Por que Nietzsche?

Grosseria Paranóica ou Realidade Concisa?


Toda vez que nos deparamos com a filosofia romântica de Nietzsche, nos perguntamos: que há nela de tão sedutora, apesar de aparentar tanto repúdio, em nós, pessoas sofríveis com aspectos diversos da vida? Será o filósofo alemão uma espécie de confessionário de nossas expectativas humanísticas?

Por que será que, quanto menos ortodoxos somos como pessoas comuns, mais nos identificamos com este pobre sujeito?

Será a misogínia um aspecto pertencente a homens frustrados com o seu relacionamento com o outro sexo?

Porventura a juventude vê a religião como um estrangulamento à livre decisão de conduzir sua vida ordinária conforme o que aprouver em sua consciência?

São tantas perguntas que Nietzsche, estando vivo nos nossos dias, saberia impingir respostas deveras diretas, e até a princípio estúpidas…

A Filosofia, dizem, quase morreu quando Nietzsche pôs-se a pensar sobre ela. Mas, graças a ele, sabemos o quanto maravilhosamente traiçoeiros somos em nossas condutas menos nobres.

Que há de dizer contra esse homem que, no amargar da vida, fez da sua a verdadeira contradição, fragmentada, dissidente, mas sobretudo sincera, no espírito neutro da palavra?

O coração amargurado identifica-se com o pessimismo anticristão deste filósofo, sempre inconformável das expectativas que se gera??

 Fonte: Slow Muse / WordPress

Nota-se que Nietzsche é um filósofo para se perguntar. Nunca para se responder…


Vendo... Futebol Solidário de Mogi-Mirim. [Abraços às organizadoras]

Apesar do teor sinistro deste artigo, desejo boas festividades a todos, mas ainda nos veremos este ano por aqui, quem sabe… smile_teeth

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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