Radar Musical: Onze

Mudhoney - Superfuzz BigmuffMudhoney

Superfuzz Bigmuff + Early Singles

[Trama/Die Young Stay Pretty, EP de estúdio + coletânea]


Raridades musicais: você já se deparou com alguma, e, de repente, não pôde nunca adquirí-la? Foi assim comigo, com alguns álbuns. Não foi com outros. Esse aqui foi um deles…

Não sei mais se tinha visto este marco – não é mais um álbum, e sim um marco histórico – e imediatamente o comprei, mas empreendi muitos esforços para adquirí-lo antes que outro o fizesse. Porquê?

Simples. Esse conjunto EP + coletânea é marco inicial do Grunge, falando-se cronologicamente. Talvez daqui surgiram as raízes do Nirvana. Entendem a importância, meus pequenos?

E a paulada com pegada punk é muito latente neste álbum. Valeu totalmente o esforço financeiro. Criticamente – passados anos – veremos como a preciosidade se sai na sabatina.

Setlist

Coletânea dos primeiros singles

  1. Touch Me I’m Sick: arrebenta! Marco zero da selvageria Seattliana!
  2. Sweet Young Thing Ain’t Sweet No More: guitarra frenética mostrando serviço. E uma voz de bebedeira.
  3. Hate The Police: sujo! Como um bom punk rock. Forte! Como um bom rock pesado.
  4. Burn It Clean: como contrasta uma voz misteriosa e uma bateria bem encaixada.
  5. You Got It (Keep It Outta My Face): agora é a vez de um instrumental menos sujo (nossa! Há um instrumental menos sujo, mesmo?!)
  6. Halloween: a união com Sonic Youth resultou em algo tão Black Sabbath para o conjunto. Espantoso! 

    Superfuzz Bigmuff

  7. No One Has: observa-se uma maturidade musical. Uma necessidade de fazer algo mais organizado, mas sem perder aquela essência suja dos primórdios.
  8. Faixa de destaque If I Think: é uma canção que expurga males? Sim, mas ao lamacento estilo da banda.
  9. In ‘N’ Out of Grace: primeiro, discursemos. Depois, agimos, musicalmente, sob protesto.
  10. Need: talvez a mais musicalmente grunge de todo o álbum, modelando todo o estilo a partir de si.
  11. Chain That Door: a mais punk. Curta, direta, incisiva.
  12. Mudride: pra terminar, nada mais conveniente que uma canção de muita densidade, oculta, que vai progredindo em velocidade…

E então chapa? Fudeu?

E muito! Imundo para quem gosta. Para quem não gosta, não ouse ficar maldizendo seu conteúdo. Melhor esquecê-lo.

starstarstarstar e 1/2



Ouvindo... Mudhoney: Burn It Clean

 

 

 

 

 

Capítulo Cinquenta e Cinco

Ata Número Três

lightbulb Parte integrante do projeto 27L blog-papel


envelope Osasco, quinta-feira, 1 de março de 2007

Novamente à mesa… Folhas de caderno sendo repassadas, pensamentos voltados às exatidões e às aproximações, mas nunca para as estimativas empíricas: assim são as mesas de matemática.

[Deja Vu… Acho que já vi isso antes.]

Calcular a gradiente da função dualmente variável, uma equação de uma circunferência ou uma elipse, a descoberta de um vetor-motriz… Cada coisa interessantemente cabeluda.

Mas hoje nota-se, numa mesa ao ar livre da faculdade a serietude do assunto: o papo fica restrito à linguagem codificada das expressões, igualdades, derivações e integrações que só a Matemática pode permitir a fazer a mágica necessária para mover visualmente esta a um resultado satisfatório.

No entanto, sempre surge umas punk girls para guinar ânimo à mesa. E então alguém espertamente banca o papel de vigilante do método, com um discurso muito retórico e com pouca base na dialética [que saudades da dialetical professora Marcinha].

E nada a ver, mas do lado da mesa passa um pombinho… Talvez ele queira comer alguma pipoca!


Ouvindo... The Commitments: Mustang Sally

Com este artigo, chegamos aos tempos presentes do Vigésima Sétima Letra em papel.

Momento Prosa Poética

Tu


Maçã VermelhaQuem és tu,
que me instiga com teu convite?

Que, num local bem receptivo
onde a festa do vinho alegre
e das frutas abundantes
uma população vive à luz sábia?

