Sobre o Projeto

Desculpem a demora para postar alguma coisa neste espaço… Tenho de administrar um blógue mais idoso também, e faltavam idéias para serem publicadas nos dois. Decidi então esperar que algo palpavelmente interessante viesse em mente.

O que, de certa maneira, ainda não aconteceu.

Mas notei que haveria uma lacuna para quem aqui caísse de sopetão…

Que raios é esse “Trigésimo Quinto Fonema”?

O que nos leva a uma estranha e, digamos, interessante história.

Eram meados de 2005, havia passado por uma crise existencial. Talvez tenha deixado a mente me empreitar num absurdo de teorias acerca de coisinhas vitais (digamos aquelas relacionadas ao Universo), e misturando um pouco de misticismo, pelos 60 anos do lançamento das Bombas Atômicas sobre o Japão. Nessa tinha um projeto literário de ficção em mente, o qual chamaria de “A Nona Revelação”.

Absurdos passados, e recomposto de tantos sinais sem nexos, percebi que era um nome um tanto quanto forte demais.

Meados de 2006… com o medo de atravessar o mesmo problema, e procurando evitá-lo, o tive novamente… Dessa vez estava intrigado com o significado místico das vinte e seis letras e dos números, numa teoria numerológica absurda. Pois bem… confundindo letra com fonema chamei o “aquele que faltava” de “Vigésimo Sétimo Fonema”, compondo o projeto literário semi-ficcional que é parte integrante do meu idoso Brejo do Sapinho.

Ano depois… Agora sem crises! E, sabendo que letras são diferentes dos fonemas, fiz uma pesquisa no intuito de saber quantos fonemas temos na língua portuguesa, tendo a resposta de que são trinta e quatro, o que leva à idéia que devia pensar naquela fonema que não existe… o trigésimo quinto!

Mas, afinal…

O que é o “Trigésimo Quinto Fonema”?

Essa talvez seja a pergunta mais difícil de responder… Mas tentarei.

O Trigésimo Quinto Fonema, estruturalmente, será um protótipo de um projeto literário composto de pensamentos, crônicas, filosofias, enfim… “Picotados” de textos e artigos, publicados por mim e por aqueles dispostos a aderirem a este espaço. Filosoficamente falando, não há uma corrente de pensamento fixa para isto, podendo mudar de acordo com o tempo. Como já dizia Confúcio (ou interpretava-se do que ele dizia), não devemos ser extremistas. Maleabilidade pode ser o termo-base para gerenciar como diversas, distintas e até dissidentes correntes de pensamento possam figurar aqui neste blógue.

O objetivo final do 35F – termo reduzido – ainda é um tanto quanto obscuro e incerto. Seria muito capitalismo canibal obter a partir dele um livro de compilações de maneira forçada. Acredito que se o destino de algumas das melhores histórias que daqui surgirem seja uma publicação, que isso ocorra naturalmente.

O tema para esse projeto talvez não seja fixo… Crônicas como a postagem anterior de cunho reflexivo, histórias de realidade extirpada, releituras de espetáculos cênicos, obras literárias, produções, reduto de poemas, prosas… Até mesmo idéias soltas, talvez um canal expoente de um possível movimento literário que futuramente possa ser conhecido por Virtualismo (se for, gostaria de ter respeitosamente os créditos dessa denominação) ou coisa do tipo.

Por fim, espero que esse projeto seja o que seja, o que for… E como tempo, veremos no que renderá…

music_note The Clash: Lost in the Supermarket

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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