PDAL

Partido dos Direitos Autorais Legislativos


Não existe um país politicamente mais egoísta que o Brasil!

Numa nação num franco, mas tímido desenvolvimento, era de se esperar que todas as camadas cidadãs brasileiras – inclusive as mais influentes – fossem mais cooperativas por um único ideal: o da construção da identidade física e cultural brasileira.

Mas os ideais podem ser postos de lado diante da triste realidade que encaramos constantemente. Não por obter-se resultados insatisfatórios em quase todas as pastas, mas por uma questão que está cravada no cerne encontrado exatamente destes desserviços.

Trata-se de uma questão de copyright. Sim! Todo ato político, legislativo e/ou executivo, por mais nobre que se apresente, na verdade possui um fundo de propriedade intelectual predominantemente privado e de partilha ausente.

Provas? Consulte um candidato à prefeitura que não assumiu o executivo. Dificilmente, ele entregou seus projetos de condução administrativa ao eleito. Preferiu engavetá-los, seja por sanhices pessoais, por reservar cartas na manga ou até nem pensava neles realmente em época de campanha, deixando o assunto sério após consagrar-se num cargo eletivo.

E, dentre muitos que propõem projetos, dificilmente encontra-se algum leigo que busque, no melhor espírito de partilha, apresentar ao poder oficial qualquer ato legal, sem futuramente aproveitar-se da resposta positiva justamente para se promover.

Portanto, enquanto a classe política e elitista tratar projetos de lei como que de posse própria e intransferível, veremos que o país não se constitui por decretos e leis, mas sim por opiniões, concessões, caprichos e sujeições a vontades que não representam necessariamente as vontades do Brasil. Que não representam os anseios do cidadão brasileiro de moral e bem.



Vendo... Paraná Educativa

Fatos da Realidade

Uma Cidade no Descaso da Política Magnata

Nota de cocheira: este artigo não tem, necessariamente, valor jornalístico. Mas nem por isso deve ser desconsiderado por ausência de tal valor.


Dizem certas Filosofias de Vida que um Princípio Maior designa missões a nós, em forma de desafios, como uma maneira de percebermos nossa utilidade nesta nossa passagem terrena.

Quando adentrei este chão mágico, a famosa terra de Una, assumidamente um forasteiro, perguntava-me: “por que pombas vim parar numa localidade dessas?”, visto que na terra de Agú, do cartão-postal da ponte catenarista, possuiria maior e melhor infra-estrutura para o meu desenvolvimento profissional e acadêmico. Mas o convívio diário com as dificuldades estruturais deste local mostrou-me que a necessidade faz a evolução.

Antes, vivia num ambiente onde tudo era bem encaminhado. E num ambiente assim, acomodamo-nos a ter tudo em nossas mãos e a não nos sentirmos obrigados a buscar coisa alguma em benefício da sociedade, por duas razões bem distintas:

  1. Pelo costume brasileiro de não envolver-se com política após eleições; e
  2. Por todo o básico estar aparentemente bem provido na localidade onde moramos.

Quando há falta de uma destas razões listadas, certos setores da sociedade mobilizam-se frente aos poderes em busca das condições mais favoráveis nas quais o município faz jus. Aqui, neste cantinho de chão, claramente se vê a necessidade disto.

Acompanhando de perto

Recentemente, estive presente na Câmara Municipal de Ibiúna, acompanhando, como entusiasta dos profissionais da Educação, certas necessidades organizacionais das quais o setor reivindica, e que necessitam do aval da maioria – creio eu, absoluta – dos vereadores.

