Radar Musical: Quarenta e Dois

Ana Carolina - PerfilAna Carolina

Perfil

[Som Livre, coletânea]


Depois de tantos álbuns internacionais, achei por um momento que deveria ter algo nacional, mas não poderia ser simplesmente qualquer coisa, e sim, algo que tivesse um toque especial, que sempre surpreendesse a cada vez que ouvíssemos. Assim, após pensar num relativo, mas longo momento, cheguei à conclusão de uma turma de amigos de uma escola próxima ao meu curso do SENAI, e de um colega desta mesma instituição – grato à patota do Felipe, grande amigo – que Ana Carolina seria a eleita. Afinal, o vocal graúdo dela e o romantismo das suas letras – que, obviamente, compreenderia em língua nativa – já eram velhos conhecidos de minha parte, mas os argumentos destes estimados colegas foram cruciais para definir essa aquisição.

O período de tempo entre esta e a anterior foi de um mês, o qual me permitiu tomar uma atenção toda especial para esse material. E, embora estava redescobrindo o mundo e retornando à normalidade das situações – e a monotonia das mesmas – pude dedicar atenção especial a esta obra.

E, recentemente, no tempo presente, estou por permitir-me, com mais cautela e menos consumismo, tomar outras obras da música popular brasileira para audição. Nomes tão fortes no meu conceito quanto Ana: Lenine, Tom Zé, Marisa Monte, Seu Jorge, as bandas de Rock dos oitenta e noventa, Peninha, os tradicionais da MPB: nomes dos mais conceituados e menos lugares-comuns.

Setlist

  1. Garganta: o grito de protesto de uma amante da noite tem um toque de envolvência. A mundanidade nunca foi tão efervescente a ponto de ser enobrecida como quanto nessa canção.
  2. Tô Saindo: mais um grito de protesto. Um ode ao valorizar da vida, do reerguer-se. O toque cadenciado traz concordância à letra, combinando muito bem com ela.
  3. Quem de Nós Dois (La Mia Storia Tra Le Dita): a versão romântica duma canção italiana… Uma quebra na cadência do up da coletânea, mas uma quebra suntuosa, de arrepiar os cabelos da nuca. O evitar de se apaixonar é impossível, assim como na canção.
  4. Ela É Bamba: uma exaltação às mulheres que fazem nosso país, num complexo jogo de palavras.
  5. Confesso: acordar de madrugada, e arrepender-se? O que passou, passou. E o romantismo fica.
  6. Encostar na Tua: por que todo álbum que possuo sempre costuma ter alguma coisa de acústico na melhor das ordens? Mesmo a simplicidade da poesia ganha potência sonora com o arranjo, e a saudade explode no refrão com propriedade, e mais ainda na ponte!
  7. Uma Louca Tempestade: uma das canções-símbolo do meu momento na época – o latente grito de liberdade, e a toada “seca” do violão.
  8. Nua: Toque suave, para elucidar a loucura de se afirmar.
  9. Pra Rua Me Levar: o anti-romantismo mais romântico que se possa ouvir. Uma contradição harmoniosa, e uma balada efusiva em todas as suas nuances.
  10. Elevador (Livro do Esquecimento): o princípio traz toda uma canção forte, que quer se afirmar, e decidir de uma vez por todas a que local quer chegar.
  11. Nada pra Mim: expurga-males, à moda brasileira – o amor perdido, simplesmente, perdido…
  12. Que se Danem os Nós: a mais suave de todas – e a contradição que se complementa, os “opostos que se distraem e os dispostos que se atraem”.
  13. O Avesso dos Ponteiros: uma homenagem ao tempo, esse implacável ente imutável.
  14. Faixa de destaque Beatriz: a musa de Dante é mesmo uma realidade? Sim? Não? Que importa? Encerra a Odisséia musical em alta categoria musical.

