Escrevendo Filosofias

A Deliciosa Arte de Anotar, Rascunhar, Tornar Manuscrito…


Escrita, s. f. Coisa que se escreve, arte de escrever; caligrafia; escrituração comercial.

Escrever, v. tr. dir. Representar graficamente por meio de letras (as palavras); compor (obra literária); redigir: escrever uma carta, um livro, um artigo para jornal; assinar. (do lat. scribere)


"Escrever, via de regra, é fundamental. Mas o que se vê são poucas pessoas que tem um costume de realizar a prática constante da escrita por prazer, ainda mais se tratando de internet.

Não quero parecer aqueles colunistas que buscam inesperadas experiências vividas na condução dos seus trabalhos, no lanche da cafeteria próximo das residências de classe média, do novo babado da redação do jornal. Mas, no fim das contas, fico parecendo com eles, e isso é até divertido. Estes buscam sempre cutucar aquele ponto de interrogação escondido atrás da nossa orelha sempre com uma história genial.

Bom… História genial eu posso não ter pela falta de atenção para apropriar-me dos fatos alheios, e memória para transcrevê-los num momento oportuno. E há certas coisas que possamos estar presenciando que nada merece ser levado em consideração. Aí reside uma dúvida pessoal, e nela reside o fator do que hoje tenho a tratar com vocês, comunidade internética: por que escrever?

Eu poderia fugir da responsabilidade dessa pergunta utilizando-me de uma inescrupulosa justificativa parnasiana: o escrever por escrever. Mas com certeza isso não faria satisfeito nosso prezado leitor. Escrever constitui um exercício da capacidade de argumentar, embora dependendo da constância desse exercício podem surgir dois tipos de argumentação: uma limpa, coesa e direta; e a outra, justamente o oposto, muito auto-justificável em si própria, e pouco significativa. E a atividade de escrever proporciona – para o bom escritor – um exercício mental de organizar as idéias.

E, modéstia em uso, acho que mais uma vez, como sempre, ando fugindo do assunto. Ou até que me digam o contrário…

Dizem também que aquele que lê bastante tende a se tornar um sucinto escritor, com todas aquelas características argumentativas de limpeza de discurso já citadas. Isso não constitui uma regra seguida à risca. Eu, no meu caso (e, confesso) não tenho um hábito constante de ler livros, e como você pode ver na lista Explorações Literárias, estou numa leitura, a passos de tartaruga, de uma revista científica, de cunho profundo e filosófico sobre o conceito de infinito, coisa que, mesmo acostumado a trabalhar – apesar da afinidade com as letras, meu objetivo está mais centrado na matemática – faz nós na cabeça tamanha sua complexidade.

Sabemos como é complicado o hábito de ler e tirar proveito disso. Tomando a mim como exemplo, necessito de pelo menos a leitura do mesmo texto no mínimo duas vezes para saber do que se trata. Há quem capture a idéia de relance, na primeira leitura. É uma questão de analisar as entrelinhas da literatura em questão. E, para quem trabalha com teatro, visualizar o subtexto e traduzí-lo numa linguagem corporal e vocal conjunta, coisa que, definitivamente, é digna de parabéns a aqueles que o fazem em uma única tacada.

E, acima de tudo, fazer opinião daquilo que se lê, para ter opinião daquilo que se escreve. Porque (pirando, agora) escrever é anotar sua personalidade no conjunto de palavras: elas expressam o que você é, o que foi, e quais as suas expectativas futuras.

E eu, simplesmente corro atrás de um jornal de vez em quando, para enganchar idéias bacanas e fazer complemento das mesmas quando julgar necessário, e fazer o assunto valer a pena, mesmo que seja só para divertir aqueles ávidos por uma boa leitura.

Pronto… Já falei demais… Agora vou para o meu cafézinho noturno."


Incrível… foi o Winamp que escolheu para tocar para mim…

 Queen: We Are The Champions

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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