Resenhas Filosóficas: Três

É Tudo uma Questão de Definição?

Capa de livroResumo de livro. Fonte:

Email Nietzsche,
Friedrich;

A Genealogia da Moral

ISBN 85-7556-665-2

(Zur Genealogie der Moral)

Ed. Escala, 2007


Email Ibiúna, quinta-feira, 12 de março de 2009

A questão primordial, desde
tempos remotos na filosofia, é definir a veracidade e a
idoneidade do conceito de bem, de mal, do conveniente e do
incoveniente sobre a espécie humana. O autor, como de seu
costume, coloca à mesa estas questões novamente em
xeque, mesmo que à sua maneira, impingente e estarrecedora.

É fácil fazer a análise,
utilizando-se de cadeias lógicas de pensamento entrelaçadas
e delas concluir que o conveniente ao homem é o exercício
do mal. Mas convenhamos que este é apenas um filósofo
que implica nas conseqüências do ato em si sob o uso
próprio – talvez até possua a razão, mas nos
traços da coletividade, ao menos fere o bom senso.

Traçar poeticamente as questões
propostas na obra oferece aforismos – próprios do autor –
cuja beleza prolixa põe em evidência a validade
filosófica de tais conceitos. Afinal: prover-se do sofrimento
é um benefício a si próprio?

Estrutura: LâmpadaLâmpadaLâmpada e ½

Clareza: Boca abertaBoca abertaBoca aberta e ½

Conteúdo contestativo:
BravoBravoBravoBravo

Avaliação final:
EstrelaEstrela e ½


Não estou ouvindo músicas agora…

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Radar Musical: Trinta e Um

Deep Purple - Fireball Deep Purple

Fireball [25th Anniversary Edition]

[Harvest/EMI, Estúdio]


Agora, retomando com toda a certeza a ordem das aquisições, vejo-me em um divisor de águas, do qual este álbum faz parte. A ocasião: última semana de atividades dos longos onze anos escolares. O dia da compra: uma chuva tenebrosa ameaçando cair sobre a cidade. As atividades a serem feitas: oficinas de arte diversas – pinturas, música, dança [certeza? Bom, eu escolhi pintura]. Enfim, dias que pude me lembrar com propriedade.

Lembrar-me dos velhos colegas, ali pesentes aquele ano… Relações de amor e ódio. Quem vai entender?

O álbum, em si próprio, constitui um material comemorativo. As bandas de Hard Rock sempre chamaram a minha atenção, e até hoje, eles são uma das minhas audições preferidas.

Setlist

  1. Fireball: a levada Blues, típica de um Hard Rock – nada melhor pra começar…
  2. No No No: os contrapesos entre os arranjos misteriosos, os teclados e a cadência ritmada do refrão. Mas a disposição de duração torna o trabalho maçante.
  3. Demon’s Eye: apesar da "leveza" do instrumental, a letra traz obscuridades nítidas…
  4. Anyone’s Daughter: alguém sentiu uma tendência para o country ou só eu?
  5. The Mule: o padrão do Hard Rock estava se perdendo… Esta canção veio para recuperá-lo, com direito a ousadias instrumentais.
  6. Fools: agora o vocal adquire propriedade de uma canção de peso.
  7. No One Came: instrumental e vocal parecem fazer ganhar a levada de peso que o álbum finalmente procurava ter.
  8. Faixa de destaque Strange Kind Of Woman [Remix ’96]: irresistível!
  9. I’m Alone [B-Side]: uma retomada ao clima dos teclados no melhor estilo Hush.
  10. Freedom [Out-Take]: um prenúncio do futuro não muito distante das canções que virão em outros álbuns. Por que cargas d’água não foi incluída no original?
  11. Slow Train [Out-Take]: seguindo a tendência dos instrumentais pesados e abuso dos teclados, puxados ao Blues.
  12. Demon’s Eye [Remix ’96]: a mesma canção da 3ª, sem muitas mudanças – talvez a extensão de um solo.
  13. The Noise Abatement Society Tapes: Midnight In Moscow / Robin Hood / William Tell
    Capacidade comprovada em fazer releituras de composições clássicas na guitarra e nos teclados.
  14. Fireball [Take 1, instrumental]: a mesma que a 1ª, sem a voz e com a diferença de um ou outro elemento.
  15. Backwards Piano: solos de piano distorcidos.
  16. No One Came [Remix ’96]: idêntica a 7ª. Por favor, alguém pode dizer qual é a diferença nessa versão remasterizada?

Instigante e Completo

Para um álbum de Hard Rock, este compreende um justo diferencial.

starstarstarstar


Technorati Marcas: ,,

Ouvindo... Deep Purple: Freedom [Out-Take]

Resenhas Filosóficas: Dois

Interesses por Todos os Lados

Capa de LivroResumo de livro. Fonte:

Email Maquiavel;

Belfagor, o Arquidiabo / A
Mandrágora

ISBN 85-7556-867-1

(Belfagor
Arcidiavolo
/ La Mandragola)

Ed. Escala, 2007


Email Ibiúna, domingo, 8 de março de 2009
Estas duas obras, contidas em uma,
representam um texto literário e uma comédia teatral
composta pelo autor. Apesar de versarem reflexões
interessantes, incutem opiniões que geram prejuízos,
quando acatadas acriticamente.

O primeiro, cujo título
assombra, faz uso das culturas greco-romanas e do contexto
renascentista para delimitar o ser feminino como de condição
inferior a que possui, o que, mesmo com o insucesso sofrido pelo
personagem principal, não supre na totalidade as necessidades
da adição de valores a aquele que a lê.

A segunda versa sobre as aspirações
de um homem proveitoso para se apoderar da confiança de uma
família inteira e ter a mulher de um homem ingênuo para
si, utilizando-se de parcas características até do
clero. Nitidamente, apesar da astúcia pouco nobre demonstrada
no decorrer da história, ela garante algum humor inteligente.

Mas em resumo, não se pode
esperar outra coisa de Maquiavel senão a reflexão de
como se obter poder.


Estrutura: LâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpada

Clareza: Boca abertaBoca abertaBoca abertaBoca aberta

Conteúdo contestativo:
BravoBravoBravo

Avaliação final:
EstrelaEstrelaEstrelaEstrela


Ouvindo... PerreoRadio.com (na LAN House)