Radar Musical: Vinte e Cinco

Chemical Brothers - Singles '93 '03 Chemical Brothers

Singles 93 – 03

[Virgin, coletânea dupla]


Outro motivo que pode levá-lo a comprar algum álbum é justamente um videoclipe que você tenha adorado. Com esse aqui foi assim por causa de The Golden Path, com seu clipe hipongo e bem colorido.

Além do mais, eu precisava de uma referência no eletrônico, e neste gênero, não há meio termo: ou se faz bem feito, ou não se faz direito.

Um dos poucos nomes que conhecia da eletrônica eram os Chemical Brothers, cuja psicodelia eletrônica faz toda a diferença no mundo da música sintética. Há quem arrisque-se a chamá-los de membros de Rocktrônica, mas acho que isso é um exagero.

Para todos os efeitos, busquei a versão dupla [há a simples], para ver também o que o complemento reservava.

Setlists

Primeiro CD

  1. Song To The Siren: talvez essa faixa explique o porquê de ser rocktrônica…
  2. Chemical Beats: um trabalho mais espacial.
  3. Leave Home: um retrato confuso, mirabolante, esdrúxulo da "loucura" musical.
  4. Setting Sun: a "viagem sem volta" ao mundo do inalcançável e da "absurda insanidade" pode ser deduzida a partir desta parceria com o vocal do Oasis.
  5. Block Rockin’ Beats: idem à 1ª. E talvez o faça assim com maior propriedade. Feita sob encomenda para uma grande rave.
  6. Faixa de destaque The Private Psychedelic Reel: o máximo produto psicodélico apreciado por um simples ouvinte. Se esse trabalho fosse concebido nos idos dos sessentas, hoje talvez teríamos coisas ainda mais insanas, dignas de fazer-nos enlouquecer só de ouvir.
  7. Hey Boy Hey Girl: a faixa anterior pode interferir na apreciação do restante do álbum, mas esse trabalho continua tendo um toque de insanidade.
  8. Let Forever Be: o upgrade de Tomorrow Never Knows provém o segundo melhor trabalho psicodélico do conjunto até aqui.
  9. Out Of Control: tende mais ao trance, mas possui seus acessos ilusórios e irreais de psicodelia.
  10. Star Guitar: idem à 2ª, com mais propriedade.
  11. The Test: a voz do The Verve que futuramente tenderia ao psicodélico permeia uma canção que é um paradoxo à sanidade. Um verdadeiro teste para a paciência.
  12. Get Yourself High: a mistura entre o eletrônico e o hip-hop, algo não muito desconhecido aos nossos ouvidos.
  13. The Golden Path: as vozes do The Flaming Lips encaixam perfeitamente no clima up da canção, encerrando o disco principal.

Segundo CD

  1. Not Another Drugstore (Planet Nine Mix): mais hip-hop que a 12ª do primeiro disco, mas ainda padrão nos dias de hoje com a eletrônica.
  2. The Duke: aqui já percebemos um Chemical Brothers que não é voltado ao psicodelismo.
  3. If You Kling To Me I’ll Klong To You: muito simples e, no entanto, muito obscura.
  4. Otter Rock: canção bem orbital.
  5. Morning Lemon: a característica mais vísivel está nas batidas.
  6. Galaxy Bounce: será que já não ouvi isto antes?
  7. Loops Of Fury: todos os elementos desse trabalho estão corretamente equalizados.
  8. Delik: vibrante sem ser excessiva. Porém, pouco criativa.
  9. Faixa de destaque Elektrobank (Live): trabalho com um sutil apelo sexual.
  10. Under The Influence (Mix 2): apelo de psy bastante evidente.
  11. Piku Playground (Live): o trabalho mais orgástico do duo leva o público ao delírio, e ao fim do trabalho.

Deu pra sobreviver a tanta viagem?

O primeiro disco surpreende, mas o segundo não fica tão impresso na mente quanto o primeiro: desconto de meio ponto. Considerando o famoso desconto por ser coletânea. Temos, enfim:

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Technorati Marcas: ,,

 


Ouvindo... Chemical Brothers: Galaxy Bounce

 

 

 

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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