Força áurea-verde

Um álbum carregado de sentimento.

starstarstarstar e ½


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Ouvindo... Ana Carolina: Uma Louca Tempestade

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Radar Musical: Quarenta e Um

Brian Wilson - SmileBrian Wilson

Smile

[Nonesuch, estúdio]


Depois de aproximadamente sete meses de hiatos de aquisições musicais, de uma interrupção abrupta de faculdade por motivos já delineados em outras oportunidades, com respeito à saúde mental, recebi como recompensa de meu empenho em me colaborar com minha reabilitação de saúde um rádio do qual colocamos em funcionamento o ouvir músicas sem estar atrelado a um computador, dedicando-se exclusivamente a essa tarefa. Talvez por isso, o presente álbum soe como um deleite, pelo total carinho empreendido nele, carinho este não tão bem administrado desde Toxicity do System of a Down, isso sem falar que, apesar do caríssimo investimento numa material artístico – sobrecapa de CD com afrescos em relevo e encarte em papel rígido, além do compartimento de CD propriamente dito – bastante interessante, os quarenta minutos são preciosas pérolas musicais, coisas das quais eu precisava naquele momento para encontrar um deleite maravilhoso para acreditar na veracidade do mundo [recompondo o sistema cartesiano na época, erroneamente ainda…].

Importa é que este álbum teve uma participação incrível nestes novos rumos que minha vida passou a tomar, e do qual deles pude retraçar necessidades primeiras que, abandonadas desde dois mil e três, vi que deveriam ser seriamente pensadas.

Setlist

  1. Our Prayer/Gee: os vocais da primeira seção são de assombrar. Os da segunda seção são primorosos, com direito aos outros garotos.
  2. Faixa de destaque Heroes And Villains: a grandiosidade da instrumentação, as brincadeiras sonoras, as colocações vocais, tudo compete num esquema que eleva a canção a uma das maiores obras-primas dos últimos cem anos.
  3. Roll Plymouth Rock: numa âncora com a melodia da anterior, o esquema grandioso com a pesada percussão garante alma ao conjunto.
  4. Barnyard: uma rápida memória à vida da fazenda, com direito a similares dos sons naturais.
  5. Old Master Painter/You Are My Sunshine: o conjunto duplo quebra toda a rotina, apresentando uma rápida e apreciável canção.
  6. Cabin Essence: os contrastes essenciais entre as vocalizações em um ritmo comedido e as explosões harmônicas em conjunto com a instrumentação apoteótica.
  7. Wonderful: evidente a referência em cantigas de roda infantis, mas com a seriedade de uma pretensa e ambiciosa aspiração autoral.
  8. Song For Children: emendando na sequência, a brincadeira continua ganhando ares na instrumentação, com as vocalizações criando profundidade no espaço musical.
  9. Child Is Father Of The Man: continuando, agora com o foco no piano e instrumentações mais densas, mas acompanhando o mesmo ritmo imposto no fim da anterior, mais rápido e melhor colocado.
  10. Surf’s Up: a nítida evolução de Pet Sounds, constatando o quanto a música poderia ter ganho se as ocasiões não houvessem gerado empecilhos.
  11. I’m In Great Shape/I Wanna Be Around/Workshop: quem já ouviu antes, irá reconhecer acordes familiares na primeira seção; a segunda, composta de uma suave canção; a terceira, um belo experimentalismo.
  12. Vega-Tables: o melhor exemplo de parlendas modernas estadunidense. Coisas boas para crianças conhecerem.
  13. On A Holiday: um conto de aventuras musicado, na linha ainda das canções para crianças.
  14. Wind Chimes: instrumental reduzido à marcação no momento do vocal, mas reforçado no momento em que a voz cede espaço. Conjunto perfeito.
  15. Mrs. O’Leary’s Cow: a bagunça do princípio cede espaço a uma das mais assombrosas – e belas – orquestrações do álbum, combinadas com os vocais.
  16. In Blue Hawaii: ora misteriosa, ora melindrosa e up. Simplesmente fenomenal o conjunto obtido.
  17. Good Vibrations: uma das canções-símbolo do século passado – a instrumentação, a constância, as sobreposições vocais, as marcações de percussão e outros elementos indescritíveis são os que garantidamente fazem com que esta canção – e somado com o fato de estar incluída no material – encerre com todas as honras a audição.

