Capítulo Trinta e Oito

Saudade das Saudades

Estrela Parte integrante do projeto 27F Blog-papel


Email Osasco, terça-feira, 19 de setembro de 2006

"Minha sã consciência declara saudades… De quem? Do quê? De Quando?

Pode ser possível agora, neste momento, declarar cada um desses fatores.

O quem: povo do Campesina dos anos dourados de 2002 a 2003, e anos prateados de 2004.

A saudosa minha primeira turma de Matemática da UNIFIEO, tal qual era a formação dela. Uma das saudades mais intensas é de uma querida amiga chamada Wandy [se não me engano], que curiosamente me chamava de beijoqueiro, tal qual é o meu apreço com a mulherada…

O quê: um dos diversos momentos interessantes é o que tive com a despojada da Hellen Sully [nome protegido por razões não tão específicas] cujo primeiro sinal notável de sua existência foram seus inigualáveis óculos de náilon.

Que garota fantasticamente linda, adorável e inteligente!!!

E falar que o nosso primeiro contato foi literalmente ‘puxado’ por parte dela… Se fosse da minha parte ficava só babando por aquele fascínio de garota: acabava ficando sem a prosa, sem o diálogo, sem a discussão…

Pena que não sou mestre nessas discussões… elas acabam me desdobrando. [espero (esperava) que as mulheres não leiam esse trecho (mas vão acabar lendo)]

Quando: existem diversos… os musicados de noventa e cinco, os humorísticos de noventa e oito [da finada Rádio Rock de São Paulo], os já citados anos dourados e prateados. Mas os ‘quandos’ mais nostálgicos são os ‘pôr-do-sol’ [desculpem-me o português] e ver aquele gradiente de azul, branco, amarelo e vermelho sobre o horizonte… inexplicável."


Nota Rush: 2112 Overture

Ética


Ética, s. f. Ciência da moral.

Moral, s. f. Parte da filosofia que trata dos costumes ou dos deveres do homem para com seus semelhantes e para consigo. (do lat. morale)


"Ser ético constitui em ter moral, embora utilize-se esse termo como desígnio para alguém de boa conduta. A moral é um termo-chave, que, em definição léxica parece simples, mas que em tese e prática é muito difícil de ser explicada.

Saber como se portar de maneira idônea perante à sociedade é, via de regra, desejo da massa social. Vivemos em um mundo onde impera uma falsa Ética por parte daqueles que possuem o cajado da administração da sociedade, seja aonde for, e em cada lugar, em um âmbito distinto. Enquanto se vê, no âmbito nacional, uma falsa moral restrita na gestão dos recursos financeiros, fora, vemos o embate entre nações movidos por princípios éticos burgueses e corporativos, ou por fanatismos não-embasados em uma conduta idônea para com as relações globais, ou surgidas no impasse da subjugação da individualidade como nação, coisa oriunda da globalização.

E, diante de exemplos com ausência de Ética, qual o papel do ator em relação à sua conduta moral? Essa é uma questão muito sucinta, pois envolve um fator muito interessante: o ator é um intermédio entre a pessoa com suas crenças, ideologias, condutas e vivências; e uma personagem que tenha esses mesmos quesitos em disparidade. E embora reconheça-se que, no teatro, a vivência da personagem é fictícia, há de se ter muito cuidado em demonstrar sua evolução em cena. Qual será a sua mensagem implícita em seu comportamento ao público? Como essa mensagem despertará um consenso ético e um senso crítico adequado à situação? São questões que exigem do ator uma atitude Polipolarista Dialética em sua desenvoltura em cena, mesmo que sua opinião pessoal seja extremamente distante da necessária.

Essencial é que o ator, em palco, saiba conduzir o olhar da platéia com a perspicácia de originar um questionamento que, inerente à arte, seja motriz do desenvolver de um código de Ética tão idôneo quanto for possível, de acordo com uma Moral, que embora não seja Universal, seja suficiente para contribuir com a felicidade social e, principalmente, pessoal."


Nota Genesis: The Cinema Show

Mudanças

Ora para Melhor, Ora para Incoveniente

Da Redação do BS


Recentemente, o serviço de hospedagem do nosso reduto filosófico e literário passou por algumas mudanças. Todo ano, a equipe do Live Spaces faz uma repaginação do seu leiaute e modifica alguns discretos detalhes de seus conteúdos, tanto para a interface de quem edita seus pôstes quanto para quem os visualiza. Como de praxe, isso anda ocorrendo (pelo que nós notamos) nos meados de julho, e esse ano não foi diferente disso.

