Resenhas Filosóficas: Seis

Homem e Estado Sob Dois Eixos

Capa de livroResumo de livro. Fonte:

Email Platão;

A República

ISBN 85-7232-398-8

Ed. Martin Claret, 2001


Email Ibiúna, sexta-feira, 10 de abril de 2009

Tomando como base estrutural a reunião entre colegas e um rival, centrados no pensamento filosófico, incumbido pelo autor a Sócrates, o livro versa sobre questões relativas ao Homem – e a Mulher ganha determinado espaço, proposto em termos pela discussão –, ao Estado e ao Mundo constituído da matéria sensível e da matéria ideal. O platonismo deste conceito apresentado, geraria muitos problemas dentre os mais céticos, e esta distância, apesar daqui ser dita o contrário, seria inatingível até o advento do racionalismo.

Constituído superficialmente de normas regulamentadoras cujos valores em tempos presentes tornam-se arcaicos, o autor desenvolveu um modo de agir numa sociedade, do qual cada um ocupa-se do que é melhor para o geral receber pelo esforço individual. A isso, atrela-se a questão fundamental, posta em voga pelos seus contemporâneos, como o ser e o não-ser justo. Sendo esta a discussão primeira, posta pelo embate das idéias socráticas com as premissas sofistas e interesseiras, vencendo a primeira por meio do bom uso do motor dialético humanístico – cujo volteio poderia ser abreviado, se a questão em embasasse nos moldes de constituição filosófica catesiana, abrangente e eliminada de possíveis empecilhos.

Por fim, dentre outras discussões abertas e encadeadas dentro das condições oferecidas pelo momento, o autor consta a Alegoria da Caverna, que bem nos faz a refletir em que, postos numa inusitada situação nova, tomemos plena ciência antes de especularmos nossas impressões.

Pesando todo um histórico filosófico, a intensa sugestão desta obra como prática de leitura proporciona um bom ambiente para tomar conhecimento da filosofia irmã, da que contesta no princípio da modernidade e na refutação da reação hegeliana. Mas consta-se que Platão versou sobre uma honrosa amplitude de conceitos, dos quais poucos filósofos fogem à regra.

Estrutura: LâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpada e ½

Clareza: Boca abertaBoca abertaBoca abertaBoca aberta e ½

Conteúdo contestativo: BravoBravo

Avaliação Final: EstrelaEstrelaEstrelaEstrela


Ouvindo... PerreoRadio.com @ internet

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Momento Poesia

Expediente


Galo da madrugada, soando intermitente
Copo de café, nada de aguardente
O pão com manteiga, potinho de alumínio
A reserva de almoço já nas mãos

Mãos que calejam, sob sol e chuva
Atividade mental, labor de suplício
Denso, leve, dentro de projeções
Condições de contraprestaçãoHora de trabalho

Quatrocentos e oitenta minutos, todo dia
Ou vinte e oito mil e oitocentos segundos
Tempos iguais a todos, em uns, alegria
Em outros, paciência disposta na porta dos fundos

Mas, diga-se de passagem
O ônibus lotado: que viagem!
Mas convenhamos a facilitação:
Sexta-feira, nesta semana, tem feriadão.


PensativoNota Logo, logo, os problemas se resolvem…

Radar Musical: Trinta e Quatro

Eagles - Hotel California Eagles

Hotel California

[Elektra/Asylum/Nonesuch, estúdio]


Agora sim, falamos daquela aquisição que tanto citava há algumas resenhas atrás. O motivo em ter investido em tal produto é conhecer algo além de Hotel California, a canção carro-chefe do álbum [e, por que não, tê-la também em mãos?].

Nesse período, já eu retornava à etapa final do curso do SENAI. E preparava-me, ao mesmo tempo, a conhecer a empreitada no ensino superior. Até aí nenhuma novidade. Nem mesmo as andanças pelo centro da Cidade da Catenária.

Quanto ao álbum, muitos diriam que Eagles é só sua carro-chefe, de todos os seus tempos. Mas este álbum possui seu charme.