Forte como nunca se viu

Uma obra perfeita em todos os sentidos!

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Não estou ouvindo, mas dedico Brian Wilson: Wind Chimes como música da postagem.

Triênio

Porque três anos são muita coisa…


star São três anos juntos, compartilhando das mesmas experiências juntos, contando causos e outras peripécias da vida pessoal e literária própria. Serão, em breve, quarenta e seis álbuns de música resenhados, mais de dez livros de filosofia, e dezenas de outras novidades que – espero – poder contar a vós, comunidade internética.

E, para sintomática comprovação de minha existência – causa primeira da existência de meu blógue – deixo plausível minha autêntica imagem de escritor.

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smile_teeth Aguardem por mais novidades em breve. E saudações a todos pelas 5200 visitas em todo esse período.

Radar Musical: Quarenta

The Clash

London Calling

[Epic, estúdio]


O último álbum
deste curto período de freqüentes aquisições
traz, sempre à tona, lembranças
de alguns amigos de tempos de faculdade. Talvez por uma ocasião
em particular, e uma música em específico, o álbum
inteiro ganhou esta conotação.

Falam tão bem
deste álbum, garantindo que ele deve ser entrada
obrigatória
em qualquer coleção
– já posso considerar minha audioteca uma coleção
neste ponto – que não hesitei em reservar meus últimos
rendimentos de fruto do meu trabalho sobre ele. E, embora há
muito tempo, não o tenha ouvido com a atenção
que ele exige, hoje, escutando-o, observo o quanto perco por cada
audição que não fiz com carinho.
Apesar de estar indo para vertentes mais elaboradas, a simplicidade
inovadora e atemporal
dessa composição trouxe-me próximo às
raízes do que seria o Rock’n’Roll, proposta
original do Punk Rock.

Por encerrar o período das
grandes aquisições, este álbum ganhou uma
especial nota de nostalgia, aplicável
nos tempos vindouros, onde coisas
surpreendentes estariam por ocorrer…

Setlist

  1. London
    Calling
    : o Clash também tem o seu lado de protesto.
    O Chamado Londrino tem um quê de atrativo.
  2. Brand
    New Cadillac
    : a base com traços de Surf Rock
    traz uma canção caricata e sacana. Um passo adiante
    dos anos cinqüenta se fosse desta época.
  3. Jimmy
    Jazz
    : diversidade musical – vemos agora tendências
    do Ska, e uma quase parlenda moderna, harmoniosamente
    colocada num vocal desleixado.
  4. Hateful:
    uma brincadeira Punk bem leve, nos moldes tradicionais do
    gênero… Coisa que o Clash ajudou a fundar também.
  5. Rudie
    Can’t Fail
    : sinto algo de latino nessa canção.
    E, se não me engano, eles são ingleses… Será
    o instrumental diferenciado?
  6. Faixa de Destaque Spanish Bombs: canção
    “alegre”, para os dias de se estar de bem com a vida.
  7. The
    Right Profile
    : fale a verdade…
    Não foi uma intransigência do Summer colocar uma
    voz assim na canção, e o pior, deixa-la ainda melhor
    do que se não o fizesse?
  8. Lost in
    the Supermarket
    : existe uma maneira de se fazer Punk
    romântico? Não! Recorre-se a baladas mais leves, tais
    como a que se apresenta.
  9. Clampdown:
    aqui, não há muita inovação, para um
    álbum que apresentou sugestões incríveis de
    direção musical.
  10. The
    Guns of Brixton
    : outro Ska, recheado de efeitos sonoros,
    groovin’ e um ar pouco ortodoxo.
  11. Wrong
    ‘em Boyo
    : simplesmente, um artefato musical propício
    para uma festinha de alguns bons amigos.
  12. Death
    or Glory
    : aqui vemos alguns traços delineados da
    banda para o princípio do movimento Post Punk que
    viria a surgir alguns anos adiante.
  13. Koka
    Kola
    : a canção de protesto sobre a mistureba
    liquida ácida. Mais uma jogada incisiva da banda!
  14. The
    Card Cheat
    : instrumental efusivo e a música de
    grande amplitude do álbum até aqui, graças aos
    teclados.
  15. Lover’s
    Rock
    : uma baladinha descompromissada.
  16. Four
    Horsemen
    : mais um na linha do Punk Rock, com as suas
    particularidades, mas não é nada que impressione.
  17. I’m
    Not Down
    : todo álbum têm uma canção
    em que a ênfase está na percussão. Eis neste uma
    dessas.
  18. Revolution
    Rock
    : levadas caribenhas latentes e permeando toda a
    canção. E as sacadinhas vocais trazem fôlego
    para o álbum.
  19. Train
    In Vain
    : a lembrança de uma amiga – versão
    de uma outra banda que caiu como uma luva nas mãos do Clash,
    e cai bem nas mãos de outras bandas que ousem fazer suas
    versões dela.

