Momento Poesia

Águas de Dunas


Fostes tu apenas uma ilusão em minha vida?
Acaso meu ter feito promessas perdidas?
Serás tu uma mulher de alma corrompida,
sem ter ao menos uma virtude garrida?

São após três montanhas lençóis maranhenses
onde areia e água se misturam,
mil verbos aqui se conjugam,
e minha solidão a mérito de atração circense?

Maravilhosos lençóis, mesclas de opostos
deserto e mar a se encontrar
insegurança e confiança a me atormentar.

Será assim que me abordam teus belos olhos
somente belos, mas frios e engenhosos
que aos meus, como faróis, faço apostos?

– Não seja assim, mente fraca, cruel e desalmada
não torne para mim idéias malvadas!
… veja o quanto aquele par de olhos lhe fez bem
fez você mudar, tornar-se alguém.

Venha coração dominar a minha vida,
mesmo ela não sendo minha, seja sempre por mim querida.
E os lençóis maranhenses, belezas com intuitos de aflição
sejam palco d’um Amor cheio de disposição.

19 de Janeiro de 2003

 


 "O que significa amar, então? Uma patologia sem cura e sem tratamento adequado? Uma transcedência espiritual que irrompe a dicotomia espaço-tempo? Uma dádiva de Ordem Superior que mantém íntegro o desejo animalesco do homem?

Perguntas difíceis, respostas ainda mais capsciosas… Mas como já dizia Machado de Assis: ‘Amai Rapazes [e moças também, óbvio]’"

 


 Rush: The Spirit Of Radio

Publicado por Potingatu

Estudante de Língua Portuguesa e Linguística pela FFLCH - USP (2010-5), entusiasta e experimentador do máximo de artes que for possível.

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