Ganha-se em visual, mas em certos casos perde-se funcionalidade. Como vocês podem observar, os grifos coloridos que passamos a utilizar em nossos artigos (sempre colocados pelo nosso Editor Manager) para um "alisamento" textual e uma forma de captura do tema proposto de trechos do texto, não estão utilizando mais as mesmas cores. O que antes contávamos com um laranja, azul brando e pêssego, agora serão traduzidos em vermelho, azul médio e laranja. Isso porque não se encontra mais os tons de cores "oficiais" nos modos de edição das entradas.

Sim, dissemos "modos". Isso porque a linha de produtos Live da Microsoft lançou o Windows Live Writer, um editor de textos simples voltados para edição de blógues, podendo ser utilizado para outros serviços de blógues diferentes do Live Spaces. Basta que o endereço indicado tenha estrutura de blógue e pronto. Nele, também, a paleta de cores disponível é a clássica do Windows, e, sendo ainda um programa em fase Beta, tem alguns detalhes para correção. Como exemplo, além de não permitir customizar cores para texto, não tem a divertida opção de inserir a gama dos emoticons contidos no modo de edição da web. O programa é em inglês, e para baixá-lo, clique aqui.

E, dentre tantas mudanças, um prejuízo fatal da equipe de desnvolvimento do Live Spaces foi o desnecessário "peso" da página de edição de blógues, que prejudica quem ainda não tem a possibilidade de rodar em sua máquina o Windows Vista, foco atual da empresa. E editar (ou pior ainda, revisar) nossos artigos, numa página onde há carência de velocidade e que, às vezes, exige um trabalho árduo de editar código HTML, complicado e pouco prático. Por isso, escolhemos em nossa redação a utilização do Live Writer, e faremos o possível para manter as características que temos de costume em nossos pôstes, como o formato da seção de rodapé "O que estou ouvindo".

Esperamos que nosso leitor esteja ciente disso, e leve em consideração todos os fatores citados acima, na apreciação de sua leitura. Afinal, conta a opinião do nosso público, e isso é o que há de mais essencial em nossos objetivos.


Nota Alice In Chains: Frogs

Capítulo Trinta e Sete

Silenciado

 Parte integrante do projeto 27F Blog-papel.


Como dizia no meu diário, mudaria de assunto. Esse artigo foi uma criação poética feita enquanto esperava minha consulta terapêutica na faculdade.


 Osasco, quinta-feira, 14 de setembro de 2006.

" (…) Emudecidos, insólitos
Calados, omitidos, caluniados
Sobre os gluturantes avarios
Perfazem idos, vindos, desvarios

Caem as moedas sobre os tapetes verdes
Saem os carpetes sobre as mantas verdes
A Amazônia clameja sob nossa flâmula verde"


Adendo: Discussões de Botequim, Sem o Botequim

"Teatro: Escola de Artes.

O assunto de discussão da mesa redonda (sem mesa) agora é um dos mais complexos: Ética! Fica a definição para um momento oportuno em algum dos nossos próximos artigos.

A discussão fica por base em um seguinte conceito: como ator, devemos agir conforme uma Ética. E qual seria a tal?

E observo que a falta de instrução filosófica no ensino médio (em especial, a ausência de no meu último ano) me deixa um pouco alienado, confesso, acerca de certas situações. E eu tenho códigos de análise distintos para tratar determinados assuntos, e os filosóficos exigem um em especial, do qual estou pouco destreinado.

Mas em breve, estarei me agraciando com alguma definição coesa acerca da Ética."


 Genesis: Mama

Bárbara Dialoga: Seis

Título: Será Que Preciso De Um?

Por Bárbara K. Svenska; comentários [], edição e revisão por Terra Preta Piemontense


"Oi queridos… Acredito que sentiram minha falta!

É que essa vida de lojista em Floripa me toma o tempo… E tempo parece que é uma coisa exigida em comum entre todos os ‘Catenarienses’ (essa eu mesmo explico: como o chefinho dita que Osasco é a Cidade da Catenária, então o Osasquense é nascido ali e também tem esse nome… mas até hoje ele não me explicou o que é essa Catenária). O chefinho alguma vez me dissera que desejaria um dia de trinta horas – a exemplo de um banco – apesar de confessar que não faz nada de útil (diga-se: que dê lucro), e que essas horas fossem só de sol.

Bom, mas eu vim aqui para agraciar o espaço do meu conterrâneo e dizer que estou feliz em fazer parte dessa longa história [em termos de internet, um ano é uma eternidade. Isso ela reconhece] e esclarecer algumas coisinhas que amigos meus estão sempre me perguntando…

Primeiro: por que você não tem Orkut?

Eu digo que não acredito muito nessa história que o Orkut aproxima. Para mim, ele é uma excelente desculpa para você estar ausente fisicamente da pessoa e manter contato ‘frio’.

Segundo: por que você não tem seu próprio espaço, blog, ou divulga seu e-mail?

