Radar Musical: Quarenta e Seis

Rush - Retrospective I (1974-1980) Rush

Retrospective I (1974 – 1980)

[Anthem/Chronicles/Mercury, coletânea]


A última empreitada desta primeira fase de aquisições não é uma das mais memoráveis. Já, neste ponto, passei por muita coisa: duas saídas da faculdade – a segunda, irreversível – , o tratamento retomado, o prenúncio de uma nova fase de vida, novas tendências de manifestação artística, este blógue que hospeda já até estava no ar, um livro em composição e um espetáculo teatral entrando no currículo. Mudança: palavra-chave que acompanha o adquirir desta última coletânea, num momento despretensioso; daqueles que você busca algum álbum para suprir uma necessidade, certas vezes fútil, e por parecer fútil, esta foi a última aquisição até então.

Independentemente disso, Rush foi um nome de banda que perdurou na minha preferência desde que ouvi falar nas vertentes do Rock com propriedade. Existe alguma coisa de mágica na banda. Trio de Força. O diferencial dela ser uma banda de Metal, sem ser obscura. E esta coletânea expressa em belas partes, o que é a essência dos primórdios da banda.

Setlist

  1. The Spirit of Radio: início virtuoso. Nota-se, desde já, um Metal bem diferenciado. E uma vozinha esganiçada…
  2. The Trees: uma canção tão… Tão… Natural.
  3. Something for Nothing: os acordes com teor de acústicos e a força vigorosa dos vocais – combinação perfeita!
  4. Freewill: um trovador elétrico? Mais do que isso – um trovador metálico!
  5. Faixa de Destaque Xanadu: a suíte musical progressiva e metálica possui um elemento complexo de mistério, de pouca ortodoxia e de um suntuoso ar de expurga-males. Seqüências incríveis de guitarras e uma história de uma terra legendária.
  6. Bastille Day: uma história à francesa, no ritmo anglo-saxão. Cadência, força, dinamismo. Típico.
  7. By-Tor and the Snow Dog: será uma sequência? A lembrança da anterior é muito evidente… Não. Tem suas peculiaridades esta suíte.
  8. Anthem: um toque de Blues; coisa pouco tradicional no Metal.
  9. Closer to the Heart: destaque para os incríveis vocais.
  10. 2112 Overture: as tendências eletrônicas, e uma ostentação a uma canção obscura [em partes. Ué! O diferencial da banda não é ser up].
  11. The Temples of Syrinx: e na mesma linha densa, os vocais tornam-se estridentes. A canção adquire teor de protesto.
  12. La Villa Strangiato: nova suíte musical – uma ópera-metal, cheia de detalhes; toda Hard e blueseira, lembrando Yardbirds e Led Zeppelin, em alguns aspectos.
  13. Fly by Night: uma das mais próprias evidências de mensura do Metal Melódico.
  14. Finding My Way: idem à anterior, mas com tanto mais propriedade que a anterior que faz valer o encerrar da coletânea com ampla dignidade.

Encerra com Chave de Ouro?

Boa escolha. Expressa bem a alma da banda. Por habitualidade…

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Ouvindo... Rush: La Villa Strangiato

Com esta resenha, encerro no presente momento os Radares Musicais, os quais retornarão em futuras aquisições.

Radar Musical: Quarenta e Cinco

Deep Purple - 30: Very Best Of Deep Purple

30: Very Best Of

[EMI, Coletânea]


Mais um hiato, e então deparo-me com esta coletânea, onde, como todo oportuno momento, busco aproveitar da situação. Deep Purple, na linha do Hard Rock, foi e é uma das minhas prediletas bandas. Seja pelo groove dos primeiros anos, ou pela animalidade dos vocais, ou pelas famosas sequências nas guitarras – não importa, Deep Purple sempre soa um tanto particular, difícil de ser explicado…

Já nos aproximamos do fim do meu acervo musical pessoal, e, apesar de ser o menos ouvido até então, visto a biblioteca existente em casa, foi uma coletânea da qual tomei pretensa atenção por até muito tempo após sua aquisição.

