Espelhamentos

Auto-reflexões

O desempenho de um blog


Avaliação, s. f. Ato ou efeito de avaliar; valor determinado por peritos; apreciação.

Avaliar, v. tr. dir. Calcular, determinar o valor ou a valia de; reconhecer a força de; apreciar o merecimento de; compreender (de valia).


"Enfim, fico me perguntando porque este espaço está entre moscas, assim como vejo em diversos outros a falta de uma participação mais ativa da Comunidade Internética… e analisando bem os outros blogs, vejo que sou um dos poucos que botam os dedos à pratica.

Não que eu diga que blogs de fotos sejam ruins ou inexpressivos. Pelo contrário: peno por não ter em mãos uma câmera fotográfica para me elucidar na função de um fotógrafo.

E mais interessante ainda: todo o conjunto de espaços de MSN superam as expectativas… Falta por acaso um espécie de união entre os associados? Será que deveríamos avaliar o nosso grau de egoísmo para com nossos companheiros blogueiros?

Mas a gente observa, e percebe uma coisa muito básica: nem todos tem a afinidade com a expressão das palavras. Essa é uma arte que, embora ao alcançe de todos, só é constantemente treinada por uma pequena parcela [somente para não ser grosso de dizer todos]. A prática da escrita está numa situação tão inexpressivamente desoladora, e a arte da escrita não se mostra tão influente em nosso país. Tal situação gera um empobrecimento da cultura literária, embora tal acaso não gere, como muitos pensem, o empobrecimento das literaturas lançadas nos anos recentes: apenas uma ‘surgência’ menos densa de novos escritores bem-letrados, capazes de atiçar os neurônios da dualidade ordem-devassa, traço pertencente as Artes em geral.

Lógico que também a pouca intimidade com as palavras escritas são ocasionadas pela valorização do discurso e da imagem. Poderia haver uma valorização da arte da tipografia, que conta com novas tecnologias há anos para se mostrar presentes na produção de novos livros. Parágrafos mais espaçados entre si, princípios de parágrafos maiores [os ‘dois dedinhos’ da professora do primário sempre foram os salva-guardas de não perder-se num texto absurdamente longo]. Enfim, evitar o amontoado de letras…

Aí então é que podemos dizer: ‘Já temos meio caminho para fazer de nossos blogues espaços literários campeões’.

O outro meio-caminho é a valorização do bloguismo. O bloguismo é a nova linguagem filosófica que, embora metafísica ela possa parecer, não é tão ilógica quanto outras da categoria. Ela brinca com os fatores da existência dos digitais [a expressividade dos dados nulos e não-nulos e, portanto, das nulidades presentes em nossas vidas], da existência das improbabilidades [os meios-termos] e da inexpressividades dos fatores cognoscíveis [esquizofrenicamente confuso, não acha?] sócio-políticos.

Como um bom exemplo deste bloguismo, apresento a vocês, Comunidade Internética [o tratamento no bloguismo também é importante para evitar a ambíguo-dualidade], justamente este meu Brejo do Sapinho. Não vejo exemplo mais direto… ah sim, vejo… outra boa referência é a Filosofia Ilustrada.

O bloguismo busca achar a essência despojadora e sarcástica de qualquer assunto que se possa apresentar a ele. Poderia ser, clinicamente falando, classificável como distorção da percepção, por ter um discurso bastante efusivo e evasivo, por apresentar-se fora de lógica, e com uma presença de uma dialética multidirecional [os diversos ‘eus’ que podem ser gerados a respeito de uma mesma opinião, divergente ou convergente] absurdamente forte. E ausência total da retórica, por não provar um diálogo conclusivo.

O bloguismo, por ser uma linguagem própria em tempos de multifuncionalidade, inter-relaciona diversos aspectos não-concernentes entre si, mostrando, na filosofia, a funcionalidade matemática da Teoria do Caos. Aqui também há a evasividade do discurso [e como pode-se perceber, desde o princípio desta entrada, aonde foi parar o assunto principal] e um consenso comum sobre onde começa e termina uma questão variam de acordo com as interpretações pessoais.

No mais, posso afirmar uma coisa: a valorização do bloguismo gera o respaldo dos blogueiros, que gera possivelmente os comentários tão desejados, ou ao menos, almejados pelos tais."


Por que tanto discurso evasivo?

"Confesso a ti, leitor que recaiu aqui ao acaso que estou sofrendo de um distúrbio de criatividade, que é caracterizado por uma leve pobreza de discurso retórico-não-imperativo, alta concentração de efusividade-evasiva e não-sintonia cognitiva, caracterizada por evasividade de discurso dialética-não-dualístico.

Fui acometido por uma ‘distensão cerebral das idéias’, mas é um quadro totalmente reversível. À base de ministrações constantes de sociabilização e terapias de entrada em rodas sociais."


"Pegue uma canção e faça-a melhor"

 Beatles: Hey Jude

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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