Momento Poesia

Verminose Literária


Roedores suburbanos,
Não deglutem queijo,
Não destroem rosas,
Pedem só teu beijo.

Traças de fuligem,
Não fulminam papel
Alimentam de fel,
Desventuras e vertigem.

Animais incompreendidos,
Sortilégios, sofrimentos,
Sentimentos conduzidos,
Nos versos em tormento.

São os devoradores de Letras,Fonte: Palavra Aguda | WordPress
Artistas, artesãos de fonte,
Cunham títulos aos montes,
Em Heptassílabos, Hexa, Tetras…

Que enfermidade,
Qual conformidade,
Envolve o teu beijo,
Escrito a pão em alentejo?

Literatas, trovadores,
Em propriedade ser senhores,
Dos manuscritos em compasso,
Pedem carícias, abraços, amassos.

São os devassos escritores,
Da própria enfermidade, os doutores,
E não, pestes, se imprimem,
Como roedores e traças de fuligem.


Ouvindo... The Outfield: Your Love

Coisas que…

Fiz no Ensino Básico

E não me arrependo (ou sim?), afinal, fizeram história…


Fonte: CAF/UFPR | WordPress

  1. Lá nos primórdios – bem primórdios, foi o primeiro dia – fechei um estojo nos dedos de uma colega de Infantil [fiquei com trauma de professores por uns bons anos depois]. smile_confused
  2. Lá no fundamental, matei aula por não saber que era a aula de Matemática [e bobinho, eu chorei litros…] smile_sniff
  3. E no Médio, foram várias, a começar: não disfarcei em ver o pôster de uma mulher nua no pátio, à vista de todos [a inspetora pegou a gente de jeito, mas aliviou].
  4. dancei em fim de aula clap [cara! Quase reteram minha carteirinha escolar por isso… Pode?]
  5. Pulei o muro da escola uma vez para entrar na aula [nossa… Nunca mais fiz que o negócio é complicado para mim. Podia ter quebrado algum osso. Mas aí não teve problema]
  6. Bebi algum copo de vinho antes de entrar na escola [e fiquei um tanto quanto mais despojado], sem falar que já fui noutra escola, e bebi atrás da quadra dela… beer [é, mas exagerar nunca é boa política…]
  7. E, pra barabarizar, usei da minha influência de moço austero [sei…] pra levar uma turma de manhã para dentro da escola com alguns minutos de atraso smile_devil [ei! Mas realmente o ônibus atrasou…]

Depois dessa, ninguém me leva mais a sério… Que importa? Isso aqui é coluna POP.

Ouvindo... The Charlatans: Ballad of the Band

E amanhã começa a curtição vida séria minha vida universitária. As sortes estão lançadas…

CAOS

Comportamentos Aceitacionais Obsessivos

Numa era em que construímos nossas relações à distância, afinidades, disparidades, ou uma simples questão de estatística constituem nossa rede de “amizades”.


[Fonte: Hokahey.org]Basta olharmos os twitters e orkuts de nossa nação tupiniquim, em especial os de jovens com até dezesseis ou dezessete anos, em diversas localidades do nosso país, que estudam em escolas públicas consideradas referência em sua comunidade ou em escolas particulares pertencentes a redes de ensino renomadas para notarmos um comportamento muito comum naqueles que, por invirtudes diversas, não se destacam em alguma área do conhecimento ou da existência em particular: pedidos incessantes de promover seu espaço a desconhecidos, exibição pública da própria imagem – assunto tratado com propriedade por meio deste pensador – e uma cópia pouco original do desejo do “ser popular” americano são as características mais evidentes nestes perfis.

No universo da produção intelectual, cultural, acadêmica e social, costumamos tratar com desdém tais espaços, considerados “lixo informacional”. Eles demonstram, entretanto, o que pouco podemos conceber em inclusão digital em nosso país: o ferramental não é utilizado como ferramenta, e sim como acessório.

Nós, geração pré-consolidação internética, que víamos os computadores como máquinas ferramentais, não soubemos disseminar o real potencial destas últimas à geração de jovens que, ao passo que encontram, por desventuras do sistema educacional, dificuldades em assimilar os processos de alfabetização, são induzidos, pelo utópico sonho da fixação de personalidade e individualidade perante a um mundo – o mundo dos providos de uma máquina de mesa, de colo, ou de um celular esperto do momento – a desenvolver uma linguagem própria, bem como suas próprias visões acerca do que são certos comportamentos sociais do homem contemporâneo, e entre eles inclui-se a amizade.

Se outrora nos víamos infelizes por possuirmos contáveis pessoas do nosso convívio que possamos confiar em toda a nossa vida e à qual chamamos amigos, os jovens podem deparar-se com um sonho ruir, por depararem-se com a adesão ou a deserção de seus seguidores – nota-se que, no âmbito de certas redes sociais, não se fala mais em amigos – de acordo com o que você diz (ou não), o que faz (ou não) ou o que mostra (ou deixa de mostrar). Tal comportamento natural de experimentação, não bem administrado pelos atingidos, leva a um condicionamento comportamental que os conduzem a uma situação desagrável: falar, fazer ou mostrar o que as massas queiram apreciar. Algo muito perigoso, quando se fala em aderir a comportamentos que são contrários às suas ideologias pessoais na vida real, ou que preenchem lacunas pela falta de uma opinião formada a respeito de determinado fator de nossa existência.

Pela busca – que somente certas ciências humanas são capazes de decifrar – da aceitação do “quanto mais, melhor”, pessoas deixam de buscar as afinidades, as disparidades, e numa espécie de sorteio, recrutam numa propaganda viral, assemelhada aos vendedores insistentes de traquitanas porta-a-porta, seguidores nos quais posteriormente não irão envidar esforço nenhum para constituir comunicabilidade. Assim como um artista que congrega fãs, o indivíduo tuiteiro nada mais faz que congregar no seu convívio pessoas que igualmente têm a mesma aspiração: dignas de seu próprio objetivo fútil e pessoal*.

Ser capaz de expressar sinceridade, sem condicionar agradabilidade a todos ou a construir uma identidade díspare à real é uma tarefa deveras difícil a se ensinar a esta nova geração que se constrói diante de uma máquina de mesa, de colo ou um celular esperto do momento, e que faz de tudo para se impor, por meio de escores numéricos cada vez mais altos. Mas tal virose social pode ser consertada no convívio de um meio profissional – real – ou no ingresso num recinto universitário – ou, pior, tal virose pode consolidar-se, dependendo do grau de exposição do indivíduo a convívios populistas e da seriedade acadêmica do ambiente em questão. – E, principalmente, perceber que a transformação pela internet deve ser ferramental, e não acessória, como os jovens de até dezessete anos de escolas públicas reconhecidas ou de instituições particulares ”fazem”.


* Terra Preta Piemontense é bixo de Letras pela USP e conhece a internet desde seu advento comercial no Brasil. Relutou possuir orkut, blógue e tuíter, mas no final acabou por aderir a tudo isso. Possui mais de 4000 seguidores no tuíter, contradizendo todo o seu argumento moralmente a princípio; mas diferentemente das Tessálias da vida, não fica de cada dez pitacos do tuíter, onze clamando por seguidores. Utilizou, sim, algumas vezes, scripts de seguidores, e se arrependeu de todos, por trazerem seguidores amplamente indesejáveis e apelões, como os que tratam de Big Brothers e da Globo Indústria do Mal Organizações.

O referido autor deste blog tem um discreto desejo de conhecer pessoalmente todos os seus mais de 4000 seguidores que valem a pena, nem que leve a vida inteira ou duas encarnações…



Ouvindo... Mudhoney: Mudride

Capítulo Sessenta

Contos de USP


É oficial. Sou um bixo USPeiro e pela situação ordinária, nada há que possa mudar isso.

E pelo presente momento, lembro de um fato que me faz não envergonhar-me de ser um bixo que sou: outrora poderia ter sido cobaia de pesquisas médicas na especialidade de Psiquiatria. Bom… Se outrora ainda me dispunha para tal condição, acredito que ser bixo não seja assim decerto tão vergonhoso, como muitos acreditam ser.