Setlist

  1. Hush: ah… Eis o groove tão falado dos primórdios. Algo bem Rockabilly, por sinal.
  2. Black Night: lembranças do Led Zeppelin… Mas com algo bem particular… Uma voz bem menos selvagem.
  3. Speed King: um ótimo standard para classificar o genuíno Hard Rock.
  4. Child In Time: um arcabouço de mistério – que nunca mais poderá ser cantado, hoje, pela mesma voz.
  5. Strange Kind Of Woman: já comentado em Fireball.
  6. Fireball: comentado em Fireball.
  7. Demon’s Eye: já comentado em Fireball.
  8. Smoke on the Water: a melhor fase, a melhor receita e o mais reconhecível riff do mundo.
  9. Faixa de destaque Highway Star: ainda a melhor fase, uma igual boa receita e a sequência mais abrasadora do Rock.
  10. When a Blind Man Cries: quanta melancolia…
  11. Never Before: exemplo de um alegre Hard Rock – paradoxo musical.
  12. Woman From Tokyo: um riff muito copiado, uma vocalização não muito inovadora – cronologicamente –, e uma canção muito enxugada – nesta coletânea.
  13. Burn: o resgate de toda a energia da banda, na sequência desta coletânea – um arrasa-quarteirão de expressividade arrebatadora.
  14. Stormbringer: uma maturidade musical – e como toda maturidade, implica em menos ousadia e inovação…
  15. You Keep On Moving: … Mas a mesma maturidade apresenta trabalhos mais suntuosos e elaborados.
  16. Perfect Strangers: a mais pendente para o ocultismo, e mesmo assim, não perdendo o particular da banda.
  17. Ted the Mechanic: notáveis influências do Blues por aqui…
  18. Any Fule Kno That: um material deveras inédito, mas com uma significativa perda de identidade, o que faz do encerrar do disco algo de pouca expectativa superada.

Seleção de Peso

Muito não se perdeu nesse resumo de trinta anos de carreira. No entanto, o velho desconto.

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Ouvindo... Deep Purple: Ted the Mechanic

Radar Musical: Quarenta e Quatro

Queen - Greatest Hits Vol. 2 Queen

Greatest Hits Vol. 2

[EMI, coletânea]


bandas ímpares na história do Rock. Seja pela invenção de um gênero, por lançar um novo conceito em instrumentalidade, pelo vestuário, ou simplesmente pela personalidade distinta – caso de nossa banda em questão. – Levando em consideração todos os fatores dantes apresentados, convém conferir que haviam bandas nas quais devíamos investir em ter no nosso rol caseiro de audioteca.

Tratar de Queen é enveredar-se no mais incrível, alegre e simpática faceta do Rock. A sonoridade nada obscura, as notas contentes, o contexto upbeat. Tudo contribui para formar uma banda cujas canções possam fazer nossos dias mais felizes.

A ocasião, diferentemente de outras, de aquisição do álbum em questão, foi na região do Tamboré, na circunvizinhança daquela época. E para aquelas épocas, tornava-se mais complicado adquirir os álbuns que sempre caíam no gosto pessoal.

Setlist

  1. A Kind Of Magic: como já dito, começando com plena alegria. É um tipo de mágica…
  2. Under Pressure [with David Bowie]: agora podemos finalmente falar desta pérola colaborativa. Uma canção grandiosa, recheada de feelin’, com instrumentalidade sempre evidente, com tudo no lugar.
  3. Radio Ga Ga: uma prova que música eletrônica soa bem com Queen.
  4. I Want It All: vocalização + instrumental hard rock = concertos para a juventude moderna.
  5. I Want To Break Free: a canção paródia – dá pra entender apenas pelo desleixo do vocal. Entenda-se melhor pelo clipe, coisa pela qual nunca mais pôde ser presenciada lá fora até o The Darkness.
  6. Faixa de destaque Innuendo: a mais densa e musicalmente inundada de mistério dentre todas as do álbum. Perfeita para compor ambiente musical numa opereta.
  7. It’s a Hard Life: uma lembrança dos tempos clássicos do princípio da banda.
  8. Breakthru: cadência frenética, toada alta – uma música bem ao estilo Queen de ser (e principalmente de Freddie Mercury).
  9. Who Wants to Live Forever: a canção-símbolo da marca indelével que Freddie Mercury deixou neste mundo – tocante.
  10. Headlong: outro encontro entre as tendências pop e a musicalidade hard rock. Encontro interessante!
  11. The Miracle: a instrumentalidade ímpar fornece um ar diferenciado para a canção.
  12. I’m Going Slightly Mad: outra na linha das operetas modernas, mostrando que Freddie sabe colocar bem sua voz.
  13. The Invisible Man: a mais frenética de todas, a mais despojada e a mais enfeitada. Um prenúncio dos tempos modernos de Dance. Sem falar nos solos de guitarra…
  14. Hammer to Fall: mais um lance de sucesso de guitarras (desculpe Freddie, mas Brian May também precisa da sua vez).
  15. Friends Will Be Friends: ah… a amizade é uma coisa tão linda, segundo o sr. Mercury.
  16. The Show Must Go On: uma canção que eu – modesto crítico – dedico aos remanescentes do Queen e a outras bandas cujos caminhos foram interrompidos por eventualidades da vida.
  17. One Vision: efeitos de voz são a única coisa que diferenciam esta canção. Não que seja ruim, mas talvez devesse existir alguma das anteriores que encerrasse melhor este álbum com categoria.

