Radar Musical: Quarenta

The Clash

London Calling

[Epic, estúdio]


O último álbum
deste curto período de freqüentes aquisições
traz, sempre à tona, lembranças
de alguns amigos de tempos de faculdade. Talvez por uma ocasião
em particular, e uma música em específico, o álbum
inteiro ganhou esta conotação.

Falam tão bem
deste álbum, garantindo que ele deve ser entrada
obrigatória
em qualquer coleção
– já posso considerar minha audioteca uma coleção
neste ponto – que não hesitei em reservar meus últimos
rendimentos de fruto do meu trabalho sobre ele. E, embora há
muito tempo, não o tenha ouvido com a atenção
que ele exige, hoje, escutando-o, observo o quanto perco por cada
audição que não fiz com carinho.
Apesar de estar indo para vertentes mais elaboradas, a simplicidade
inovadora e atemporal
dessa composição trouxe-me próximo às
raízes do que seria o Rock’n’Roll, proposta
original do Punk Rock.

Por encerrar o período das
grandes aquisições, este álbum ganhou uma
especial nota de nostalgia, aplicável
nos tempos vindouros, onde coisas
surpreendentes estariam por ocorrer…

Setlist

  1. London
    Calling
    : o Clash também tem o seu lado de protesto.
    O Chamado Londrino tem um quê de atrativo.
  2. Brand
    New Cadillac
    : a base com traços de Surf Rock
    traz uma canção caricata e sacana. Um passo adiante
    dos anos cinqüenta se fosse desta época.
  3. Jimmy
    Jazz
    : diversidade musical – vemos agora tendências
    do Ska, e uma quase parlenda moderna, harmoniosamente
    colocada num vocal desleixado.
  4. Hateful:
    uma brincadeira Punk bem leve, nos moldes tradicionais do
    gênero… Coisa que o Clash ajudou a fundar também.
  5. Rudie
    Can’t Fail
    : sinto algo de latino nessa canção.
    E, se não me engano, eles são ingleses… Será
    o instrumental diferenciado?
  6. Faixa de Destaque Spanish Bombs: canção
    “alegre”, para os dias de se estar de bem com a vida.
  7. The
    Right Profile
    : fale a verdade…
    Não foi uma intransigência do Summer colocar uma
    voz assim na canção, e o pior, deixa-la ainda melhor
    do que se não o fizesse?
  8. Lost in
    the Supermarket
    : existe uma maneira de se fazer Punk
    romântico? Não! Recorre-se a baladas mais leves, tais
    como a que se apresenta.
  9. Clampdown:
    aqui, não há muita inovação, para um
    álbum que apresentou sugestões incríveis de
    direção musical.
  10. The
    Guns of Brixton
    : outro Ska, recheado de efeitos sonoros,
    groovin’ e um ar pouco ortodoxo.
  11. Wrong
    ‘em Boyo
    : simplesmente, um artefato musical propício
    para uma festinha de alguns bons amigos.
  12. Death
    or Glory
    : aqui vemos alguns traços delineados da
    banda para o princípio do movimento Post Punk que
    viria a surgir alguns anos adiante.
  13. Koka
    Kola
    : a canção de protesto sobre a mistureba
    liquida ácida. Mais uma jogada incisiva da banda!
  14. The
    Card Cheat
    : instrumental efusivo e a música de
    grande amplitude do álbum até aqui, graças aos
    teclados.
  15. Lover’s
    Rock
    : uma baladinha descompromissada.
  16. Four
    Horsemen
    : mais um na linha do Punk Rock, com as suas
    particularidades, mas não é nada que impressione.
  17. I’m
    Not Down
    : todo álbum têm uma canção
    em que a ênfase está na percussão. Eis neste uma
    dessas.
  18. Revolution
    Rock
    : levadas caribenhas latentes e permeando toda a
    canção. E as sacadinhas vocais trazem fôlego
    para o álbum.
  19. Train
    In Vain
    : a lembrança de uma amiga – versão
    de uma outra banda que caiu como uma luva nas mãos do Clash,
    e cai bem nas mãos de outras bandas que ousem fazer suas
    versões dela.

Inovação ao Punk Britânico

Com toda a propriedade dos acordes básicos, mais as influências diversas…

EstrelaEstrelaEstrelaEstrela


Technorati Marcas: ,,

Nota The Clash:Clampdown


Contando um segredo Aguardem em breve por uma publicação especial dos nossos três anos.

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