Radar Musical: Treze

Alice In Chains - Live

Alice In Chains

Live

[Columbia, ao vivo]


Nas minhas primeiras audições de rock, Alice In Chains era uma das bandas que considerava mais viscerais. Mais visceral que isso, acredito que só o Mike Patton, do finado Faith No More. Mas o que me chamou a atenção a essa banda foi uma das músicas presentes nesse álbum. Até onde conhecia, a versão em estúdio de uma música em ocasional tinha um solo inconfundível, inigualável, e que até então, dava nós na veia só de ouvir.

Possa eu estar dizendo isso tudo como fuga do assunto… Talvez sim, talvez não. Após o alegre álbum do Oasis, eu não lembro mais das ocasiões em que adquiri os álbuns que estarão a seguir, tamanha a compulsoriedade de adquirir tudo aquilo que almejava desde os idos de dois mil e dois. Mas saiamos dessa fuga…

O Alice In Chains, com seu vocal tendencioso ao deprimível, mostra-se uma das bandas mais competentes quando o assunto é presença de palco. Isso nenhum grungeiro nega. Todo o conjunto é harmonioso na medida das regularidades das linhas mais pesadas do grunge. E toda a acústica valorizou-se nas quatorze faixas que compõem este álbum, carregadas de expressivas apresentações das lendárias formações que nunca mais voltará em terra – quem conhece a história, sabe.

Setlist

  1. Faixa de destaque Bleed The Freak: início primoroso para o álbum, com todo o poder do baixo de Starr.
  2. Queen of the Rodeo: a mais fiel para o hard rock ou blues, mas que tem suas explosões mais características do grunge mais pesado.
  3. Angry Chair: esta versão é uma das mais instigantes no quesito presença de palco. A presença das cordas é latente. E o medley
  4. Man in the Box: …leva até a clássica e mais cruel canção do conjunto, com aquele solo do qual já havia falado.
  5. Love, Hate, Love: a mais densa em tempo, e portanto, a maior jogada de risco para a seleção. Parece que nunca acaba…
  6. Rooster: a atmosfera da canção contrasta muito bem com a sonoridade do vocal.
  7. Would?: o baixo inconfundível traz uma das versões mais cruas desta outra clássica.
  8. Junkhead: momentos de agressividade e de calmaria tornam dessa esquizofrenia musical uma ótima composição.
  9. Dirt: a sequência das ótimas composições se dá com esta pérola que equilibra todos os seus compostos.
  10. Them Bones: outra fase, outra melodia. E um chute cego que parece ter dado certo, mas só parece…
  11. God Am: os berros do vigoroso vocal fazem da canção ter a equalescência necessária para manter o nível do álbum.
  12. Again: um outro Alice In Chains [calma, é o mesmo…] com uma personalidade díspare, mas que ainda se mantém o mesmo por um elemento indistinguível. Seria este o vocal ou as cordas?
  13. A Little Bitter: uma canção de clamor do sentimento. Esse é o espírito da banda que conhecemos…
  14. Dam That River: o que a derradeira nos reserva? Estruturamente, nenhuma diferença de algumas anteriores. Mas o álbum termina por não cair no conceito, no fim das contas.

Cru o suficiente

Isso é uma afirmação. E, apesar de ser uma coletânea, pelo espírito dos palcos, o produto final ganha um acréscimo.

starstarstarstar e 1/2

 


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Ouvindo... Alice in Chains: Rooster (’93 Live)

  • A prévia de Romeu e Julieta, por discrepâncias de prazos, poderá se compôr de ensaios experimentais nos dias 18, 24 e 25 de novembro, no Espaço Um em Ibiúna, próximo à Anglo e à rodoviária. Ibiunenses e regionados, e pessoas que estiverem de passagem pela cidade, venham pôr suas sugestões em nosso trabalho.
  • Por razões maiores, estarei postando com menos frequência, já a partir de hoje, pelos próximos meses, neste e no 35º Fonema.

 

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