Praça do Relógio, à noite [Fonte: Na Velocidade Terrível da Queda | Blogspot] A propósito, isso me remete a uma ocasião quando possuía aquela tão dita crise de identidade – em particular a reincidência mais branda, em 2006 – em que, num dado dia, acreditava ter sido incumbido da missão de congregar – não sei por meio de qual construção de lógica – pessoas de minha confiança, entre amigos e colegas de curso, levando-os a pé até a Cidade Universitária em plena hora da madrugada [pode?!] e ainda convocando-os em suas casas, caminhando a pé. Talvez seja porque no referido dia [noite] via clarões de luzes na direção leste, onde geograficamente localizava-se a Cidade Universitária em relação ao meu lar.

A crença sem fundamento era que havia chegado uma nova era de descobertas, às quais poderiam ser experimentadas em ambientes de vanguarda acadêmica, como a Cidade Universitária [Hã? Alguém entendeu?].

Sim…

Não tinha jeito…

De uma forma ou de outra, a USP iria me absorver. Seja pela Matemática, seja como paciente, ou como um nobre didata de Letras…


Ouvindo... Grito Mundial: Daddy Yankee (RadioActitud.com

A contagem regressiva está por começar…

Capítulo Cinquenta e Nove

Novos Rumos e Projetos


Cá estou eu…
Imerso em meus pensamentos.
Contemplando os meus sucessos,
E evitando descontentamentos.

Se tudo der certo, talvez possa me orgulhar da condição de ser um USPeiro.

Tudo necessita de uma ou duas ações enérgicas, muita paciência e mais disposição que dançar Créu [ha, ha].

Uma charge do mapa da Cidade Universitária [Clique para abrir no tamnho original: gigante!]Eu a princípio não chegava imaginar ingressar no FUVEST neste ano que passou, nem ser aprovado para segunda fase, e o mais improvável ainda, obter aprovação para ser chamado em primeira instância, mesmo sem ter respondido a oito ou nove questões de uma das provas.

Isso mostra o quanto estou descrente de mim mesmo.

Agora começa uma nova, e a mais difícil fase do vestibular: arranjar estrutura para sustentar o curso.

Eu, como morador de Ibiúna, até essa manhã, não visualizava solução plausível para garantir condições suficientes para, residindo aqui, deslocar-me até São Paulo, e podendo correr uma improvável situação de abdicar de um trabalho certo [sem falar noutro concurso no qual estou muito otimista…] e correr o risco de não sustentar o curso universitário.

Relógio da USP [Fonte: Universidade Para Quem? | WordPress] Então, ando pensando, após colher várias opiniões a respeito de como deverá ser minha conduta nesses dias: por que cargas d’água não poderia emancipar estudos e trabalho, se o ambiente profissional está flexibilizando horários para que eu possa trabalhar a mesma carga horária e ter tempo suficiente para deslocar-me no percurso estudo-trabalho?

Algo em minha consciência chama isso de medo. Um medo de quebrar a cara se não houver sucesso nesse primeiro período conturbado. Porém, evitando o medo, não estarei arriscando a possibilidade de, por desconhecimento da situação real, usufruir uma condição única por um possível período de tempo?

É claro que, se com um preparo bem reduzido, consegui um desempenho necessário para estar presente entre cerca de quatrocentos convocados; quem não diga se, porventura não venha a aproveitar essa oportunidade de ouro, consiga-a novamente daqui a um ano, preparando-me desde já? Não é possível saber qual foi meu desempenho agora, e posso ainda correr um risco expressivo de ter tido uma das melhores pontuações finais… Seria como queimar o bilhete premiado da mega-sena.

A solução que me foi iluminada por uma colega de trabalho – e fica aqui registrado seu nome, pela lembrança da posteridade, após todo esse período de batalha, como uma forma de agradecimento, que é Sandra Mara – que sugeriu o meu deslocamento residencial para São Roque, mesmo que em forma de aluguel.

Santa possibilidade!

Se levar em conta que a todo lado que comento sobre o que ocorreu comigo, desistir da USP, à esta altura do campeonato, pode ser um péssimo negócio.

E pode ser pior ainda, se, realmente desistindo, descubra posteriormente que eu poderia ter superado todos os pequenos empecilhos.

Que as almas estudantis possam zelar por um gesto solidário de apoio comunitário… Vou precisar delas.

Espero estar falando convosco, comunidade internética, nos próximos dias, com uma resposta positiva acerca de todo esse certame. E dizer, com todas as letras:

Sou USPeiro nato!


Ouvindo... Alexis Y Fido: Soy Igual Que Tu [feat. Toby Love]