Setlist

  1. Hotel California: completa – sem comentários… Mas é lugar-comum, então passemos adiante.
  2. New Kid In Town: agora podemos explorar o álbum. Uma balada leve, mas que indistingue o Country do Folk. Confusão mútua! Mas um resultado final primoroso.
  3. Faixa de destaque Life In The Fast Lane: toques de Rock. Um som que pouco se imagina dos caras de Hotel
  4. Wasted Time: muito lenta para figurar no conjunto, apesar do seu pós-refrão orquestral que procura um feelin’ solto e de um vínculo irreal com música progressiva.
  5. Wasted Time (Reprise): jogo de risco – repetir orquestralmente a mesma canção. Perdemos a noção que este é um álbum de Rock.
  6. Victim Of Love: o padrão que se perdia fora retomado com propriedade justa. Mas nada que surpreenda muito ainda, embora já agrade com os discretos solos. Melhor que os lances anteriores.
  7. Pretty Maids All In A Row: os pianos do princípio denunciam outra saída de tangente discordante da linha de Rock do álbum – sem solos surpreendentes, apenas uma base manjada e exagero de vocais.
  8. Try And Love Again: outra linha intangível entre o Country e o Folk, mas curiosa. Mas ainda não surpreende excessivamente…
  9. The Last Resort: a princípio, a última faixa parece jogar fora todo o trabalho, mas passa a se tornar crescente. Há, num certo momento, a expectativa de algo surpreendente, mas não passa de uma expectativa irrealizada.

Mais do que se Esperava?

A disposição das faixas prejudica concretamente a audição do álbum. Jogar Hotel California logo de primeira cria expectativas inalcançáveis pelo resto do álbum.

starstarstar e 1/2


Technorati Marcas: ,,

Ouvindo... Eagles: Wasted Time (Reprise)

Resenhas Filosóficas: Cinco

“Para o Bem Geral” da Humanidade…

Resumo de livro. Fonte:

 Email
Stuart Mill,
John;

Utilitarismo

ISBN 85-7556-878-7

(Utilitarianism)

Ed. Escala, 2007


Email Ibiúna, sexta-feira, 20 de março de 2009

Conforme as leituras passadas, vemos
que a presente é alvo das críticas do filósofo
alemão, o qual colocava em xeque todos os principais pontos
abordados nesta obra. O conceito de bem ou mal, invariavelmente
extrínseco a quaisquer opiniões, está
intimamente ligada à felicidade.

Conceituar as necessidades humanas
acerca das coletividades constitui um dos maiores chavões,
mesmo para os dias atuais, dos pensamentos filosóficos, quer
se deseje chegar aos mesmos lugares-comuns, ou buscar horizontes
inexplorados. Estando nos lugares-comuns, o autor buscou enfatizar de
modo sucinto como promover a felicidade através do bem geral.

Executar a utilidade, ou seja, buscar a
satisfação em todas as pequenas ações,
constituindo assim como fim a felicidade que se propaga no meio
social, constitui e denota um valor que, por si só – e não
necessariamente em sua essência – ganha características
de cunho universais – quer queira ou não.

Estrutura: LâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpada

Clareza: Boca abertaBoca abertaBoca abertaBoca aberta

Conteúdo contestativo:
Bravo

Avaliação final:
EstrelaEstrelaEstrelaEstrela


As músicas que ouço, só em casa agora, na edição dos radares musicais… Se eu estivesse ouvindo algo, seria uma rádio da internet.

Radar Musical: Trinta e Três

Aerosmith - Greatest Hits Aerosmith

Aerosmith’s Greatest Hits 1973 – 1988

[Columbia, coletânea]


Esta não era propriamente a aquisição que fiz em conjunto com a anterior. Na realidade, tinha sido o clássico Hotel California dos Eagles em um sebo de usados, mas que no dia seguinte me senti obrigado a trocar, pois o CD pipocava. E, como o álbum em questão dos Eagles era outra cobiça minha, decidi-me por adquirir um novíssimo, conjuntamente com essa troca. Assim, por considerações, este álbum aqui vêm de antemão por ser uma compensação pela troca.

Já, nessa época, a saber, cuidava-me de saber do princípio das atividades na faculdade, à qual por mérito de classificação havia recebido um benefício. Já me preparava para deixar o meio industrial. Uma decisão saudável para que eu não absorvesse ojeriza do ambiente profissional – o qual, na realidade, não empenhei esforço para me acostumar.

Custa, também, muito antes das costumeiras aquisições de álbum, constar que já tive uma senhora prévia audição desse álbum em questão, por empréstimo de um amigo dos anos prateados de escola. Álbum do qual fiz muito gosto em ter.

