O Vigésimo Sétimo Fonema: quatro

Duelo [não-dissociativo] de idéias

Terra Preta Piemontense & Barbara Svenska


"Um dia desses, em um bate-papo muito conveniente com uma amiga…

TP: Hoje estou bem, querida. Esta conversa será gravada, formatada e publicada em nosso espaço.

Bárbara: Espero que sim, meu rapaz, e vê se não pergunta coisas esquisitas nessa entrevista, que você costuma dizer umas idéias que eu nem entendo.

TP: Não que eu diga, amiga Bárbara, que minha vida é aquela loucura que te falei outro dia, quando referia-me à espia.

BKS: O que te fez achar que existia essa loucura, camarada?

TP: Ah… você sabe… ver muita lenda de ficção, internética, é isso que dá! Imagine que achava que certas pessoas viam com meus olhos o que eu via, como se eu fosse uma câmera de TV transmitindo um Reality Show dezoito horas por dia [afinal, ninguém é de ferro].

BKS: Sei dessa história… já me senti assim com o Omar Neshkar. Ele me fazia sentir-me espionada, até na ausência dele… eu tive que me impor sobre ele, senão elefaria isso comigo. Por sorte, essa ameaça em minha vida acabou, e eu aqui na Rússia sinto-me em meu quintal…

BKS: Sabe o que é morar num lugar onde, muitas vezes, não precisamos trancar as portas?

TP: É, queria imaginar isso aqui no nosso Brasil, eu ouvi falar de um tal de um Instituto Purifica, que tem uma intenção com um mundo menos dissensivo… Assim como eu.

BKS: Você, dissensivo, Terra? Conta outra… eu te acho um dos sujeitos mais sinceros dos quais eu já conheci, e aquela história de ‘doença’ é uma má interpretação sobre seu senso de humor… você só se vê através de diversos pontos de vista, só isso! Enfim, dizendo, você não consta em nada daquilo que falou. De repente, você achar que eu seja invenção de sua mente, ou estar conversando com uma máquina, tudo bem. Sinta-se à vontade de libertar sua imaginação… é isso que você tem: um senso imaginativo muito poderoso. Tenho certeza que você se dará bem como ‘Matemágico’, hahahahahahahahahah…

TP: Vai brincando assim com a Matemágica… oops… digo, Matemática. Ela, pelo menos, é uma ciência que não fica criando pontos de vista distorcidos, assim como sua tentativa de fazer Filosofia… você é que realmente mexe em terreno minado.

BKS: Nem me lembre… Foram os seis meses mais inúteis que tive no Brasil…

BKS: Conversa produtiva, Terra. Não foi daquele jeito tão filosófico metafísico que você costuma parecer nas conversas particulares… breve mando novas idéias aqui da comunidade luso-brasileira, mas esse breve será meio longo… estou usando um computador de LAN, e foi difícil achar essa LAN inglesa… Já viu um teclado russo? Nem queira ver aquelas letrinhas invertidas e doidas, eu fico pirada!

TP: Olha, embora escrevendo bem, confesso que nem o português sei escrever direito, e estou na busca do fonema impronunciável da língua portuguesa.

BKS: Sei… aquele projeto literário fictício-realista O Vigésimo Sétimo Fonema?

TP: Esse mesmo… e o inglês estou destreinado… você tem a sorte de sobreviver aí falando inglês.

BKS: Mas sinto, mesmo estando em casa, que meu projeto secreto de ganha-pão não irá vingar por aqui. Posso acabar voltando pro Brasil se ele não der certo… Até outro dia, com mais novas por ‘e-meio’ – como você diz – para o ‘nosso’ espaço… hmmm… posso dizer assim mesmo?

TP: Tudo bem, sinta-se em casa, aqui também é seu espaço… Até mais, Bárbara!"


So…

 Peter Gabriel: Sledgehammer

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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