Troféu Sapinho: Dois

Um caso de não-preservação de imagem

Da redação do BS


"Esta menina muito despojada, alegre e de sorriso generoso, está pretendendo mover céus e terras em busca de algo inusitado: destruir sua própria imagem, ou melhor dizendo, as imagens.

Depois de condicionar fisicamente um jogador de futebol, que hoje está descondicionado depois da efêmera ‘juntação’ das escovinhas de dentes… depois de unir vários casais, nem que sejam por efêmeros segundinhos no divã da psicologia rápida não-teórica superprática da terapia do chupão… teve sua vez no campo das ‘espiadelas não autorizadas’.

Sim! Essa garota foi incluída involuntariamente numa produção independente open-public act e não gostou muito da história. Conseguiu, ainda que por poucas horas, a interromper a programação de um conceituado canal alternativo de televisão not-pay-per-view.

Mas não é por isso que ela recebe nosso Troféu…

Discorrem fatos não comprovados, que ela precisou escolar-se em Direito, garantindo que quando formar-se, terá uma cliente garantida. Para saber quem é ela, procure conhecer a dita aspirante a advogada e leve-a a um espelho [logicamente, a cliente não será você minha leitora].

Pela necessidade, ela precisou sentar na cadeira escolar para aprender. Por isso ela foi contemplada com nosso Troféu Sapinho.

Cissi!!! Esse prêmio é para você!!!"


 Estamos ouvindo: Eldorado FM 92,9 São Paulo… MPB das boas.

E até a próxima premiação!

Notas Rápidas

Coelhices, porque eles são rapidinhos


"Estou pensando em mais um Troféu Sapinho, meio que atrasado, a uma diva pop nacional [ou internacional, dependendo do ponto de vista, se acima, ou abaixo da linha do mar] e este terá o ar da graça que você leitor já conhece de mim. Fiquem à espreita de novidades logo, logo!

Estarei integrando o Vigésimo Sétimo Fonema, meu diário escrito a papel, junto com o projeto 27F desse espaço, fazendo uma profunda reflexão sobre tudo o que afirmei nesse meu diário de papel.

Também estarei abrindo um novo espaço para nossa querida Bárbara K. Svenska estar dialogando com vocês abertamente sobre vários assuntos. Em uma recente conversa com ela via e-mail, ela decidiu participar mais ativamente das atividades desse blog, falando sobre cultura e geral e bancando [no bom sentido, querida] a psicóloga no seu divã, inspirada no melhor método Loreleine Botelhos."


 Pearl Jam and Oasis: Day Tripper

Por hoje é só. Até os próximos dias com as novidades [viu como foi rapidinho ao estilo dos coelhinhos?]

Filosofando com os Animais

O Cão Filósofo


"Mais uma vez, fico pensando no que os animaizinhos pensam… absolutamente sem preocupações ou ressentimentos, nenhum desejo de depreciação frente a outros ou quaisquer intenções a troco de escambo… assim são os bichos, em sua naturalidade. Claro que não devemos fazer como nosso álibi os atos agressivos nossos como espelho do que bestas-feras costumam fazer apenas como meio de sobrevivência ou demarcação de território.

Muitos já estão pensando: ‘Ele irá falar de seu amigo sapo verde e peludo, o Uílto.’

Enganaram-se!

Estou falando de um certo velho amigo de filosofias noturnas, que cochichava silenciosamente seus dizeres de cachorro [nada de bestas-feras] e que ficara até poucos dias escondido sob o reduto das pelúcias, uma caixa fechada ao alto do armário, onde encontra-se este computador do qual vos escrevo, Comunidade Internética, e que terá a oportunidade de, como o sapinho que acompanha-me discretamente a cada coisa nova que escrevo, a me dizer, apesar de sua face inerte, algo para constituir-me como assunto, filosófico ou não, para expressar-me aqui.

