Radar Musical: Dezenove

Kraftwerk - The Mix Kraftwerk

The Mix

[EMI, remixes]


Como já foi dito, minha curiosidade musical não tinha fronteiras. Sempre fui, desde que realmente me interessei por música, apaixonado por particularidades. Esta é uma delas.

Como já foi dito anteriormente, uma matéria de revistas de curiosidades andou tentando mapear o rock, o pop e o eletrônico, e colocou esta aqui em questão como a gênese da história do eletrônico.

E mais ainda, que a diferença entre o progressivo e o eletrônico, por meio deles, era quase nenhuma.

O Kraftwerk é uma das pérolas que poucos conseguem digerir com saúde. Há quem seja capaz de digerí-los melhor que um Relayer do Yes, que só não é mais indigesto que toda a discografia do Tangerine Dream.

Deixemos esta salutabilidade experimental de lado. Partindo do princípio de que ouvir Kraftwerk é uma experiência incrível, dizemos que eles são elementares. Os passos que deram na música sintética podem ser tão ingênuos quanto os de Chuck Berry no rock’n’roll e os pioneiros de cada espécie de estilo. Mas é necessário que se parta de algo…

Mas confesso que minha admiração por esse trabalho vêm ainda mais da posteridade à sua aquisição. Este foi um dos fundamentais para eu achar que nós somos as máquinas – faixa um -, que nosso amor é numérico – faixa dois – e que nossa vida é biônica [vide as experiências do 35º Fonema], sendo inclusive responsáveis pelo que um dia chamei sadicamente de Chuqueberrismo. Nada mais do que um saudável termo para um conflito profundo de fundamentos pessoais a respeito do funcionamento da realidade e do mundo.

Setlist

  1. The Robots: é densa e longa, cadenciada, mas não por isso, maçante.
  2. Computerlove: os beats, futuramente, elevariam nos nossos conceitos outras canções que dela fariam proveito. [Diga-se Talk do Coldplay…]
  3. Pocket Calculator: um trabalho que imprimiu interatividade nas futuras apresentações do conjunto.
  4. Dentaku: a versão em japonês coloca um up na faixa anterior, com vocoders.
  5. Autobahn: a obra-prima dos primórdios da eletrônica com nova roupagem mantêm-se sempre moderna.
  6. Radioactivity: a canção-protesto sobre nossa exposição à radiação leva nas mensagens e nos toques minimalistas um apelo ao insensibilismo, com direito a código-morse.
  7. Trans Europe Express: eletrônica-padrão. Sem adições de comentários.
  8. Abzug: mudanças de padrões, mas compartilha da mesma opinião da anterior por ser sua seqüência.
  9. Metal On Metal: idem, por ainda pertencer à mesma suíte.
  10. Homecomputer: até aqui, o trabalho que faz uso de mais recursos sonoros criativos.
  11. Faixa de destaque Music Non Stop: a melhor tentativa de música techno por parte desse bando de alemães.

If Bom.Gosto = True? Then…

Trabalho = criativo, sob as condições de ocasião.

Coletânea = apesar de descontar meia estrela, esse desconto é desconsiderado pelos trabalhos ganharem nova roupagem.

starstarstarstar

Else… então você acha que Daft Punk é o máximo? Ponho End If.


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Ouvindo... Kraftwerk: Radioactivity

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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