Que, recebido pelo anfitrião,
ao qual retribuimos respeito e consideração
cambaleamos ante sua importância
e postura majestosa de abrangência

Quem és tu, que na palavra do chefe,
uma aventura me concede,
e um convite devasso faz,
que me excita, faz sagaz o meu instinto

Não sei meu paradeiro
sei de seus cabelos louros,
tu, mulher nada ingênua,
atiça meu desejo, me consome por inteiro

Igual imagem nunca vi, tampouco conheci
sinto que por ela andei travessurando
mas onde, onde!!! A encontro em qual lugar?
Quem és tu? Não a vi, ao acordar…


Uma correspondência estará mudando minhas noites? Mistério…

Dedicada a uma amiga que sempre deixa suas marcas por aqui.

Prosa inspirada numa emblemática mulher que permeou meus sonhos do dia de hoje, que não a vi, mas a senti, seu sentimentos, como que se ela comunicasse a mim via pensamento. Haverá ela de existir? Isso talvez nunca saberei…


Ouvindo... R.E.M.: Stand

 

Radar Musical: Dez

Jethro Tull - Catfish RisingJethro Tull

Catfish Rising

[EMI/Chrysalis, estúdio]


E, mais uma vez, a exemplo do Pearl Jam, resolvo fazer um bis do Jethro Tull. Por que será? Certo é que a flauta diferencial de Ian Anderson tem um místico encanto.

Digo isso porque este álbum, em especial, personificou-se numa grande amiga dos tempos últimos de escola. Já o possuindo, pude compartilhar com ela todo o potencial deste. Ela amou o tal. Muito mais que o The Essential

E, desde que me empenho em ouvir tal maravilha musicada, lembro desta minha amiga. Hoje só atingível pelas mensagens de internet. São os tempos modernos combinando com canções antigas…

Setlist

  1. This Is Not Love: uma prova que hard rock combina com progressivo.
  2. Occasional Demons: a voz da experiência ocasiona, na verdade, uma irônica, mas marcante canção.
  3. Roll Yer Own: as cordas aqui fazem muito efeito. E aquilo do final? É proposital?
  4. Rocks On The Road: os acordes sobre acordes denotam um bom início. O clima da canção, uma ótima sustentação.
  5. Sparrow On The Schoolyard Wall: finalmente em voga o Jethro Tull de sopro que conhecemos.
  6. Thinking Round Corners: as cordais estão ficando mais orientais… Mas só as cordas.
  7. Still Loving You Tonight: está sentindo o álbum ficar uma espécie de bossa inglesa? Até a voz parece distanciar-se do rock. Mas, ainda assim, garantindo um som maravilhoso.
  8. Doctor To My Disease: oh! Mas quem vemos novamente! O velho rock de volta fazendo balanço!
  9. Like A Tall Thin Girl: instigante canção, por lembrar Fat Man do meu outro álbum deles.
  10. Faixa de destaque White Innocence: hora daquela canção linda, que serviria até de tema de novela, tamanha a sua suavidade.
  11. Sleeping With The Dog: mistério em forma de música. Boa sacada.
  12. Gold-Tipped Boots, Black Jacket And Tie: para cada álbum existe uma faixa que é a sonorização de sua imagem de capa. Esta é uma delas.
  13. When Jesus Came To Play: e, para finalizar em grande estilo, mais uma toada acústica, com o mesmo toque de Jethro Tull de sempre.

Místico, necessariamente?

Latente a magia progressiva britânica.

starstarstarstarstar

 


Technorati Marcas: ,

 


Ouvindo... Jethro Tull: Like A Tall Thin Girl

 

 

 

 

 

 

Trigésimo Quinto Fonema: Ensaio Dois

Fuga


Quando tento subverter a ordem das coisas, elas me subvertem mais ainda!

Saudades de mim? Eu estou de volta, mais surpreso do que das outras vezes…

É que, quando busco conspirar com essa estagnação que permeia minhas dúvidas, ela cria novos níveis de dificuldade para mim.

Como se todas as convenções da lógica fossem transformadas um momento após eu compreendê-las de fato.

Eu estava começando a me acostumar com as regularidades quadradas da existência ativa, quando elas se tornam irregulares novamente.

E então, o dois que antes era claro, tornou-se uma incógnita. A matriz sistemática das idéias possui difícil assimilação, como se tornasse uma matroz tridimensional, ou uma geratriz polidimensional inimaginável. E as mulheres, essas continuaram os mesmos misteriosos elementos de sempre.