Mas, se a Câmara é um representativo da vontade popular, muito bem colocada seria um momento em que um cidadão ou o representante de uma classe possuísse, aqui, um momento, dentro da sessão, para manifestar uma posição, frente às decisões do legislativo, acerca dos atos destes. No entanto, a possibilidade de uma tribuna popular em horário de sessão não existe. E, segundo o regimento – ou o que costumamos lembrar dele:

  • A assistência deve estar trajada decentemente – bem, é de costume, ou então seria a casa da mãe Joana;
  • A assistência não deve se manifestar, contrária ou favoravelmente, às decisões da bancada, ou a discursos dos vereadores – até que interrupções são chatas, mas os vereadores aqui utilizam-se desta “cortina de ferro” para evitar constrangimentos sobre eles próprios. Decerto, é a mesma coisa que não haver assistência nas sessões…
  • Não se pode interpelar os vereadores – e podem eles interpelar a assistência?
  • Exaltações e incongruências são passíveis de processo criminal – um amparo a já dita “cortina de ferro”…

Pois bem, e mesmo providos destas informações, em decurso das sessões, os vereadores aqui amam deixar a assistência em descrédito, baseando-se no regimento e nestas premissas dantes apresentadas. Pois bem, e como fica a resposta popular, então? Afanada por regimentos? E o direito de resposta e contestação, digno daquilo que chamamos de democracia?

Deixando de lado as questões estruturais da câmara, vamos aos atos do dia (quarta-feira, após o feriado municipal).

Protocolo de praxe

Aqui, percebe-se uma necessidade de se fazer ganhar tempo, perdendo-o. A leitura da ata de sessão anterior se dá muito rapidamente, e pouco clara, para que a assistência mal acompanhe-a. Normalmente, percebemos nas sessões as seguintes sequências: finanças, homenagens, moções e atos de benfeitorias ao município – as necessidades urgentes são estrategicamente decididas no final da sessão, justamente para serem adiadas, ou seja, o prazo máximo à caducagem de votações é cumprido em período máximo mesmo

Em seguida, é lida a pauta da semana, sendo recitadas todas as formalidades ali transcritas – e percebe-se que, dentre os vereadores ali presentes, os mais novatos desenvolvem os talentos menos ativos à causa social: ler atas e pautas. E isso é decidido ao início de todo ano, na escolha do presidente de mesa e dos secretários…

Os atos propriamente ditos

Dentre os mais destacáveis, dos outros dias, percebe-se:

  • Implantação da TV Câmara de Ibiúna via streaming de internet – e se é só ao vivo, como faremos para acessar sessões anteriores, manifestar opinião e comunicarmo-nos com os parlamentares? (a materialização da “cortina de ferro”, por acaso?)
  • Ações de satisfação frente à companhia de água e esgoto para certas localidades isoladas – utilizar-se de tempo e ato legal para cada localidade isolada é perda. Deve-se fazer um conjunto de localidades a serem atendidas, uma única vez, perdendo menos tempo das escassas sessões;
  • Denominação de escolas e logradouros – gasto em publicidade, em emplacamento/tinta, pouco efeito prático em cidades do interior, e um subterfúgio para “imprimir” na cidade as marcas de antepassados da classe política;
  • Moção de apelo, contrária à instalação de usinas hidrelétricas em bacias hidrográficas distantes da cidade – coisa assim deveria ser tratada na assembleia estadual, não acham?
  • Intervenções infraestruturais em terrenos particulares e em locais públicos – trabalho de Secretaria de Obras sendo feito pela câmara. Um meio de dizer que eles fazem o que outros “não fazem”;

No dia presente, fez-se:

  • Prestação de contas do último período: déficit de R$ 6 milhões [Palavras de Jair M.: “Então… Tá difícil.”];
  • Provimento de finanças à ACE Ibiúna de R$ 100 mil, para iluminação natalina – pois bem, os próprios comerciantes não podem desembolsar do próprio para isso. Então, para quê existe associação?

Na tribuna:

  • Discurso “apaziguado” e bajulador de Jamil M., em favor da classe profissional da Educação, solicitando posição da bancada pela aprovação dos projetos envolvendo a pasta de Educação – o do qual “valeu” mais uma leitura do regimento e o descrédito da assistência no dia;
  • Discurso evasivo de Paulo S., que começa tratando de Educação e educador e termina em outras pastas – uma clara falta de foco;
  • Discurso agressivo de Ismael P. [palavras do próprio: “A Saúde anda de mal a pior.”], contra o executivo, e procurando mobilizar os profissionais da Educação para “cobrar” satisfações da saúde – ou seja, designar os outros para fazer o próprio trabalho sujo, e no fim das contas, eximir-se da própria responsabilidade posteriormente;

(…) Mas como a sessão vara até boas horas da noite, o aqui presente não pôde acompanhá-la plenamente. Segundo presentes, o assunto em foco ficou para outra sessão – eles [os vereadores] não sabem que o prazo é máximo, e não mínimo, ou seja, pode ser resolvido no dia até aquela data estipulada.

