Radar Musical: Vinte e Nove

R. E. M. - The Best Of In Time '88 '03 R.E.M.

In Time: The Best Of R.E.M. 1988 – 2003

[Warner, coletânea]


Estamos já num momento de 2004 em que as coisas eram consideradas divertidas, e o clima pesado do início do ano se dissipava aos poucos. Os trabalhos estavam fluindo por todos os lados, e as expectativas sobre os tempos vindouros estavam abrandando. Assim era o quadro pessoal quando da aquisição deste álbum.

Este, em específico, faz-me lembrar de uma colega que tinha, nesse período, algumas aspirações absurdas e pretensiosas demais para uma estudante de ensino médio – embora, convenhamos, ela podia realizá-los e muito bem -, mas acima de tudo, é alguém em que podemos depositar confiança notável. Lembranças a ti, Fernanda.

Bom… Deixemos de pessoalidades, e tratemos do trabalho em si. O R.E.M. é uma daquelas bandas que sempre dá gosto de ouvir em todos os momentos, sem deixar-nos abatidos nem enfadados com suntuosidades, nem esperançosos por causa de um repertório limitado: eles sempre se reinventam.

Um notado detalhe nesta coletânea é que são considerados apenas os destaques da banda na era da gravadora em questão. Há uma fase, anterior e ainda mais criativa, que muito bem podia estar contida nesse álbum, recheando ainda mais nosso paladar trovador.

Setlist

  1. Man On The Moon: primorosa balada, com todas as suas nuances.
  2. Faixa de destaque The Great Beyond: como pode uma canção ser tão alegre e melancólica ao mesmo tempo?
  3. Bad Day: a complexidade lírica desta canção é notável. Uma prova evidente da capacidade da banda.
  4. What’s The Frequency, Kenneth?: mais uma vez, toda a pomposidade despretensiosa em fazer canções alegres.
  5. All The Way To Reno: contrapesos bem definidos, constituindo uma obra leve.
  6. Losing My Religion: a levada acústica e os bandolins são fatores determinantes neste lugar-comum da banda.
  7. E-Bow The Letter: a canção mais complexa, mais zen e, não por isso, menos merecedora de elogios.
  8. Orange Crush: um convite irresistível a se animar.
  9. Imitation Of Life: ode à alegria do século XX.
  10. Daysleeper: suave, muito suave… quase de ninar.
  11. Animal: a atmosfera instrumental grandiosa junto a um lírico simples resulta numa perfeita sincronia musical.
  12. The Sidewinder Sleeps Tonite: o potencial vocal de Michael Stipe é posto à prova nessa canção – e acaba por sair dele aprovado.
  13. Stand: comparável a uma alegre cantiga de roda, pela cadência ritmada e pelos ímpetos de alegria.
  14. Electrolite: uma balada padrão, mas que desmerece em nada frente a todo o conjunto dantes apresentado.
  15. All The Right Friends: uma rápida e efusiva tacada de mestre, em se tratando de músicas para animar.
  16. Everybody Hurts: eles também sabem fazer românticas baladas expurga-males.
  17. At My Most Beautiful: piano, leve percussão e um discreto uso do vocal – receita perfeita que a banda também sabe fazer.
  18. Nightswimming: outra receita contendo piano, encerrando longos setenta e cinco minutos de uma seleção musical bastante equilibrada.

Complexo e Criativo

Seleção perfeita. Mas, por ser uma seleção…

starstarstarstar e 1/2


Technorati Marcas: ,

Ouvindo... R.E.M.: At My Most Beautiful

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