Inovação ao Punk Britânico

Com toda a propriedade dos acordes básicos, mais as influências diversas…

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Technorati Marcas: ,,

Nota The Clash:Clampdown


Contando um segredo Aguardem em breve por uma publicação especial dos nossos três anos.

Resenhas Filosóficas: Nove

Pois que Corpo e Alma São Íntimos

Resumos de livros. Fontes:

 Email
Descartes, René;

As Paixões da Alma /
Cartas

ISBN 85-351-0712-6

(Les Passions de l’Âme
/ Lettres)

In Os Pensadores, 3ª Ed.,

Ed. Abril, 1983


Email Ibiúna, domingo, 31 de maio de 2009

Todo o procedimento do
pensamento cartesiano proposto nas obras anteriores, agora se centra
na dicotomia das substâncias que compõem o ser. E o
autor apropria-se do seu método e a partir deste, propor a
fisiologia encadeada do funcionamento corpóreo, relativo a si,
mas em busca de seus efeitos, e não concorrer com as causas –
visualizando a imprevisibilidade humana; caso contrário, a
propriedade do livre arbítrio não é garantida. –
Munido deste conceito, a análise faz da obra um elo entre o
comportamental e a filosofia.

De um formato bem
pessoal, o autor passa dos conceitos de paixões primitivas, às
mais complexas. Na busca pelas respostas deste comportamento humano,
cujo estudo perdeu valor apenas para as ciências biomédicas,
que estão – em caráter hipotético – querendo
atribuir cada um destes comportamentos a simples e meras reações
químicas, retendo toda a capacidade do ser de se conhecer e o
mundo ao seu redor a padrões ditos mensuráveis.

Encerrando a coletânea,
apresentam-se algumas Cartas, que versam, mais ao ponto pessoal – e
menos inovador – de diversos assuntos cerceados pelos seus
contemporâneos leitores a apreciadores.

Estrutura:
LâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpada

Clareza:
Boca abertaBoca abertaBoca abertaBoca aberta

Conteúdo
contestativo
: ½

Avaliação
final
: EstrelaEstrelaEstrelaEstrela


Nota Allman Brothers Band: Ramblin’ Man

Radar Musical: Trinta e Nove

Radiohead

Hail to The Thief

[Parlophone/EMI, estúdio]


É fácil notar, durante o progresso dessa odisséia musical,
que conforme meus rendimentos foram tornando-se mais escassos, busquei
sugestões musicais pouco convencionais, daquelas
que você possa se surpreender por um bom
período de tempo. E que, passado algum tempo sem ter contato com ela, redescubra coisas incríveis. Com este sentimento,
adquiri – a um salgado preço, deveras – a então inédita obra do Radiohead, superestimada pelo menos entre os roqueiros menos
exigentes. Será que foi tudo isso, afinal? Talvez dez anos mais, possamos saber
o impacto dessas opiniões.

