Novo Navegador

Da Redação do BS


Navegador. adj. Que navega ou sabe navegar; habituado a navegar; s. m. aquele que navega; o que faz longa navegação; mareante; marinheiro; (inf.) Programa para acesso de conteúdo da internet (do lat. navigatore)


"Aqui no Brejo do Sapinho já utilizamos a versão 7 do Internet Explorer

Diferenças? Não muitas… para o acesso às mesmas páginas que costumamos acessar só alguns diferenciais, como a barra de zoom no beiral da tela.

Já está surgindo um mundo novo onde os menus parecem não ter vez… agora, eles estão escondidos sob a forma de botões.

A famosa barra de URLs ganhou mais destaque acima de todas as outras.

E, agora, a navegação por guias virou realidade… não se necessita mais abrir tantas janelas [teoricamente] para ver os conteúdos.

Esperamos que os defeitos não sejam visíveis e horrorosos."


 Esqueci de acionar o Winamp hoje…

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Momento Poesia

Reflexões


"Vital
Tudo o que se mantém inerte… espere!
A minha mão, favor, não aperte
Não entenda o que passo… encalço!

Refaço com muito gosto
com apreço, sem muito gozo
o que é apresentável
em um momento irrefutável

Deslizo
No maior papo conciso – indeciso…
Nesta vida me afirmo
Como caminho a me corrigir

Senso de segurança
Não me faça ter esperança – de criança
Em um segundo eu confirmo
Vital nada daquilo do que reprimir"


 Faith No More: Midlife Crisis

O Vigésimo Sétimo Fonema: Quatorze

O ‘Ser’ Um Escritor


"A vida caseira é um tanto quanto afoita a novidades

Encerrado entre quatro paredes, podemos perceber que nos fazemos prisioneiros de nós mesmos [típico papo de urbanóide]. Com medo do desconhecido, fechamos nossas portas e janelas, conosco dentro, em razão da nossa própria segurança e daquilo que achamos que nos é precioso. Enfim, dizendo, estamos nos encarcerando num ato coletivo de prisões domiciliares.

Mais que nos encarcerarmos fisicamente, estamos nos prendendo psicologicamente diante das outras pessoas, e poucos conseguem superar essa atitude retórica pessoal de proteção à identidade. Pessoalmente, acho que esta é uma barreira a ser derrubada de uma forma bastante radical para tornar a vida caseira, diante de uma máquina sujeita e submissa, mais inflada de comentários que não sejam batidos e de assuntos que façam a pessoas como eu tornarem-se verídicos escritores, munidos de toda observação do mundo que o rodeia.

O respirar de poeira pode causar males psicológicos e sociais à percepção externa. Passamos a ver, sob falta de influência direta da luz solar, grilos em nossos óculos, repousantes sobre a mesa, ou à area de trabalho [uma explícita referência a ‘Pausa’, de Mário Quintana], com o desejo pessoal nosso de reprimir a profunda realidade, e deixar o pensamento e a imaginação mergulharem em nosso cotidiano. Mas respiramos ar e poeira, e percebemos que não podemos nos deixar voando ou submersos em água sob qualquer cincunstância.

Viver na imaginilidade ou mofar no velho cotidiano de uma pessoa comum, com problemáticas comuns, e poucos assuntos a esclerosar – digo, esclarecer – em busca de um riso, ou um pensar num estudo de caso… a dialética psiquiátrica do escritor…"


 Yes: Soon

A Batida dos Pingüins de Pés Felizes [Notas Pessoais]


"Existem hábitos deconhecidos entre as comunidades pingüinescas da antártida. Quando estão com a necessidade de comer peixe, sapateam num ritual de hipnotização para fazer outras criaturas pararem de caçar seus peixes, pois elas ficam amedrontadas com os grandes pingentes de gelo que caem na costa…

Para saber mais, assistam ‘Happy Feet: O Pingüim’

O Brejo do Sapinho é em favor da campanha da universidade local, a UNIFIEO, em sua empreitada aos sapos passíveis de serem engolidos pelos egressos do Ensino Médio. Esses sapos podem causar desacostume de estudos, retardo nas respostas cognitivas-dileracionais e disritmia profissional aguda. Por sorte, os institutos médicos especializados comprovam que esses são distúrbios passíveis de cura, sem deixarem seqüelas. Bastam 1mg/dl de dedicativus estudantis duas vezes ao dia. O remédio é caseiro, e é preparado com as receitas registradas em onze anos de vida escolar [excetuando-se os experimentos com ácidos e bases].

Férias para os adentrados na vida universitária já são iminentes, e este camarada que vos escreve sentirá muita saudade da biblioteca e das leituras sobre Kant…"


 Faith No More: War Pigs

O Vigésimo Sétimo Fonema: Treze

Um Número de Sorte (e um Sapo de Cabeceira)


"Certas vezes, consulto o sapo de cabeceira que está guardado dentro do meu armário, acima de minha cabeça: às vezes acredito que ele possa ser bem expressivo sem precisar dizer alguma coisa.

Lógico, eu sei que ele é um sapo de pelúcia, mas quando dispomos de vivificá-lo em nossas idéias, ele passa a ter uma razão de se expressar. Está mais para um reflexo de mim conversando comigo mesmo, materializado no elemento sapo.

O sapo tem um conteúdo filosófico muito grande… é como a caveira na mão de Hamlet, só que sem a manifestação de insanidade (sana) do tal.