Falo, em miúdos, do Wishbone. Batismo do seu nome? Pois bem, havia uma série homônima com um cachorro pensante e em sua vinheta um rabinho balançando, tal como esse meu companheiro. A aparência deste? Pois bem, vendo este vulto, os mais aficcionados por leite irão reconhecê-lo, principalmente aqueles dos fins dos noventas…

Junto com o sapinho, o Wishbone será alvo de patotas, contos e histórias das quais costumo desenvolver aqui, exclusivamente para vocês meus leitores.

E o Wishbone ficará muito feliz em saber que, depois de tanto acúmulo de poeira nos viés de uma caixa de papelão, ele terá, ainda que por um tempinho só, motivos para sentir-se útil novamente, embelezando este meu reduto com sua presença."


 The Charlatans: A Man Needs To Be Told

O Vigésimo Sétimo Fonema: Vinte e Cinco

A Odisséia de Haikimi, Segunda Parte

[Precisei de mais de um dia para pensar melhor neste conto]


"Haikimi admirava então a atitude de nosso amigo Semoni, tendo num determinado momento, após um breve período de tempo sendo freqüentada pelo florista, convidado o tal para conhecer seu requintado reduto na área nobre do reinado. Um pouco minúsculo, sim, mas com toda a ostentação que ela tinha.

Mas ele não tinha a coragem de se aproximar dela com mais intenção. Pior que ela desejava ser correspondida, pois passava, discreta e imperceptivelmente, a perceber-se conquistada pelo jeito dele.

E ele passou um recado a ela, por via de terceiros do reino, pois amarelava-se sempre que ía tentar convidá-la para algo especial pessoalmente. Desde então, quando Semoni passava pelo reinado, estranhava a falta da presença da Haikimi naqueles derredores.

Após semanas, decidiu se informar por que ela não comparecia [estranho… por que não fosse antes procurá-la em casa?]. Rumores diziam-lhe que ela estivera ficando muito doente no seu lar.

Decidiu visitá-la, mas quando a encontrou, estava de pé, olhando um espelho, e a lhe dizer: ‘Não quero mais sua presença! Se você não tem a capacidade de se decidir a fazer as suas intimações pretensiosas por si mesmo, não as faça por outrem!’

E então ele deixou de passar em sua residência, resignado. E a passar pelo reinado, também nunca mais o fizera em sua vida. Rezam lendas que ele esteja em seu reduto longínquo, isolado da sociedade a pensar em seu amor perdido."


E quem disse que isso deveria ser um final feliz?

 Alice In Chains: Bleed The Freak

O Vigésimo Sétimo Fonema: Vinte e Quatro

A Odisséia de Haikimi


"Havia uma linda jovem oriental-ocidental, que vivia em um reinado, e com ostentação, luxos como de princesa, e se chamava Haikimi. Esta era muito feliz, a não ser um detalhe: faltava-lhe companhia para dividir seu amor.

Quando, um dia, passara na circunvizinhança de suas terras um mais jovem que ela, chamado Semoni. Este vendia lindas flores, e era acostumado ao símplice perfume que elas emitiam. Embora escolhia as flores mais bonitas, não as fazia com o coração, mas sim por profissão. Chegou a vender pessoalmente suas mercadorias perfumadas para Haikimi, mas não a notou direito. Tratou-a apenas como uma cliente comum, dando-lhe aquela simpática atenção como a que tinha com todos.

Haikimi também fez o mesmo, até ousou olhar com um pouco mais de atenção o estimado vendedor. Arriscou-se a dizer em tom alto, diminuindo conforme as palavras eram proferidas:

— Venha vender flores por aqui mais vezes!

Semoni pôde entender a mensagem com atenção, e assim o fez por mais alguns dias. Certas vezes, Haikimi própria atendia o vendedor, tratando-o na condição de um bom vendedor amigo.

Após algum tempo, um do reinado atiçou o vigoroso coração jovem de Semoni:

— Já notou como ela é refinada, culta, companheira e sobretudo com aquele charme miscigenado, bonita?

E concordando com a opinião daquele súdito, passou a se dedicar melhor na escolha das flores para vender, e o símplice perfume passou a se tornar um perfume caprichado e inebriante. Passou a ter um público fiel naquele reinado, mas sempre reservava algumas flores para vender à Haikimi."

(continua)


 Emma Roberts: I Wanna Be

O Vigésimo Sétimo Fonema: Vinte e Três

Parábolas vivazes


"Tipo que eu me lembre agora de uma pequena historinha envolvendo meu filosófico sapinho Uílto… quando ele não era tão verde e peludo e vivia nos verdadeiros brejos da vida.

Era um local onde cada sapinho podia, a título de Pasargadense, podia escolher sua rã, sem complicações, afinal, havia quase uma rã para cada sapo. Esse ‘quase’ significa em realidade que alguns sapos não teriam sua desejada parceira.

Bom… só que esses alguns em número significava um solteiro, e o (in)felizardo era justamente o Uílto, e não era falta de correspondência. Havia justamente uma que vivia numa indecisão amorosa, por um simples sapo ou pelo forte gênio crítico de nosso aclamado amigo, e seu nome era Tífane.

Tífane e Uílto: um casal sem dúvidas e incertezas, como sal e açúcar no soro caseiro.

Impedimentos? Só um… Uílto não se expressava muito bem nas palavras fonadas.

— Então, hã… Tífane… sabe como é… sei lá! — Muito produtiva a conversa de nosso amigo sapinho.

— Você, meu amissíssimo Uílto, precisa expressar-se melhor. Como irá querer que eu converse contigo se você não busca assuntos para conversarmos? Ora, sei que você é um grande escritor filosófico… Comente mais sobre suas peripécias através do pensamento.

— Sabes o quanto se torna vã cada teoria na qual mais nos aprofundamos nela? Melhor fora que não nadássemos nas águas geladas para descobrir mais além da ponta do iceberg — na filosofia o Uílto era gênio [até hoje o é] — o que significa que pouco devemos nos preocupar em nossos anseios e fazer de nossa filosofia de vida um ponto de vista mais prático…

— Como assim? O que você sugere?

— Nossos girinos podem ter meu nome?

E uma amizade tão ponderada termina num incontrolável desejo que, para Tífane, era grosseria por ainda ter a juventude a curtir, sem pensar na prole, afinal seria uma carga de responsabilidade grande para tão jovem rã. Decidiu, então, ficar com um símplice sapo, que anseiava curtir uma vida, no momento, sem responsabilidades.

E assim nosso estimado amigo, desiludido pelo amor, decidiu migrar de seu brejo, cultivar sua pelugem e esperar por um novo motivo para filosofar na Cidade D’Itália, observando sutilmente, numa vitrine, com outros animais, a movimentação humana, e a pensar em seu amor perdido, a Tífane, que por um motivo de continuidade familiar, rejeitou uma mente tão brilhante neste grandioso mundo anfíbio."


 Eric Clapton: Layla

‘An Idea’

Alguém Sugere Algo?


"Sinto estar ficando sem assunto pra comentar…

Então o que dizer… Já imagino uma idéia.

Matar as saudades do passado

Da época em que trabalhava [mais do ‘ganhar dinheiro’] e que tinha a tarde livre pra descansar, e ía à noite, comprava biscoitinhos, com radinho no ouvido, ouvindo Nightwish ou a Kiss Classic Rock e chegando à noitinha no Campesina…

Ô dez dias que fizeram falta tempos depois…

Também do primeiro semestre de 2005, o primeiro de Matemática, quando ía para o SENAI á tarde, e encontrava os colegas do CENEART no Shopping de Osasco… seis meses que farão falta sempre…

Grandes saudades do passado recente, sobretudo o glorioso ano de 2002, só com Campesina de obrigação [nem obrigação era, e sim diversão], sem falar nos colegas que tive daquela época.

Saudades deles também…"


 Lenny Kravitz: Again