Setlist

  1. Drean On: apesar da mensagem ser positiva, o clima da canção é tão sombrio e melancólico…
  2. Mama Kin: cadência rápida, nua e crua, como um bom Hard Rock veranil sugere.
  3. Same Old Song And Dance: ah… Os toques de Blues
  4. Seasons Of Wither: a leveza de uma balada que nunca cai num lugar-comum.
  5. Sweet Emotion: a base bem colocada, os solos não se sobressaem, o vocal bem aninhado… Nada muito de novo sob o sol…
  6. Walk This Way: as sacadas sacanas do Blues que remontam os fins dos quarenta e início dos cinquenta.
  7. Big Ten-Inch Record: a potência vocal e os metais de sopro confrem um clima bacana de Jazz.
  8. Last Child: os solos são um incidental destaque. A colocação vocal um intencional objetivo.
  9. Back In The Saddle: até aqui, a que teve maiores pretensões de ser um Metal.
  10. Draw The Line: animação…. Mas até aqui, nada de muito diferente do que já foi visto, exceto pela evolução vocal.
  11. Faixa de destaque Kings And Queens: fosse um pouco mais grave nas linhas de baixo, seria um perfeito metal, mas quebra galho como uma boa canção expurga-males.
  12. Come Together: uma releitura conveniente de um clássico dos Beatles [alguém lembra do comercial de margarina?].
  13. Remember (Walking In The Sand): segue a linha de Dream On e Kings and Queens no princípio; mas ganha propriedade como uma canção instigante nos trechos do refrão. E assim fica se alternando…
  14. Lightning Strikes: finalmente! Linhas de base e de guitarra que trazem genuinamente uma canção Hard Rock, com direito à performance vocal de Tyler ao máximo.
  15. Chip Away The Stone: trovadorismo nas linhas mais Hardies, soando a um Country.
  16. Sweet Emotion (1991 Thoener Remix): a 5ª, mais alguns experimentalismos de mesa de som sintetizados…
  17. One Way Street (Live): uma energia maior parece engrandecer as apresentações ao vivo – o público. E toda a performance vocal arranhada confere um feelin’ gigante para a música.

"Maneiro…"

Seleção bem colocada. Cada coisa colocada em seu lugar, sem que o produto final fique maçante, mas…

starstarstar e 1/2


Technorati Marcas: ,,

Ouvindo... Aerosmith: Sweet Emotion (1991 Thoener Remix)

Resenhas Filosóficas: Quatro

Fragmentos Acerca do Ser

Resumo de livro. Fonte:

Email Nietzsche,
Friedrich;

Aurora

ISBN 85-7556-866-3

(Morgenröthe)

Ed. Escala, 2007


Email Ibiúna, quarta-feira, 18 de março de 2009

O homem sujeita-se a valores pela
conveniência ou por uma definição que se perpetua
por uma prática unilateral de tradição, cuja
alternativa não se apresenta pelas gerações mais
vividas sobre as menos vividas? O autor justifica a segunda tese
através de mais de quinhentos fragmentos versando sobre
assuntos concernentes a isso.

Contestar valores triviais em nossas
realidades pode gerar dois caminhos distintos, ao se impor uma luz
sobre a análise delas: ou verifica-se a certeza das hipóteses
levantadas, ou observa-se uma incoerência diante do fato e da
especulação – e a obra encontra-se sob essas duas
sentenças.

Compor um traço acerca da
atuação do homem sobre si e no relacionamento com
outrem consiste uma tarefa sensível da qual o autor desejou se
propor – e que, mesmo após um primeiro choque visual, vale a
pena ser relido.

Estrutura: LâmpadaLâmpadaLâmpadaLâmpada e ½

Clareza: Boca abertaBoca abertaBoca aberta

Conteúdo contestativo:
BravoBravoBravo

Avaliação final:
EstrelaEstrelaEstrela


Oh… Sem músicas! O aparelho de MP3 está com um sério problema…

Radar Musical: Trinta e Dois

Elton John - Greatest Hits '70 '02 Elton John

Greatest Hits 1970 – 2002

[Mercury/Rocket/Universal, coletânea dupla]


Pois bem, querida comunidade internética. Falamos agora do ano de 2005. Janeiro, e a irresistível "oferta" de adquirir essa dupla coletânea, visto o gosto que os professores de eletrotécnica do SENAI estavam sugerindo a mim, fiz-me abdicar de poupar dinheiro e investir pesado neste em questão.

Até lembro muito bem da ocasião – e todos os álbuns daqui para frente possuem uma história mais pessoal a se contar – que ao me dirigir para minha sempre querida escola de Ensino Médio, próxima da ponte da Catenária, reencontro uma amiga que também ali ía para recolher, assim como eu, seu histórico escolar para prosseguir no Ensino Superior.

Não tão logo chego em casa, a disposição para auditar o álbum era imensa, que mal esperava que a chuva que quase me surpreendera na chegada terminasse. Para bem ouvir este duplo, e de quebra mais uma aquisição, que por fim foi render em duas – sobre isso, vide as duas próximas resenhas musicais.