Modesta opinião

Uma vez que numa sessão pública – veja bem o endosso: pública – há o pleno direito do cidadão – basta ser cidadão envolvido com o município – fazer a opinião pública ser percebida, há o dever dos poderes atribuírem vox populi a aquele que, por buscar se adequar aos horários de uma Câmara – e não o contrário, uma vez que esta só se prontifica a colocar-se em atividade apenas uma vez por semana!? –, às vezes não consegue fazer valer sua opinião por prevalecer a voz do parlamentar?

Então, que dizer das classes sociais públicas, como Educação, Saúde e Cultura, às quais provém resultados mais imediatos à população, possuem opinião mais formada e desenvolvem melhores soluções por conviver com o procedimento final em cada pasta – as classes de aula, as necessidades medicamentosas e terapêuticas e a promoção de uma identidade local, respectivamente – e nos quais, portanto, deveriam receber atenção maior e melhor direcionada do Legislativo, faceta do poderio mais prejudicada no momento nesta gestão?

Mais um motivo para não deixarmos nossos jovens ibiunenses serem cultivados unicamente por idas a baladas e bares e eventos de pouca valia cultural…



Ouvindo... Hoodoo Gurus: Thousand Miles Away

E numa hora dessas, o clube dos Dez está fazendo seu show de peripécias legislativas… Boas ou ruins? Pena não poder acompanhar hoje…

Karta Citina: Nove

Capítulo 9


Itabuna, Bahia, 22 de abril de 2024

O antigo dia do descobrimento do Brasil na região de Ilhéus ganhara nova conotação, ainda mais na Bahia, dez anos antes. O então dia da consciência da brasilidade, antes um evento regado a muita cultura regional e mostras de culturas tradicionais de todo o país passavam por ali, desta vez não era tão festivo: a cidade, que parecia um entulho de prédios históricos arrebatados ao chão, dava lugar aos burburinhos das equipes de remoção de corpos da Bahia, que a cada dois dias, pingavam em uma localidade diferente da Bahia, conforme as necessidades de se evitar que os corpos soterrados nas residências tornem-se ambientes propícios à proliferação de pragas urbanas e de endemias que atingiriam os desolados sobreviventes.

Sioue e Ângela, mobilizadas de última hora junto com uma caravana que, mal chegara a São José dos Campos dias antes, e por já haverem equipes mais que suficientes para auxiliar nos serviços necessários, haviam deslocado-se junto com as forças da Aeronáutica através das aeronaves Jazão, modelos novos construídos pela EMBRAER e recentemente disponibilizados a todas as principais forças aéreas do mundo – por sorte, o pólo de engenharia e indústria da EMBRAER, bem como as dependências da Aeronáutica regionais não sofreram danos. Após atravessarem três cidades de médio porte no Recôncavo Baiano (e de se depararem com as realidades cruéis da pressão sofrida pelas equipes de salvamento), chegaram a um dos redutos de concentração da força-tarefa civil e militar feminina – o serviço nacional obrigatório, agora optativo entre o civil e o militar, abrangia as mulheres também. – Tanto trabalho necessário seria empreendido em cerca de seis dias de trabalho, e o cronograma de tarefas estava atrasado. Faltavam mais três dias de trabalhos locais, antes de prosseguir à região metropolitana de Salvador, onde as equipes realizariam o período de estada mais longo: três semanas vasculhando por regiões críticas. Mesmo empreendendo cerca de trinta por cento a mais de recrutas, os horários de revezamento e descanso foram diminuídos, a fim de possibilitar um destino digno aos corpos esmagados pelos escombros.