E esta foi uma escolha difícil,
já pelo fato do desembolso, da possibilidade de arrependimento – convém
declarar aqui que outros experimentalismos anteriores não foram bem-sucedidos –
e de outras inconveniências que se me afiguraram no momento. Superadas, no
entanto, deleitei-me quando pude a ouvir com carinho a obra.

E cada faixa mostrou-se surpreendente
para mim. Falavam tanto de OK Computer, de autoria da mesma banda. E,
pelo comprovado, os lances mirabolantes deste álbum eram tão evidentes o quanto
fosse possível. O arrependimento é nulo até
o presente momento. E, posso arriscar, sentiria falta
de adquiri-lo, buscando faze-lo o quanto antes fosse possível, caso naquela
época não o tivesse obtido.

Setlist

  1. Faixa de destaque 2
    + 2 = 5 (The Lukewarm.)
    : defeito da faixa? Não. É intencional.
    Uma extensão do OK Computer, mas com ares de canção de protesto.
  2. Sit Down.
    Stand Up. (Snakes & Ladders.)
    : explorações instrumentais
    evidentes – é impressão minha, ou temos um apelo psicodélico ao melhor estilo
    da banda?
  3. Sail to the
    Moon. (Brush the Cobwebs out of the Sky.)
    : um elemento bem
    colocado no conjunto – o teclado – conjuntamente com uma suave melodia vocal.
  4. Backdrifts.
    (Honeymoon is Over.)
    : como a banda consegue fazer uma levada
    pop com instrumental eletrônico e terminar com um resultado completamente
    diferente?
  5. Go to Sleep.
    (Little Man being Erased.)
    : um novo elemento – acústico –
    confere suntuosidade a essa obra-prima, mesclado com ataques de guitarra e
    outras coisinhas diversas.
  6. Where I End and You Begin. (The Sky is
    Falling in.)
    : mais experimentalismos – na cadência do ritmo,
    nos elementos musicais adicionais – com mais tradicionalidade – o vocal que não
    modifica muito – mas ainda mantém a linha contestante do álbum.
  7. We suck Young
    Blood. (Your Time is Up.)
    : não esperávamos algo tão tenebroso
    assim…
  8. The Gloaming.
    (Softly Open our Mouths in the Gold.)
    : finalmente, os
    experimentalismos mais extremados foram tragos à tona, em todo o conjunto da
    obra.
  9. There there.
    (The Boney King of Nowhere.)
    : a percussão latejante e gigante
    dá mostras de uma nova obra-prima. E nisso ela acerta.
  10. I Will. (No
    man’s Land.)
    : um teclado e vocais – algo que destoa a essa
    altura do álbum. Por sorte, o “quase estrago” é breve.
  11. A Punchup at a Wedding. (No no no no
    no no no no.)
    : algo de mais alegre no álbum [Espera! Existem
    coisas alegres em se tratando desta banda?].
  12. Myxomatosis.
    (Judge, Jury & Executioner.)
    : comicidades – e mais
    experimentalismos!
  13. Scatterbrain.
    (As Dead as Leaves.)
    : com ares de romântica, bem ao estilo da
    banda.
  14. A Wolf at the Door. (It Girl. Rag
    Doll.)
    : embora menos experimental, o apelo do lírico pelo
    protesto eleva a música a uma condição digna de encerrar bem um bom álbum.

Ortodoxo?

Nem um pouco…

EstrelaEstrelaEstrelaEstrela e ½



Ouvindo... Radiohead: I Will. (No Man’s Land.)