Respondo que simplesmente não tenho muito tempo para gerenciar essas coisas, quanto ao e-mail, é mais uma temerança que mal-intencionados façam uso dele para enviar lixo para mim.

Embora esteja pensando seriamente em abrir meu blog… o que vocês acham? Acredito que seja uma experiência inédita para mim, manter um canal de contato aberto ao mundo para expressar o que sinto e o que deixo de sentir, mesmo que não seja correspondida nos meus pensamentos grafados, por meio dos scraps. Faço minhas as palavras do Terrinha: escrevo simplesmente pelo prazer em escrever.

No mais, ando bem de saúde! Mesmo com o pouco de tempo que tenho, ando aproveitando bem as praias aqui da região. Amigos, não tenho muito tempo pra ir nas baladas, nem tomar um pequeno porre. Acho que estou ficando meio recheada e precisando urgente me empenhar numa dieta para não virar balão. Lá na Rússia era outra realidade, precisava me alimentar fartamente para agüentar as temperaturas rigorosa de inverno, e adquiri esse hábito.

Vou cuidando da minha dieta e mando um ‘até’ a todos que me acompanham."


O editor ouve agora: Wisin Y Yandel: Pam Pam

Informação de utilidade para Bárbara: catenária é uma espécie de curva. A ponte-símbolo da cidade possui esse formato em seu arco.

Polipolarismo Dialético

Porque Precisamos Ser Maleáveis

Esse artigo é um prosseguimento do já publicado "Bipolarismo Retórico".


Dialética, s. f. Arte de argumentar ou discutir; arte de raciocinar; lógica; o diálogo, como método de investigação científica. (do lat. dialectica)


"Do outro lado da esteira das resoluções das problemáticas sociais e humanas materiais está uma espécie de posição que, a princípio, pareça metamórfica e inconsistente em demasiado. Muitos acreditam que pessoas polipolares dialeticistas (termo cunhado por mim mesmo) são aquelas que vão cegamente na opinião dos outros, e se ao acaso surgir alguém que se contrapõe com uma justificativa forte, vão de acordo com a opinião contrária. Estes, na verdade, são dialeticistas inconsistentes.

De uma certa maneira, o Polipolarismo Dialético se embasa no fundamento prático da filosofia hegeliana da construção da idéia absoluta. Mas não da construção da dita idéia, e sim em um argumento que leve em conta duas declarações Bipolaristas Retóricas contrárias e adiciona-se possíveis desdobramentos que surjam a partir dos dois troncos da discussão. Esse argumento, por muitas vezes se utilizar de princípios que até pessoas não-letradas praticam, por não necessitarem de estudos clássicos filosóficos, como o Bom Senso Popular, a Moral Universal e coisas que se aprende no seio da família, às vezes apresenta-se muito simples, o que claramente poderia ser chamado – sem ofensas – de Filosofia de Botequim.

Em resumo e palavras rasas: a massa popular tende a pertencer ao Polipolarismo Dialético. Mas só tende, porque apesar de parecer simples encarar a problemática social e humana nessa corrente de pensamento, ela tem um fundamento que ainda irei discutir com mais detalhes: o Monopolarismo Lógico. Consiste no quê? Obviamente, em uma ‘cartilha’ de princípios básicos que norteiem a avaliação dos fragmentos convenientes e incovenientes, aproveitáveis e descartáveis que uma situação oferece, ainda mais quando é bipolar. Esse conceito é conciliado na prática, não há outra maneira, e (embora não seja estudioso de filosofia) sei que o Confucionismo, o Pragmatismo teórico e algumas outras correntes filosóficas possuem princípios parecidos. O Materialismo Dialético de Marx, numa síntese com o Idealismo Dialético de Hegel, constitui o Polipolarismo Dialético: é ideal, por que procura um lugar-comum para as opiniões divergentes que ali se encontram; mas é realista, porque esse lugar-comum é limitado a premissas praticáveis e estão fincados a ideologias já existentes, que longe estão de constituir uma idéia absoluta.

Enfim, o Polipolarismo Dialético permite, ao contrário do Bipolarismo Retórico, um manejo mais atencioso a tudo aquilo que subentende o ser humano por si mesmo. Mas nem sempre aderir a essa visão de mundo é vantajosa, porque ela bota o humanismo a serviço do homem, ou seja, assuntos fora da esfera da humanidade entram em desacordo, conduzindo a discussão em um dialeticismo inconsistente. Embora o Bipolarismo Retórico coloca somente o homem a serviço do homem, deixando a problemática mais restrita a uma solução radical, a dialética inconsistente acaba por fazer o mesmo quando não é aproveitado no campo correto de pensamento.

Saber ser dialético polipolarista exige tempo, conhecimento e, sobretudo, bom senso e moral para discutir qualquer questão."


 Eagles: The Long Run