Equipes de paramédicas, engenheiras civis e logísticas, farmacêuticas e outras funções constituíam o macrossistema da força-tarefa. Nossas personagens, apesar da formação em primeiros socorros que possuíam – ambas eram engenheiras eletrotécnicas –, pela situação dos corpos que eram encontrados, sentiam-se intimidadas ante tantos horrores, e para evitar maiores problemas com elas, ambas foram transferidas para o setor de administração, onde o volume de trabalho era igualmente intenso: fazer o controle dos estoques de medicamentos e de transportes e insumos necessários para o bom desempenho das obras.

– Nunca pensei estar aqui tão cedo de novo – observou Gysph, num raro momento de descanso.

– Eu também não, e numa situação tão inconveniente – assentiu Sioue.

– Espero poder me ausentar o quanto antes for possível. Olho tanta mulher por todos os lados, e sinto a falta de ver alguns gatinhos…

– Eu diria algo parecido, mas convenhamos que nós consentíssemos que fosse necessário estarmos aqui.

– Você ama essas coisas, Si. Eu briguei nos meus tenros dezoito anos para ingressar no serviço civil para fugir do militar. Eu tive de simular uma bursite para ser encaminhada do Quitaúna até o Patriarca. Imagina! De alguma forma, fizeram-me pagar, com outra moeda… Nove meses deslocando-me naquele formigueiro.

Mal se deram conta da entrada de uma supervisora que alertou que havia trabalho a ser feito, trazendo um lote de relatórios das equipes de bombeiras a ser arquivado. Nem é necessário comentar sobre a leve bronca que ambas levaram.

– Chefia raivosa… Acho que nunca viu um homem na vida… Notou aquela latente verruga no queixo – sussurrou Gysph a Sioue, após a saída da supervisora, a saber, uma mulher de seus quarenta anos e cara de poucos amigos.

– Ah, tome juízo, mulher! E eu não quero ter minha ficha suja por insubordinação – respondeu no mesmo tom.


Nova Helsinque, Finlândia

Yüren, Aaron e Epicure, após trabalhos executados quase que em vão pela comissão das Forças Armadas Finlandesas. Estavam reunidos nos acampamentos dos edifícios mais singelos das proximidades do Centro Administrativo da cidade. Os ventos medianos causavam um farfalhar dos arvoredos que ainda mantinham-se em pé depois da tão citada tempestade. No entanto, aqui ela havia tomado proporções grotescas: casas residenciais mais antigas foram tornadas a um amontoado de material entulhado em toda a vizinhança dos bairros residenciais. E eles ainda foram incumbidos do trabalho mais fácil, por permanecerem na força-tarefa da capital. Outros convocados partiram para mais ao norte, sendo que alguns ainda estavam por chegar a regiões inóspitas, com muito sacrifício. Quanto mais distante iam, mais se elucidava a fúria do epicentro das tempestades: os poucos que ali sobreviviam – era princípio de primavera, e outros finlandeses que ali moravam ainda estavam na estadia de outono-inverno em outras localidades do planeta, preparando-se para retornar dentro do fim de maio – antes do dia seis daquele fatídico mês, foram soterrados junto com suas posses. Um ou outro ainda teve a sorte de sobreviver no abrigo subterrâneo de seu lar, e dali conseguirem sair, e estes sortudos prontificavam-se voluntariamente a integrar os serviços de resgate.

Em um dia de descanso completo, após um intenso trabalho de remoção de cadáveres dos dias anteriores, apenas com os descansos essenciais, e muita pressão por causa da situação dos atingidos, atravessada por quase todos os integrantes da equipe, Aaron e Epicure já não contavam muito com aquele espírito das conversas descontraídas e despreocupadas: a situação não lhos permitia.

– Sei o quanto tudo isso seria forte para nós, meu velho, mas nunca pensei o quão forte realmente seria. Já vi corpos soterrados de várias maneiras em vídeos, mas… Assim… Na realidade, eles são muito mais horrendos: membros prensados sob caibros de madeira. Caixas torácicas então, arre! – implicou Epicure.

– Já levou em consideração o cheiro de umidade com o princípio de decomposição? Houve corpos que encontrávamos por causa desse cheiro de bolor fétido… – adicionou Aaron.