Olhar pro sapo, na verdade, é buscar fuga em um objeto inanimado que pouco tem para se preocupar com seu futuro, mesmo nós sabendo que o tempo é implacável com ele também… mas ele tem seu lugar garantido como guru filosófico, como quer que seja."


"Décimo Terceiro capítulo desta saga filosófica e literária que é este projeto ambicioso de um diário de memórias e sentimentos momentâneos… meu próprio psicanalista pessoal que condiciona minha razão para a crítica pessoal e minha emoção para o equilíbrio pessoal.

O Treze, pessoalmente, não tem conotação azarenta para mim. Somando-se seus algarismos, obtemos quatro, dia do meu nascimento. Quatro este, que pessoalmente indica um quê de transformação, de novidade, despretensão. Embora indique alguma regularidade – o dobro de dois, o quadrado de dois – o quatro possui uma elementaridade que me faz sentir-me alvo de uma singularidade que todo dia mantém em mim uma sensação de unicidade de mim mesmo, como quem precisa se diferenciar para, no muito, existir como sujeito.

Já o três tem uma conotação de pluralidade e disciplinaridade, apesar de seu formato irregular – é um número ímpar – representa, a mim, filosoficamente, a ordem, organização e tem um quê de formalidade [em épocas controversamente complicadas para mim, impliquei negativamente com esse número] e é sinônimo de natureza, do que é natural.

E somando o três com quatro, temos sete, que classicamente, dá sorte. E é, para mim, a convivência pacífica do ordenado com o revolucionário. Mas, no verídico da palavra, qualquer número tem sua importância, desde que exista [até o zero tem suas especifidades]."


 Bob Dylan em seu acústico: The Times They Are A-Changin’

E sem muitos sapos na cabeça.

 

Pensando, sozinha…

Por Bárbara K. Svenska


"Oi, pessoas. Mais uma vez, o Terrinha permite a mim fazer minhas anotações nesse espaço, sem muitas correções, e antes que pensem qualquer coisa, o que está dentro do colchetes é coisa dele [sim, por quê? Não posso ser expressivo?].

Aqui em Samara as coisas não fluem muito bem [ainda não aprendeu russo?]. O emprego que arranjei para sustentar minha estadia na pensão luso só permite a mim pagar apenas a morada. Não sobra nada, nem para pegar aqui alguns CDs das T.a.T.u, que amo tanto – all the things she said, going thru’ my head – enfim dizendo, minha vida social resume-se a trabalho-pensão e pensão-trabalho.

Antes era por saudade… agora cogito mesmo retornar à velha Santa Catarina, terra de minha mãe, ou à quentíssima São Paulo de meus amigos – ou ainda, aquela tal Cidade da Catenária que nosso ‘chefinho blogueiro’ tanto me fala. Enfim falando, amigos brazucas, posso estar de volta à minha terrinha. Este poderá ser vosso presente de Ano Novo. A poupança que estou fazendo para adquirir um terreirinho aqui para mim vou deixar mesmo pra provável viagem de volta que estou pensando em fazer [a Bárbara de volta ao Brasil? Que bacana…].

Gostei desta estadia em Samara, aqui o pessoal é receptivo pacas, os que falam inglês ajudam de verdade. Enfim, queria, ainda mais, carregar esse tempinho frio junto comigo. Andar com plumas e casacões é uma coisa que admiro e dificilmente posso fazê-lo em Sampa. Mas encontrar os velhos amigos será maravilha.

Aqui é a Bárbara, barbaramente linda [quanto convencimento…] falando, talvez, uma última vez da Rússia, para o público brejeiro."


 Travis: Sing [o que o Terrinha está ouvindo… sing… sing… sing!]

O Vigésimo Sétimo Fonema: Doze

As Aspirações de um Escritor


Escritor, s. m. Autor de obras literárias ou científicas. (do lat. scriptore)


"Será que penso muito para escrever? Ou será que pouco penso?

Como já dizia Descartes, ‘Penso, logo existo’… Assim, de tanto refletir, acho que existo e muito. Mas a questão a ser discutida não é a existência. Isso foi há alguns poucos meses, essa história de crises existenciais, em que perdemos, nem que seja por alguns momentos, a noção de quem somos, nosso papel com a sociedade, e nossa participação na vida de outrem.

Saber se portar diante dos outros sem ser invasivo constitui a tarefa-desafio do escritor para que suas picuinhas literárias possam ser reflexivas, ou cômicas, ou românticas e dramáticas, ou ainda filosóficas. Comentar dentro do ônibus com um desconhecido sobre o título do ‘nostro queuriiido’ São Paulo pode gerar inusitadas reações aos outros passageiros [desde que não se encontrem a turma dos torcedores do time aspirante a vice e a terceiro lugar] que pode até fazer com que o ônibus torne-se a mesa redonda de bar [claro, sem a cervejinha].

Mas para tal empenho, o escritor precisa ter um pouco de descarado e sem-vergonha, e até que demonstrem o contrário, não conheço escritor que seja fechado, dentro de seu mundo, a escrever sobre um universo paralelo. A menos que ele seja portador de mente criativa, implica que sua riqueza de discurso é entenebrecida pelo diálogo dificultado [tem a ver com alguma coisa que você está lendo agora?], parecendo mais uma Memória de Filosofia…

Ao escritor, como já devo ter dito várias vezes, cabe arranjar o arcabouço mágico de organizar as palavras e constituir uma interessante história."


 Elvis Costello: I Want You