Capítulo Trinta e Cinco

Reticente


"É uma curta idéia… tão incompleta como obras faraônicas.

Avanço um pouco no tempo e venho ao momento presente para fazer uma auto-análise do conceito de visão de mundo que tenho. Mas acredito que será (como muitas outras foram) uma argumentação muito desembasada, pouco significativa e muito lacunada.

Visão de mundo pessoal: presença involuntária para cumprir uma responsabilidade voluntária. A presença é o nascer, a responsabilidade é todo e qualquer outro momento depois do nascer. Cumprir é o ato que justifica o segundo acerca do primeiro, e fazê-lo é o maior estigma da existência humana, que – como já foi dito aqui antes – complica tanto uma questão tão simples.

São os relacionamentos entre as pessoas um dos maiores tabus da incompreensibilidade. Um amontoado de fatores contribuem para a formação de um relacionamento amistoso ou retaliativo, sendo que alguns desses fatores surtem efeitos contrários, mesmo sendo aplicados igualmente, mas a pessoas diferentes.

De fato – e viajando, bem que preferiria que possuíssemos poderes telepáticos, para não ter que presenciar certas ocasiões em que fazemos avesso daquilo que realmente queremos. Assim, a sinceridade seria fator fundamental para que essa responsabilidade voluntária se tornasse mais afável, mais solidária e mais completa em si. Mas, como dizia no princípio do artigo, esse parecer sobre o mundo é uma idéia afirmada sob pinta de reticências…"


Hoje não estou ouvindo músicas…

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