Trigésimo Quinto Fonema: Ensaio Dois

Mulheres


Hoje sinto que o sinal verde acena pra mim… Acena tão forte que nem vejo minha sombra e fico tão translúcido a ponto de "imitar" a sua cor, mas, espere um pouco…

O que é aquilo que vejo? Cabelos louros acenando ao vento, sutilmente, espalhafatosamente enredados em si. Pele de veludo, roupas macias.

Já me disseram o que seria aquilo. São as tais mulheres.

Mas eu não acredito na existência real de algo tão orgânico no quesito "mulher". Elas não seriam máquinas absortas numa lógica da própria falta de lógica?

Não acredito que isso seja real [pronto! Lá se foi meu dia normal novamente, e eu ficando pendurado em minhas próprias dúvidas novamente].

Eu sei, mas não sei se aquilo seria algo de natureza terrena, ou fora de sua esfera. Chama muito a atenção, traz consigo sentidos de tensão. Outros falariam de vicissitudes óbvias pelo agir roçoso com elas. Foram estas criadas (produzidas) para tal finalidade?

E o pior é que eu, na minha minúscula condição de ponto de vista de um ponto, vejo isto com tanta franqueza que quando compartilho das minhas dúvidas sobre tais assuntos às próprias, estas sentem-se ofendidas profundamente. Chegam a dizer que sou igual a todos os homens. E estes, sei muito bem, sabem onde chegar.

Homem? Acho que além de tudo, as mulheres não estão me enxergando direito. Eu não sou um homem. Só um ponto reflexivo… Eu sou o Rooty, não o argumentador.


Ouvindo... Queens Of The Stone Age: No One Knows

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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