Ilíada

Atribuída a Homero


Ilíada é o relato dos episódios da guerra de Tróia, travada entre gregos e troianos. A ação da Ilíada se situa no ano nono depois do começo da guerra.

A epopéia narra um drama humano, o do herói Aquiles, filho da deusa Tétis e do mortal Peleu, rei da Ftia, na Tessália.

O poema é constituído por 15.693 versos, em 24 cantos de extensão variável. A métrica empregada é o hexâmetro, verso tradicional da épica grega.

A autoria do poema é atribuída a Homero, o lendário poeta grego cego, nascido em algum lugar da Jônia em torno de 850 a.C.

Além de símbolo da unidade e do espírito helênico, a Ilíada é fonte de prazer estético e ensinamento moral.

Fonte: Editora Martin Claret


Sempre existem, na história da humanidade, livros-conceito. Ilíada e Odisséia de Homero são alguns deles. Embora a estrutura do livro, que consiste na Epopéia, seja conhecida em tempos anteriores na Mesopotâmia e na Índia, esta, em particular, é a base fundamentada em todo tipo de literatura épica, sobretudo obras dos últimos duzentos anos, que redescobriram nas descrições entusiásticas dos campos de batalha, dos atos dos personagens centrais – os heróis – e das descrições inimaginárias para leigos ou iniciantes da arte da escrita, um nervo central e um alicerce para embasar suas obras (Tolkien e C. S. Lewis que o digam a respeito).

Dispor-se a ler Ilíada exige de quem o aprecia muita atenção a certos detalhes no contexto: além de observar a estética – a qual só pode ser visualizada apenas por quem entende grego – e as tomadas e retomadas constantes de um estado temporal e atemporal da situação no tempo cronológico de leitura e espaço-visual da obra, em que cerca de 30 versículos podem descrever atos de poucos segundos, o léxico amplamente complexo, difícil de conceder imediata absorção do vocabulário da obra, converge o conteúdo na definição já posta nesta resenha. Um livro que sustenta um estado de obra de originalidade, mas que pode convergir em diversos aspectos literários derivados, dos quais muitos são aproveitados hoje em dia neste retorno às raízes de um dos aspectos mais animalescos do ser humano: o apreço pelos combates.

Ademais, perceber todos os perfis desta Epopéia – o parente mais rico das nossas conhecidas novelas – desde a ação e o drama de Aquiles, as volúveis decisões dos deuses, as angústias e expectativas dos postos de combate, a visão dinâmica dos campos de batalha e os discursos de impacto dos combatentes são elementos que garantem que os mais de quinze mil versos que constituem esta obra não sejam maçantes pela repetitividade – embora diversos termos e expressões tornem-se familiarizadas ao final da obra para o leitor.

Enfim, quem quiser buscar uma leitura enriquecedora dentre a literatura “mais-que-clássica”, eis apresentada a obra de ampla suficiência. E um brinde aos olímpios!

Avaliação

starstarstarstarstar



Ouvindo... Electric Light Orchestra: Confusion

Em breve, resenha de Tristão e Isolda.

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

%d blogueiros gostam disto: