Radar Musical: Trinta e Oito

Genesis

Selling England By The Pound

[Virgin/EMI, estúdio]


Uma das carências
que possuía no tocante à música
progressiva
era de qualquer banda que não fosse
necessariamente Pink Floyd e Jethro Tull. Não que as odiasse.
Pelo contrário: as estimo muito até os dias atuais. Mas
em vista de algo originalmente progressivo,
deparei-me em uma espécie de sebo de
discos
este álbum, sem uso, por modestas quinze
pilas
. Nem precisa dizer o quanto a oferta foi tentadora.

E minhas expectativas
não foram em vão. Além de um trabalho gráfico
de capa que você dedica alguns minutos a olhar – limpo,
conciso e artisticamente chamativo –, o conteúdo tem o seu
peculiar, natural do estilo. Disse não
muito tempo um veterano Punk que quanto mais você ouve a sua
contemporaneidade, cada vez mais você vai para a ortodoxia.
Assim esse álbum se me demonstra.

E, por fim dizer, esse
é um daqueles álbuns que me remete claramente aos
tempos vigorosos das minhas andanças
pelo centro Underground osasquense, e, mais especificamente,
as caras, figuras e personagens existentes em minha vida estavam
encarnados nesta singela aquisição. Estes que, com sua
índole austera
e contestativa colocam um tempero
especial à localidade.

Setlist

  1. Dancing
    With the Moonlit Knight
    : a suavidade contrasta muito bem
    com as pegadas que se apresentam no decorrer desta obra-prima. Ambas
    passam a se sobrepor no decorrer dela.
  2. Faixa de destaque I Know What I
    Like (In
    Your
    Wardrobe):
    uma leve suntuosidade; uma música animada; uma história
    alegre.
  3. Firth
    of Fifth
    : quem disse que obras tendenciosas ao Rock,
    principalmente as progressivas, não soam bem com um piano e
    com uma atmosfera de metais bem colocada?
  4. More
    Fool Me
    : uma amostra do futuro do Genesis, numa primorosa e
    bela canção, com ares de acústico.
  5. The
    Battle of Epping Forest
    : um épico em formato de
    suíte musical – os teclados mais uma vez são
    coadjuvantes nesta história, e a narrativa envolvente.
  6. After
    the Ordeal
    : um instrumental maravilhoso, no qual muito bem
    poderia ser encaixado um vocal.
  7. The
    Cinema Show
    : nova suíte musical – bem composta, de
    modo a não se tornar um padrão repetitivo, através
    do uso das flautas transversais, das entonações vocais
    de Peter. As seções instrumentais estão bem
    distribuídas entre as seções cantadas, e a
    cadência musical ascendente é supervalorizada.
  8. Aisle
    of Plenty
    : e, para terminar, uma breve retomada à
    uma semelhante à primeira canção, como se fosse
    um convite de ouvir todo o conjunto novamente, e ao mesmo tempo,
    dizer adeus.

Surpreendente?

Por ser ortodoxo e diferenciado ao mesmo tempo…

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Ouvindo... Genesis: The Battle of Epping Forest

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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