riquíssima.

Cabe lembrar que esse evento deu-se na quarta-feira última, dezesseis de junho de dois mil e dez.


Dia seguinte, foi um dia tenso. Alguma dúzia de ativistas irreais deram-se à pachorra de trancafiar o portão nobre da USP, que dá para a Afrânio Peixoto. Muitos revogaram sua entrada na USP, por descostume a caminhar circundando o terreno [mas também não há porque conveniar-se com isso]. Eu, por sorte, não me vejo nesse problema. Venho de carro há alguns bons tempos… Nossa amiga de sorriso em evidência (idem, v. 43), teve um senhor atraso e o dia requisitava a vinda de nossa turma: havia um trabalho-prova necessário a ser feito para literárias.

Após uma odisseica jornada Elopeiana pela região aglutinada da Universitária, eis que a mesma entra esguiamente, sem percebermos, eu, o ainda inonimado Filipe e a prudente, precavida e sábia (idem, vv. 307-8), junto com a simpatia, o quarteto se dirigiu, por iniciativa conjunta, e primordial, até algum local de estudos. Mas o que aconteceu propriamente foi uma viagem de dispersão com destino ao parque do Ibirapuera, cuja curioso monumento o qual nosso professor de literárias nos concebeu conhecer ali fomos ver [e bem fotografado ali foi pelos nossos ohlos artísticos e criativos]. O trajeto, assim descrito, foi um verídico tour pela cidade de São Paulo:

  1. Cidade Universitária;
  2. Paulista e descida da Brigadeiro;
  3. Parque do Ibirapuera;
  4. Santa Cruz, onde ocorreu a dispersão.

Incrível como nossa estadia gerou um movimento poético próprio, mas sempre tínhamos em mente o sacana poema de Francisca Júlia permeando nosso imaginário por ali. De tal maneira que eu já o vinha decorando num determinado momento.

O passeio, com um princípio de estudar, foi adiado pela necessidade de dispersão mental promovida em conjunto. Dispersão que se deu com um explorar do parque, como pode ser visto nas fotos do álbum USP – Junho de 2010. Logo abaixo:



Ouvindo... Bonga Ft Marisa Monte & Carlinhos Brown: Kizomba

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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