A Hipótese da Maçã

São os trinta do segundo tempo: hora de tirar as crianças da frente do PC!


Macieira, s. f. (bras.) Árvore da família das rosáceas, cujo fruto é a maçã.


"Aqui serão esclarecidas, de uma vez por todas, o porquê da minha coluna filosófica levar o nome de Maçãs! O papo é sério!!! Propensos a hiperafetivosfrenia aguda devem ser mobilizados para longe deste artigo: causa choques de idéias que são capazes de causar uma temporã insanidade mental frente à dinâmica de se visualizar o mundo (sei muito bem porque passei por isso, mas já superei).

Desde o princípio, quando o homem revolucionou-se materialmente, com a descoberta do domínio do fogo e da comunicação, começou, sistematicamente, a desenvolver simbologias para se comunicar em seu grupo e dar amplitude a aquilo que (acreditava) sentir e pensar (embora no princípio ainda imperavam os instintos animalescos, os quais não desapareceram em tamanha totalidade nos dias atuais, e a realidade é uma mostra disso). Conforme as necessidades humanas cresciam, o código de comunicação tornava-se mais complexo.

Diferentemente dos animais, que faziam dos seus códigos naturais de comunicação tornarem-se abertos ao menos entre sua espécie, os humanos se retraíam no subjetivismo individual, já que a amplitude do pensamento e a sociabilização que reprimia os comportamentos instintivos começaram a dar margem a polialismos extremados, de tal forma que um simples gesto ganharia diferentes significações entre pessoas de idades diferentes, origens diferentes, e até mesmo entre pessoas que vivem cotidianamente juntas.

Numa busca de sobrepôr-se ao pensamento individual e coletivizá-lo para imposição de doutrinas e dogmas pertencentes a classes dominantes, e isso ocorrera não em um momento mas sim através de uma longa trajetória, buscou-se símbolos universais para expressar-se sentimentos, pensamentos e características peculiares ao mundo humano. A isso dá-se o nome de arquétipos em certas circunstâncias: em outras o conjunto de uma imagem visual ou auditiva (e, em exceção, através de outros sentidos) constitui um símbolo fálico cuja memorização é facilmente assimilada pela pessoa.

Como exemplo, podemos dizer que, mundialmente falando, possa simbolizar ‘amo tal pessoa’; e que tal adição de um elemento possa discriminar um resultado, tipo ‘amo mas não sou correspondido’.

Uma vez que já reconhecemos um arquétipo ou símbolo fálico, podemos falar da maçã propriamente dita. A maçã, presente no mundo inteiro (Pyrus Mallus L.) tem um significado didático mais específico no mundo judaico-cristão, dito como ‘fruto proibido’, sendo que em especial esse atributo é direcionado a crianças. Botanicamente falando, a maçã possui propriedades medicinais, afirmadas pelo cotidiano popular, além de um teor aperitivo quase unânime entre as pessoas.

O fato de ser dita ‘proibida’, mas apreciada pela sua vistosidade e preferância palativa constitui o arquétipo referente à maçã. Embora para alguns a maçã seja uma caricatura malandra e se reduza a um único termo, para outros ela se desdobra em uma corrente de idéias que originam as mais diversas teses. Aí reside (pessoalmente falando) o fator da maçã constituir um tabu em seu significado mais profundo, embora a fábula de fruto proibido permeia em todas as esferas de interpretação possível a seu respeito.

Mas muito se entende ao visualizar essa hipótese da maçã acerca de um certo ângulo, embora isso não consista numa verdade irretocável. E as lacunas aqui deixadas servem de exemplo para provar que em assuntos filosóficos a busca pela verdade não passa de diversão paliativa e despretensiosa."


 Radiohead: There, There (The Boney King of Nowhere)

E pra você, o que significa a maçã?

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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