E o caminho reto constante acaba sempre por levar até o mesmo ponto de origem… Eu mesmo!


Ouvindo... Deep Purple: Fools

Capítulo Cinquenta e Quatro

Preguiça de Escrever (Adendo III)

lightbulb Parte integrante do projeto 27L blog-papel


envelope Osasco, terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

E depois de mais de um mês tentando, sem êxito, retornar à Matemática, vem aquela dúvida terrível: o que fazer para ocupar meu tempo? [afora cuidar da casa com o vassourão]

Talvez sejam perguntas que possam ser respondidas apenas no mês que vem [ou na próxima escrita, tamanha seja a "grande" freqüência que faço aqui]…

Mas deixemos de lado atos fora de sucesso. Vamos fazer um balanço imaginativo de minha vida. Posso, por mais algum tempo, dar-me ao luxo de acordar um pouco mais tarde, embora isso possa acarretar alguns pequenos prejuízos na minha escala do dia que, além de conter a varreção do nosso reduto familiar, conteria cerca de uma hora e meia de umas práticas pessoais que andei comprometendo-me a fazer comigo mesmo.

Ah… E meu espaço na internet vai só de vento, faltando a polpa. Está meio igualado a um diário particular, pois escrevo, escrevo, e não recebo feedbacks [até aquela época] de possíveis leitores que eu tenha [ou paraquedistas internéticos que lá caem devido a buscas por nome de artistas ou, ainda, do melô do sapinho]. Mesmo assim, não deixo de escrever, mesmo que sejam só um conjunto de palavras organizadas filosoficamente. Sem falar que compartilho gostos musicais e artes minhas no espaço que naquele mundo digital tenho.

E voltando ao assunto "faculdade", hoje, mais uma vez, é dia de consulta com o psicólogo. Estou aqui, entre as mesas na área de convivência, ouvindo o grande Ronnie cantarolar Ivan Lins e a discutir vários assuntos pertinentes à nossa realidade [sem falar das lições e estórias que dialogamos] enquanto meus colegas progridem na Matemática.

E lá vem mais uma daquelas perguntas sem respostas imediatas: quanto tempo levarei para concluir a Matemática? Mas a vida passa, como diz o Ronnie.

E olha que interessante: tem velhos amigos na UNIFIEO. Assim é Osasco, ao lado de uma metrópole e tem mais jeito de cidade de interior… Encontra-se todo mundo no shopping, do outro lado da cidade…


Ouvindo... Deep Purple: Slow Train

Falando sobre A Trágica História de Romeu e Julieta – Prévia

E Outras Coisinhas


Minha nova empreitada no meio teatral está próxima de acontecer.

Em breve, na cidade de Ibiúna, uma adaptação de Romeu e Julieta (William Shakespeare) pela Cia. Una D’Art.

Equipe

Coordenação, direção e orientação: Joaz Campos, Ronaldo Dias e Rogério Santos.

Com: Rita Gutt, Julian Santos e grande elenco.


Citação

A Trágica História de Romeu e Julieta – Prévia

A Trágica História de Romeu e Julieta - Prévia
Promovido por: Cia. Una D’ Art
Data e hora: segunda-feira, 17 de novembro de 2008 às 20:00
Nome do local: Estância Turística de Ibiúna
  Exibir este evento no Windows Live

Estamos na fase de captação de recursos e de pré-estréia. Assim que a estréia definitiva for marcada, postarei imediatamente sobre ela, bem como material de divulgação. Aqui e no evento logo acima.


Lembrei que televisão existe!!!

Outro dia, meu pai – muchas gracias a ele – conseguiu sintonizar a MTV na inversão vertical-horizontal da antena da banda C – sobre o canal xumegas do R. R. Soares!!! – que usamos. E a programação voltou a ficar bacana.

[Até mesmo o grande culto ao emismo diminuiu. Sorte! Mas ainda acho a emissora muito criança pra mim. Vide meu gosto musical…]

É uma pena eu não estar mais na Cidade da Catenária – Osasco – para ver a peruinha do emezão de perto.

A faixa de clipes de manhã é muito massa. Ainda mais pra quem, em breve, vai passar por abstinência de serviço de conexão – o que não caracteriza doença.

Quem não gostou disso tudo foi minha mãe, que deixou de assistir novela global reprisada… E que ganho se tem nisso?


Ouvindo... Jethro Tull: A Passion Play (I)