Mas em questões financeiras, a coletânea em questão fez valer sem hesitação todos os centavos nela empreendidos.

Setlist

Primeiro CD

  1. Your Song: a suavidade dos primórdios de carreira, o piano, os arranjos típicos de uma música pop
  2. Tiny Dancer: o orquestral faz-se valer de uma canção alegremente melancólica.
  3. Honky Cat: o clima de joguete infantil é o maior barato!
  4. Rocket Man (I Think It’s Going To Be A Long, Long Time): uma vaga lembrança de Space Oddity, do David Bowie… Não acham?
  5. Crocodile Rock: um rock a la piano animado. Mas as apresentações ao vivo desta são mais animadas.
  6. Daniel: balada melancólica. Daquelas que todo mundo depois pensa em gravar.
  7. Saturday Night’s Alright For Fighting: agora, sim! Vemos rock animado de verdade!
  8. Goodbye Yellow Brick Road: a atmosfera melancólica é uma constante nas canções de Elton.
  9. Candle In The Wind: apesar de não parecer, é uma das versões mais alegres e bonitas dessa canção – ouça a de 1997 para saber do que falamos.
  10. Faixa de destaque Bennie And The Jets: uma versão ao vivo – envolvente, instigante, completa para levantar a moral em um show.
  11. Don’t Let The Sun Go Down On Me: o clima de uma canção dor-de-cotovelo, sempre crescente e pomposo, é notável de longe nessa faixa.
  12. The Bitch Is Back: mais uma daquelas canções alegres – porém sacanas – para quebrar o gelo.
  13. Philadelphia Freedom: em uma simples expressão – pra levantar a moral e o astral; uma canção upbeat.
  14. Someone Saved My Life Tonight: retomando o clima dos pianos e das canções românticas, mas sem perder a qualidade do todo, com toda a sua grandiosidade.
  15. Island Girl: um clima instrumental diferenciado. Uma canção própria para dias ensolarados.
  16. Don’t Go Breaking My Heart (With Kiki Dee): quer uma canção para figurar entre as dez mais animadas de todos os tempos? Por que então não inclui essa?
  17. Sorry Seems To Be The Hardest Word: uma canção gelada, demasiado melancólica, que encerra a metade da peregrinação pelos sucessos de Elton.

Segundo CD

  1. Blue Eyes: até aqui, uma das canções mais "padrão" de todo o conjunto. Não que seja ruim, mas o artista já demonstrou coisas mais completas.
  2. I’m Still Standing: os teclados conferem um clima praieiro para a canção [também, para quem viu o clipe].
  3. I Guess That’s Why They Call It The Blues: a evolução musical é evidente, mesmo com elementos já conhecidos como uma leve percussão e piano.
  4. Sad Songs (Say So Much): apesar do lírico e do título dizerem o contrário, a canção não é tão dor-de-cotovelo e melancólica assim…
  5. Nikita: a suavidade de uma canção que traz à tona – em um clipe – uma história de amor platônico [eu acho].
  6. Sacrifice: a canção com uma atmosfera alienígena – familiar [coisas pessoais] e uma história contada com bastante feelin’.
  7. Faixa de destaque The One: a canção apoteótica, grandiosa em todas as suas nuances; um lírico incrivelmente romântico – combinação perfeita.
  8. Kiss The Bride: animada, mas não chega aos padrões corriqueiros do Elton como pudemos ver em eras passadas.
  9. Can You Feel The Love Tonight?: combina bem com o filme ao qual foi pertencer.
  10. Circle Of Life: grandiosa, linda e completa. E ainda versando sobre a vida! Nada mais animador.
  11. Believe: cadência fixa. Instrumental bem dosado. Combinação sóbria, porém agradável.
  12. Made In England: tendências modernas do pop.
  13. Something About The Way You Look Tonight: novamente mais uma das classicidades ao molde das antigas.
  14. Written In The Stars (With LeAnn Rimes): um belo dueto. Emocionante, suave.
  15. I Want Love: chegamos aos tempos mais presentes – a maturidade vocal e musical, sem perder no entanto as características do passado.
  16. This Train Don’t Stop There Anymore: uma balada pop dos tempos recentes – realmente, Elton John jamais perde a sua forma.
  17. Song For Guy: um longo solo de piano e algumas palavras – receita rebuscada de anos anteriores para encerrar a longa empreitada.

Prima pela Qualidade

Apesar de serem dois CDs bem preenchidos em tempo, a seleção é impecável, respeitando praticamente a cronologia da obra.

starstarstarstar e 1/2


Technorati Marcas: ,

Ouvindo... Elton John: Honky Cat