– Caro colega, acredito que todo mundo acabe por terminar a missão e não querer saber mais disso por um bom tempo.

– Sublinhe esse “todo mundo”. Parece que nosso gélido amigo também descongelou de sua era glacial. Veja lá – e Aaron apontou para Yüren, que seguia no corredor transversal, portando um copo de chocolate quente. – Nunca vi, em toda a minha vida, tal sujeito portando um andar tão tenso, como que estivesse fragilizado por tanta crueldade da situação. Tenho certeza que ele encarou alguma atrocidade maior do que a nossa, que o sensibilizou dessa maneira.

– Sensibilizar? Para alguém como Yüren, somente uma perfuração de crânio e cérebro exposto pode fazer isso em gente desse tipo!

Epicure mal notara o tom de voz aplicado nessa suposição, que chamou a atenção de Yüren, trazendo seu chocolate quente junto a eles. Ambos pensaram ouvir um tom de voz enérgico, replicante por parte do colega. No entanto, ouviram um tom de voz neutro:

– É uma tentativa de contar piada? Se for, acho que vocês perderam hoje o fio da meada, pois sei que vocês tiveram dias melhores.

E recolheu-se de volta ao seu caminho, mas desta vez, deixando o chocolate quente numa bancada próxima a eles, e seguindo seu percurso no corredor transversal do qual havia se deslocado.

Aaron, que não dispensa um bom chocolate quente, viu-se no direito de tomar um pouco deste.

Não! – interveio Epicure – Há alguma coisa de estranha nesse chocolate quente. Uma bactéria que mexe com nossos sentimentos talvez…

Que tal você ficar quieto, sujeito? Desse jeito, dou até crédito para o Yüren. Você realmente não sabe quando parar…

Arre! Será que o mundo precisa viver sempre tão tenso assim? – e Epicure retirou-se para seu dormitório.

Alguns minutos depois, um oficial do Exército finlandês aproximou-se de Aaron, solicitando informações sobre os seus colegas.

– Senhor. Todos os meus companheiros encontram-se em descanso nos dormitórios.

– Bom então, recruta. Avise-os quando saírem. Diga-lhes que os serviços de vocês aqui terminaram. Recebemos um carta anteontem das Nações Unidas solicitando alguns dos nossos mais excepcionais profissionais e de outras localidades para auxílio na África e América Latina.

– Aviso imediatamente, Senhor. Nós seremos deslocados para qual localidade, se não for um impropério questionar?

– Vocês farão escala nos Estados Unidos primeiro para adquirir roupas quentes. O destino seu e dos seus dois colegas é o Brasil.

– Grato pela informação, senhor. Permissão para retirar-me.

– Dispensado, recruta.

Tão logo o oficial deixou seu campo de vista, Aaron seguiu até o dormitório de Epicure, e após avisá-lo, buscou entrar no quarto onde Yüren estava alojado.

– Yüren? Poderia ceder um minuto seu?

– Já está aqui. Então diga – Yüren mantinha o mesmo tom de voz da admoestação, estando na cama, observando seu celular. Talvez estaria por esperar qualquer resposta a respeito do paradeiro de Bárbara, mas tão logo percebera a presença de Aaron adentrando o dormitório, procurou dissimular uma atitude tão neutra quanto a sua voz.

– Uma informação de relance: sua Svenska, porventura, é brasileira?

– Sim, mas vive lá na Rússia. Por que o interesse?

– Você não disse que perdeu a comunicação com ela, quando estávamos a vir até aqui?

– Sim, mas quê isso te interessa por acaso?

– Bom… Acho que podemos estar mais perto de saber a quantas ela anda.

– Por que diz isso?

– Prepare suas malas – uma interrupção proposital por parte de Aaron. – Nós três estamos a caminho do Brasil a partir de amanhã.


Ouvindo... Paul McCartney: No More Lonely Nights [feat. David Gilmour]

smile_omg Muitos projetos a conduzir na vida física. Novo período de postagens com menos freqüência. Desculpem o transtorno e muito obrigado pelas mais de 6000 visitas!