Freddie Mercury & cia. são os caras!

E não se fala mais nisso. No entanto, o velho desconto de coletânea…

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Ouvindo... Queen: Who Wants to Live Forever

Radar Musical: Quarenta e Três

Led Zeppelin - You Shook Me Led Zeppelin

You Shook Me

[Swan Song, coletânea não-oficial]


E há também certas bandas cujo nome e certas canções já são motivos suficientes por si só. Ainda nesse momento, as aquisições eram mensais, e sempre eram precedidas de uma situação não tão conveniente: consultas médicas.

Os dias estavam se aprumando. As impressões que eram acometidas em mim acerca do mundo que me rodeia estavam efetivamente deixando a minha presença. Mas certas coisas de deixar a pulga atrás da orelha ainda persistiam…

Importa informar que a coletânea adquirida, apesar da qualidade do papel cuja arte foi impressa, que era superior, a arte em si deixou muito a desejar. Mas importava o conteúdo. No entanto, como se verá, existem algumas coisas a serem observadas, que deixarei para comentar oportunamente em tempo.

Setlist

  1. Immigrant Song: evoca logo de início o espírito selvagem de Hard Rock primitivo da banda. Um bom começo, e pode-se arriscar: até dançante.
  2. Faixa de destaque Heartbreaker: a base musical é perfeita – e as pausas dão mais ênfase ao conjunto.
  3. Black Dog: que voz perniciosa! Que soar vocal melódico tão vívido!
  4. Kashmir: talvez a canção mais misteriosa no conjunto, e também a mais densa.
  5. Dazed And Confuzed: acompanhando a seqüência da anterior, mas mais tenebrosa e marcante.
  6. Rock And Roll: a ligação fundamental da então nova vanguarda sonora com as origens dos fundamentos do Rock, e a voz de Plant, inconfundível.
  7. You Shook Me: uma comprovação – Blues e Hard Rock são irmãos, e esta música é a constatação deste fato.
  8. Whole Lotta Love: psicodelia? Não! Insanidade seca, mesmo!
  9. Going to California: uma toada acústica direciona a atenção da coletânea para outra roupagem musical bastante distinta, mas ainda experimentando os mesmos padrões de sempre.
  10. The Song Remains the Same: frenética e com um leve toque de grandiosidade.
  11. Good Time Bad Times: o plano de fundo fornecido pela percussão tribal traz um diferencial a uma canção nem tão Hard Rock assim.
  12. Stairway to Heaven: uma obra-prima do século que passou – uma crescente suíte digna de encerrar qualquer coletânea da banda. Começa com um singelo acústico e vai ganhando formato, conforme vai avançando. Mas…
  13. Black Dog (Versão Acústica): que é isso? Uma furada! – não acredito na existência de uma versão acústica dessa música, podendo ser ela muito bem uma montagem. Não encaixa nem no padrão do arranjo da versão elétrica. Merece ser ignorada!
  14. Whole Lotta Love (Versão Acústica): furada maior ainda! Isso com certeza não é a banda. Ignoremos esta também!
  15. All My Love (Instrumental Acústico): novo furo – e muito prejuízo contabilizado no fim das contas – custava colocar a versão natural de estúdio, comprovadamente da banda?

Foi tão ruim assim?

O final pesou muito. smile_sad

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Ouvindo... Led Zeppelin: Black Dog